Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis

Arquivo: Abril 2008

MayDay, MayDay, é preciso limpar Portugal:

zedeportugal 28/04/2008 @ 14:36

da hipocrisia, do oportunismo, da mentira, da exploração e de todas as porcarias afins.

 

É inegável que existe liberdade de expressão em Portugal. Pelo menos alguns dizem tudo o que lhes vem à cabeça.

Portugal é mesmo uma terra de oportunidades. Pelo menos alguns fazem tudo o que querem e sobra-lhes tempo para mais.

Em ambos os casos, basta que se faça parte da oligarquia política que detém o poder...

"Vitalino Canas, vice-presidente da bancada parlamentar socialista, afirmou esta quinta-feira que «caricaturistas irresponsáveis e fundamentalistas violentos estão bem uns para os outros»." (TSF Online, Caricaturistas e radicais «bem uns para os outros», 22:01/09 de Fevereiro 06)

"O porta-voz do PS defendeu hoje que as alterações à Lei Geral Tributária que possibilitam o levantamento do sigilo bancário aos contribuintes que reclamem de decisões do fisco conciliam os direitos dos cidadãos e o interesse público." (Diário Digital, PS diz que alterações à Lei Geral Tributária são equilibradas, 30-07-2007 18:41:00)

"Vitalino Canas diz que a ministra (da Educação) tem feito bom trabalho, tendo “mostrado muita determinação, muita coragem e espírito de serviço público de defesa da escola púbica”, considera." (RR Renascença, Informação, Vitalino Canas defende ministra, 28-02-2008 11:59)

"O porta-voz socialista Vitalino Canas disse ontem que "todos os objectivos" a que o Governo e o partido se propuseram foram alcançados, recusando no balanço de três anos de governação, "perder tempo" com o que se fez mal." (TV Net, "Todos os objectivos do PS foram alcançados", 2008-03-12 11:46 GMT)

 

É necessário mudar este ominoso presente para que haja um futuro melhor. É preciso fazê-lo pacificamente da única maneira possível para o povo (os pobres, os sem poder): ir para a rua exigir a mudança numa mega-manifestação, a maior manifestação que os instalados alguma vez terão visto.

É indispensável a participação de todos. Todos ao May Day no dia 1 de Maio. Informem-se agora mesmo.

Tomem a iniciativa sobre a Vossa própria vida, não deixem que Vos determinem um futuro sem Futuro. Venham fazer História, porque é assim que os humildes podem fazê-la e foi assim que sempre a fizeram.

What the Lord has done in me.

zedeportugal 27/04/2008 @ 14:56

(O que o Senhor permitiu em mim.)

Diga o fraco: eu sou forte.
Diga o pobre: eu sou rico.
Diga o cego: eu posso ver.
O Senhor fez isso em mim.

.
Ossana, Ossana,
ao Cordeiro sacrificado.
Ossana, Ossana,
Jesus morreu e ressuscitou.

.
Este rio eu cruzarei,
O meu pecado será limpo.
Águas piedosas virão dos céus,
do Seu grande amor por mim.

.
Sairei dos meus abismos,
para os seus braços divinos.
Cantarei a salvação,
Jesus Cristo me libertou.

Diz que é o ministro do trabalho...

zedeportugal 26/04/2008 @ 11:02

e da Solidariedade Social!

"... No entanto, o responsável (o dito ministro) defende o direito do Estado a contratar a recibos verdes, desde que seja legal e por opção das duas partes. ..." (TSF-Online, Legislação Laboral - Reforma terá como objectivo combate ao trabalho precário, 21:23 / 10 de Abril 08)

Revoltante, não é? Chegou a hora de mudar Portugal, mudando aqueles que o governam mal.

Ao povo (aos pobres, aos sem poder) só resta uma maneira de forçar a mudança: ir para a rua exigi-la numa enorme manifestação. Se todos participarem é possível juntar 500 mil.

É preciso participar no dia 1 de Maio na parada de precários May Day. Não fiquem em casa, tomem o Vosso destino nas Vossas próprias mãos. Informem-se agora.

Maio é o mês das mudanças sociais profundas e das lutas (vitoriosas) da juventude... pelo menos desde 1968 ;).

Oh Freedom (Oh, Liberdade)...

zedeportugal 25/04/2008 @ 18:42

Oh freedom over me (oh liberdade sobre mim);

and before I'll be a slave (e antes me tornar um escravo)

I'll be buried in my grave (serei levado à minha sepultura)

and go home, to my Lord and be free. (e irei para casa, para Deus, e serei livre)

O vigésimo quinto dia de Abril.

zedeportugal 24/04/2008 @ 23:44

Homenagem aos portugueses que quiseram conquistar a liberdade.

Há 34 anos atrás, um punhado de portugueses ousou sonhar a liberdade até ao ponto de arriscar tudo para a conquistar.

Depois... bem, depois vieram os oportunistas, os das organizações e negociaram o que não conquistaram, em nome de um povo que não os escolheu. Enfim, o costume, como os professores tão bem ficaram a saber recentemente.

Sou grato, profundamente grato àqueles que nada tomando para si me permitiram viver em liberdade durante cerca de 30 anos, entre 1975 e 2005. Todos os portugueses deveriam ser gratos. Portugal em 1974 era um país atrasado, isolado, gritante de pobreza e analfabetismo nas classes mais humildes - a maioria da população.

Muitos são os que já nasceram depois desse momento histórico. Outros eram demasiado pequenos para perceberem o que se passou. Muitos outros esqueceram o tempo antes e alguns nunca admitirão que era mau.

Eu não esqueci, não esquecerei até à morte, assim Deus me ajude. Por isso aqui expresso a minha gratidão e deixo a minha homenagem: Bem-hajam capitães.

Bem-hajam também aqueles que tiveram a coragem de, no dia 25 de Novembro, uma vez mais, conquistar o direito de Portugal ser livre de qualquer espécie de ditadura. Porque de esquerda ou de direita, frontais ou dissimuladas, azuis ou cor-de-rosa, todas elas suprimem a liberdade à nação.

Obrigado Senhor, por teres permitido a Liberdade a esta terra, a este povo que a ansiava, durante todo este tempo.

Infelizmente, outros tempos chegam, outras gerações. Gente que não dá valor à liberdade, porque ela nunca lhes faltou e lhes parece coisa certa. Gente que troca a liberdade pelo dinheiro, o ser pelo ter. Gente para quem o bem-estar e a segurança é viver num condomínio fechado com piscina e "spa". Gente para quem qualidade de vida é ter um carro de luxo, roupas e sapatos de marca, telemóveis com internet e televisão, mesmo que para ter tudo isso deixem de ter tempo para apreciar a existência, a sua e a dos seus. Gente arrogante cujo Deus é o dinheiro, que pensa que a vida e a morte lhes pertencem. Que tolos! Só quando ela (a liberdade) lhes faltar, quando vier a angustia da opressão da "gaiola dourada", lhe saberão o verdadeiro valor: mas então será tarde, porque já a perderam.

Voar
A liberdade é um estado difícil, semelhante ao voo de uma ave. Requer, primeiro, o esforço da subida, o atingir a elevação necessária. Em seguida, para se manter necessita de resistência e equilíbrio. Não traz em si qualquer recompensa material. Limita-se a dar uma visão ampla sobre a vida e o mundo. É apenas(?) uma forma de estar, um êxtase, uma leveza de ser. É a contínua busca da perfeição, do inatingível, de Deus. É o esplendoroso e cansativo caminho dos Fernãos Capelos Gaivotas que vêm a este mundo, quais anjos de dádiva e inspiração espiritual.

Até à liberdade última, plena e eterna, aquela que Cristo veio trazer a toda a humanidade.

"Ora, o Senhor é o Espírito e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade." (2ª Corintios 3, 17)

"Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes, e não vos sujeiteis outra vez ao jugo da escravidão." (Gálatas 5, 1)

"Irmãos, de facto, foi para a liberdade que vós fostes chamados. Só que não deveis deixar que essa liberdade se torne numa ocasião para os vossos apetites carnais. Pelo contrário: pelo amor, fazei-vos servos uns dos outros. É que toda a Lei se cumpre plenamente nesta única palavra: Ama o teu próximo como a ti mesmo. Mas, se vos mordeis e devorais uns aos outros, cuidado, não sejais consumidos uns pelos outros." (Gálatas 5, 13 a 15)

"Aquele, porém, que medita com atenção a lei perfeita, a lei da liberdade, e nela persevera - não como quem a ouve e logo se esquece, mas como quem a cumpre - esse encontrará a felicidade ao pô-la em prática." (Tiago 1, 25)

Mais hipocrisia não, por favor!

zedeportugal 23/04/2008 @ 10:27

hipocrisia [definição na Diciopédia, Porto Editora]

substantivo feminino

- fingimento de boas qualidades para ocultar os defeitos;

- fingimento; falsidade.

(do grego hypokrisía, «dissimulação»)

Hipocrisia política

"... “Fazem dos trabalhadores, especialmente os mais jovens, uma bola de trapos, que passam de contratado a prazo, recibos verdes, contratado a prazo, recibos verdes” – diz a bloquista Mariana Aiveca.

O partido quer soluções para uma situação que considera escandalosa e que o Governo não resolve nem na sua própria casa.

“Só a administração central, tem 117 mil pessoas a recibo verde” – acrescenta Mariana Aiveca. ..." (Rádio Renascença, Informação, Bloco interpela governo sobre precaridade, ML/Paulo Magalhães e Ana Carrilho, 10-04-2008 0:13)

"Primeiro-ministro fala de «injustiças gritantes e abusos declarados»

...

Há situações envolvendo recibos verdes que «são injustiças gritantes e abusos declarados», disse, referindo-se ainda à mesma matéria, lembrando que, por isso mesmo, o Governo quer «punir os falsos recibos verdes». ..." (Agência Financeira, Sócrates: «Exagero de recibos verdes tem que acabar», Marta Dhanis, 2008/04/22 19:43)

 

Outras definições complementares:

desvergonha substantivo feminino

- falta de vergonha; descaramento; impudência; atrevimento; petulância; desfaçatez.

demagogia substantivo feminino

- submissão excessiva da actuação política ao agrado das massas populares; processos servis de captar o favor popular; abuso da democracia.

Leitura complementar:

No blogue MARCA DOR

Tuesday, April 26, 2005, posted by MARCA DOR @ 2:37 AM

 

O PSD visto de cima!

zedeportugal 21/04/2008 @ 08:49

(metáfora e apólogo)

Víboras

Esconde-me agora sob as Tuas asas,

zedeportugal 20/04/2008 @ 22:13

protege-me com a Tua mão poderosa...

 

Retribuindo ao Rui Santiago a bela música que partilhou com os visitantes no seu inspiracional blogue Derrotar Montanhas.

 

 

Parábola do rico insensato.

zedeportugal 20/04/2008 @ 13:09

(Lucas 12)

16Disse-lhes, então, esta parábola: «Havia um homem rico, a quem as terras deram uma grande colheita.

17E pôs-se a discorrer, dizendo consigo: ‘Que hei-de fazer, uma vez que não tenho onde guardar a minha colheita?’

18Depois continuou: ‘Já sei o que vou fazer: deito abaixo os meus celeiros, construo uns maiores e guardarei lá o meu trigo e todos os meus bens.

19Depois, direi a mim mesmo: Tens muitos bens em depósito para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te.’

O rico insensato

20Deus, porém, disse-lhe: ‘Insensato! Nesta mesma noite, vai ser reclamada a tua vida; e o que acumulaste para quem será?’

21Assim acontecerá ao que amontoa para si, e não é rico em relação a Deus.»

Enquanto os pobres empobrecem...

zedeportugal 19/04/2008 @ 14:38

o governo legisla para proteger os ricos.

Ricos

Faço minhas as palavras de Nuno Teles no blogue Ladrões de Bicicletas (cujo linque vou juntar à minha lista em seguida):

Se não consegues derrotá-los, junta-te a eles

Deve ser este o lema deste Governo no que diz respeito aos paraísos fiscais. O Jornal de Negócios dá conta da intenção do Governo em legalizar «trusts» - fundos que gerem os recursos de outrém como património autónomo. Ao confiar o meu património a um «trust», deixo de ter os direitos e obrigações legais sobre ele. Ou seja, o meu património deixa de contar para efeitos fiscais. O Governo, ao mesmo tempo que dá uma ajuda ao nosso «pobrezinho» sistema bancário, legaliza assim uma forma de evasão que claramente beneficia os mais ricos, únicos com acesso a esta forma de investimento.

Proponho um slogan para o governo anunciar esta medida legislativa: Nunca nenhum partido de direita conseguiu fazer tanto pelo capital.

O virtual Portugal de sucesso de sócrates e teixeira... (2)

zedeportugal 17/04/2008 @ 23:35

o falhanço da política económica do governo e a quase impossível sobrevivência dos mais pobres no Portugal real.

Apocalipse (now)

"... Pobreza aumenta em Portugal - As estimativas mais recentes do INE apontam para que, em Portugal, existam cerca de dois milhões de pobres, isto é, 20% da população nacional. Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, instituição responsável pela maior rede de acção social do país revela que “em 2007 o aumento de pessoas carenciadas ou em situação social muito precária aumentou de forma brutal”. ..." (Diário Económico, Portugal é dos mais afectados pela subida do preço da comida, Luís Ribeiro e Miguel Pacheco, 2008-04-15 00:05)

"A inflação está a atacar os portugueses onde mais dói. O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou, ontem, que a inflação homóloga subiu para 3,1%, em Março, com os aumentos mais expressivos a ocorrerem nos produtos alimentares, nos transportes e na habitação, exactamente os gastos que mais pesam nos orçamentos familiares. ... Os preços de Habitação, Água, Electricidade, Gás e Outros Combustíveis subiram 4%, face a Março do ano passado. Os Produtos Alimentares e Bebidas Não Alcoólicas aumentaram 3,6% e os Transportes sofrem um acréscimo de 2,3%. ... Analisando com mais detalhe as subcategorias de produtos e serviços monitorizadas pelo organismo, verifica-se que, só na alimentação, a que mais peso tem na inflação geral, Pão e Cereais aumentaram 9% e que Leite, Queijo e Ovos sofrem um acréscimo de 13,5% face aos preços verificados há 12 meses. ..." (Jornal de Notícias, Preços voltam a aumentar nas despesas essenciais, Leonel de Carvalho, 15 de Abril de 2008)

Como se não bastasse, estes aumentos assustadores, em especial para os cerca 2 milhões de portugueses que tem um rendimento mensal inferior a 250 euros por mês ou para os 500 mil que estão desempregados, são ainda agravados por outros factores.

"Os portugueses utilizam 20 por cento do orçamento com alimentação, enquanto os restantes europeus gastam apenas 15 por cento, sendo dos que mais sofrem com a inflação na União Europeia, revela a edição desta terça-feira do Diário Económico. ..." (TSF Online, Portugueses entre os que mais gastam em alimentação, 08:49 / 15 de Abril 08)

Significa isto que os mais pobres são mais penalizados com os aumentos dos bens essenciais. Ser pobre é duplamente penalizante.

E após estes três anos de grandes sacrifícios dos portugueses, o país não estará mais rico?
Pois lamento, mas a resposta é não. Leu bem: não!

"... De acordo com o Diário Económico, no último ano, a economia portuguesa aumentou a dependência em relação às importações de alimentos, o que deixou Portugal ainda mais sujeito às flutuações de preços nos mercados globais. ... Em 2007, as importações de cereais e sementes cresceram 34 por cento, as do leite 22 por cento e as do açúcar 35 por cento, o que significa que, em pleno choque de preços agrícolas, Portugal comprou ao estrangeiro mais 14 por cento do que em 2006. ... Sendo a economia portuguesa uma das mais expostas da Europa ao choque mundial nos preços dos bens alimentares, só nos últimos três anos, os preços dos alimentos subiram, a nível global, 83 por cento. ..." (TSF Online, Portugueses entre os que mais gastam em alimentação, 08:49 / 15 de Abril 08)

É um tremendo falhanço da política económica do governo ao longo de mais de três anos. Não se trata, pois, de uma consequência conjuntural, mas de um verdadeira falência estrutural.
O sr. ministro dos impostos e da fiscalidade fez umas contas de merceeiro entre o haver e o dever das despesas do Estado e conseguiu fechar o balancete com um prejuízo menor que os seus antecessores. Alguém devia explicar-lhe (e ao chefe dele, mas com desenhos para ele perceber) a diferença entre Economia e Contabilidade. Ou... talvez seja preferível os portugueses tentarem escolher melhor da próxima vez que forem votar.

O virtual Portugal de sucesso de sócrates e teixeira... (1)

zedeportugal 15/04/2008 @ 21:28

e o feudalismo do Estado no Portugal real.

feudalismo económico
Pagamento de renda e impostos ao senhor

O real insucesso económico do país real:

"Fecharam 50 mil PME em 2007 o dobro dos fechos de 2006. Desde o agravar da crise, em Agosto de 2007, perderam-se cerca de 50 mil postos de trabalho. ... Dados da Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas (ANPME) revelam que em 2007 fecharam portas 50 mil sociedades, das quais 18.520 abriram falência. Foi o dobro dos encerramentos de actividade registado em 2006, ano em que fecharam 26 mil PME ... Desde do rebentar da crise do "subprime", em Agosto de 2007 até Fevereiro de 2008 encerraram 12.830 PME, entre elas 7.282 decretaram falência. A situação é preocupante, e a ANPME crítica sobretudo o excesso de carga fiscal. ... Há 264 mil PME em Portugal, com um grau de empregabilidade de 10,6 pessoas por empresa. Com o fecho de portas de 12.830 empresas, a ANPME estima a perda de cerca de 50 mil postos de trabalho, dos quais 30.000 nas micro-empresas, 15.800 nas pequenas empresas e 3.900 nas médias." (Semanário Expresso, 50 mil empresas encerraram portas em Portugal no ano passado, Anabela Campos, 16:00 | Sexta-feira, 28 de Mar de 2008)

Esta situação terá gravíssimas consequências no futuro próximo. Quais? Usemos uma simples analogia:

"... (O senhor feudal, em tempos idos o Conde, hoje o Estado) andava ávido de dinheiro ... Expulsara tantos rendeiros por atraso no pagamento da renda (o equivalente às actuais falências e encerramentos de empresas) que algumas das melhores terras do condado (o correspondente às actuais actividades produtivas do país) se achavam agora ao abandono ... a curto prazo, acabava por lucrar com a miséria reinante à sua volta. Contudo, a longo prazo estava a causar prejuízos irreparáveis às terras e à capacidade de estas proverem ao sustento do povo " (FOLLETT, Ken, Os Pilares da Terra, vol. II, Editorial Presença, Lisboa, 2007, p.426)

Entretanto terá mudado o senhor (o governo) mas não o senhorio (o Estado). O novo senhor trará novas medidas draconianas com a desculpa do mau governo do seu antecessor.

A não ser que as escolhas eleitorais mudem, esta situação ir-se-á agravando até ao ponto em que estará justificada aos olhos do povo uma nova ditadura - que, aliás, insidiosamente já se prepara.

"15Leão a rugir e urso esfaimado, assim é o ímpio que reina sobre um povo pobre. 16Um príncipe sem inteligência multiplica as opressões, ..." (Provérbios 28)

As suas mãos, instrumentos de Criação...

zedeportugal 13/04/2008 @ 17:29

Jesus, a minha vida está nas tuas mãos.

O governo, “o maior patrão de precários em Portugal”*,

zedeportugal 12/04/2008 @ 02:12

vem acusar as empresas das acções que pratica de modo permanente.

O primeiro e mais descarado incumpridor da legislação laboral, o Estado, vem através seu braço executor, o governo, acusar as empresas de não cumprirem as leis da contratação. Para logo de seguida, como se não fosse nada consigo, passar a fazer a única que parece saber fazer bem: ameaçar e intimidar as empresas e os cidadãos produtivos deste país.

Trabalho precário

I. O bullyrag da camarilha:

"O Governo está a preparar medidas de penalização fiscal para as empresas com falsos recibos verdes, noticia o «Correio da Manhã». ..." (Agência Financeira, Economia, Falsos recibos verdes castigam empresas, 2008/04/07 08:09, Redacção)

"O Ministério das Finanças está a investigar vários sectores económicos com o objectivo de combater o trabalho precário. O Governo pretende penalizar as empresas com «falsos» Recibos Verdes e lutar contra a perda de receitas pela Segurança Social. ..." (TVI, Informação, Governo quer reduzir precariedade no trabalho, 2008-04-07 10:15)

Penalizações para empresas que abusam dos recibos verdes ...” (Leiria Económica, 7 Abril 2008)

II. As perguntas obrigatoriamente decorrentes:

E para o Estado, que medidas de penalização está o governo a preparar?

Que sanções fiscais prevê o governo aplicar aos seu próprios serviços e instituições?

Que investigações foram ordenadas pelo governo ao subsector económico Estado?

III. A realidade, acusadora do Estado e desmascaradora da demagogia pseudo-moralista do executivo:

1.Alguns (de entre muitos) casos concretos, no blogue do FERVE;

"Testemunho: Laboratório do Estado

Em Janeiro de 1999, entrei para um laboratório do Estado, como bolseira, para "tapar buracos" num serviço que presta serviços ao exterior. Saíram duas funcionárias públicas deste serviço e entraram três bolseiras. ..."

"Testemunho: Psicóloga em Junta de Freguesia

Fui recentemente despedida, sem justa causa. Ontem foi o meu último dia de trabalho. Tinha um contrato de “prestação de serviços” com uma Junta de Freguesia, desde Setembro de 2006, tendo o mesmo sido renovado em Setembro de 2007 com términos a 31 de Julho de 2008. ..."

"Testemunho: Ministério dos Negócios Estrangeiros ...”

Testemunho: Instituto Público ...”

Testemunho: IEFP ...”

Testemunho: Ministério da Cultura ...”

Testemunho: Engenharia ...”

Testemunho: Arquitecto Paisagista, (agora) em Dublin ...”

CGTP com trabalhadores a recibos verdes ...”

Testemunho: Equipas de rua ...”

... a lista é interminável.

2. Alguns (de entre muitos) factos infamantes;

"... O Governo dispensou em 2006 quase metade dos trabalhadores da Administração Central do Estado com contratos de tarefa e avença. Em Dezembro de 2005 existiam 8698 avençados e tarefeiros no Estado. Um ano depois, o número fixou-se nos 5038 contratos. ..." (Correio da Manhã, Governo vai penalizar firmas com falsos recibos verdes, Apontamentos, António Sérgio Azenha com M.G.M. / Janete Frazão, 07 Abril 2008 - 13.00h)

"... «Há em Portugal 900 mil pessoas que não têm direito a subsídio de desemprego se ficarem sem trabalho, há em Portugal 900 mil pessoas que não podem ficar doentes porque o recibo verde não o permite, há em Portugal 900 mil pessoas que não podem ser pais nem mães, porque com os recibos verdes não há licenças. O governo é o maior patrão de precários em Portugal», disse. ..." (TSF Online, Legislação Laboral - Reforma terá como objectivo combate ao trabalho precário, 21:23 / 10 de Abril 08)

“São mais de 400 as pessoas que se encontram a trabalhar a recibos verdes nos cerca de 30 CNO's - Centros Novas Oportunidades de gestão directa do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional (entidade tutelada pelo Ministério do Trabalho e Solidariedade Social)!” (Interpolação do Bloco de Esquerda ao governo no dia 10 de Abril)

IV. Algumas conclusões óbvias:

“... "É um facto indesmentível que o Governo do PS se assumiu com a sua política como o campeão da precariedade. Alimentou sem cessar o desemprego e com ele a pressão para ampliação do trabalho precário", afirmou Jerónimo de Sousa. ...” (Notícias rtp.pt, PCP defende combate ao trabalho precário e acusa Sócrates de ser "o campeão" da precariedade, Lisboa, 15 Março - Lusa)

“Mais de 21% da população activa está em situação de trabalho precário e a tendência é que o número aumente, revela o antigo presidente da à Comissão do Livro Branco das Relações Laborais, Monteiro Fernandes. ...” (Rádio Renascença, Sociedade, Trabalho - Condições são cada vez mais precárias, 10-04-2008 12:19)

“... O risco do desemprego ... "Um escândalo"...” (Público, Economia, Governo prepara-se para alterar leis de modo a reduzir trabalho precário, São José Almeida, 10.04.2008 - 08h37)

V. O que diz o governo para a sua defesa em causa própria?

“... A bloquista Ana Drago perguntou se o ministro não tem «vergonha de ser o próprio Governo a promover a precariedade das novas gerações».

O ministro Vieira da Silva diz que é preciso separar as águas: «Tentei e continuarei a tentar eliminar essas situações».

No entanto, o responsável defende o direito do Estado a contratar a recibos verdes, desde que seja legal e por opção das duas partes.

«Não vamos confundir tudo. Há muitas situações de prestação de serviços no Estado que têm justificação e são opção das duas partes», afirma. ...” (TSF Online, Legislação Laboral - Reforma terá como objectivo combate ao trabalho precário, 21:23 / 10 de Abril 08)

Desde que seja legal e por opção das duas partes? Quais são as partes com opção a que se refere o sr. ministro do trabalho?

*TSF Online, Legislação Laboral - Reforma terá como objectivo combate ao trabalho precário, 21:23 / 10 de Abril 08

A justiça deveria ser igual para todos.

zedeportugal 10/04/2008 @ 14:06

Fiat justitia ruat caelum.

"O falso professor que deu aulas durante 30 anos foi esta quarta-feira condenado pelo Tribunal de Portalegre a 18 meses de prisão, com pena suspensa por igual período, escreve a agência Lusa.
António Raposo, que exerceu funções de presidente do conselho executivo da Escola Cristóvão Falcão, em Portalegre, foi condenado pelo crime de usurpação de funções sendo ainda condenado a pagar as custas judiciais do processo. ..." (Portugal Diário, Falso professor condenado a 18 meses de prisão, Redacção / AAS, 09-04-2008 - 18:09h)

Muito bem.

"Sobre o processo cível interposto pelo Ministério Público, que reclama do arguido o pagamento ao Estado de um montante superior a 93 mil euros, sustentando que, "com as suas condutas, usufruiu dos benefícios económicos decorrentes das habilitações que declarou ter, mas que na realidade não possuía", o tribunal não se pronunciou. ..." (Sic Online, Tribunal condena falso professor, Notícias, 09-04-2008 21:50)

Justíssimo. É verdadeiramente inaceitável à luz do Direito deixar impune alguém que "com as suas condutas, usufruiu dos benefícios económicos decorrentes das habilitações que declarou ter, mas que na realidade não possuía".

Quando é que o Ministério Público pensa encetar o processo contra o sr. engenheiro, digo, licenciado em engenheiria, digo, licenciado em Engenharia Civil, detentor de um MBA, digo, de um Mestrado em Administração de Empresas, digo, frequência do mestrado em gestão de empresas do ISCTE?

Judex damnatur ubi nocens absolvitur [O juiz é condenado quando o criminoso é absolvido] (Publílio Siro)

Há um dia pelo qual toda a Criação anseia,

zedeportugal 06/04/2008 @ 22:48

um dia de liberdade e libertação para o mundo.

A primeira pessoa que encontrei hoje, logo de manhã, numa pequena estação de serviço ao pé de minha casa, foi uma senhora de idade - com aspecto humilde mas limpo e cuidado - que me pediu, com ansiedade, "o suficiente para comer qualquer coisa, pois sou diabética, preciso urgentemente de comer e não tenho com quê".

"That's why I need songs like this next one. It reminds me..."

MayDay - solidariedade com a luta por uma verdadeira justiça social.

zedeportugal 03/04/2008 @ 15:17

São precisos mais 100.000, para dar uma lição de luta contra a injustiça social aos actuais governantes PS (pseudo-socialistas).

"Nos dias 27 e 28 de Março, quinta e sexta-feira respectivamente, vão decorrer, na Assembleia da República, as audiências solicitadas pelo FERVE - Fartos/as d’Estes Recibos Verdes aos partidos políticos com assento parlamentar. Bloco de Esquerda (27/02/2008), Os Verdes (03/03/2008), o PSD (04/03/2008), o PCP (05/03/2008) e o CDS/PP (14/04/2008) aceitaram a solicitação de audiência do FERVE. Continuamos a aguardar confirmação por parte do Partido Socialista. ..." (FERVE na Assembleia da República)

Os trabalhadores sem direitos (mas com deveres*) apelam a todos os blogues e a todos os Cidadãos (com C maiúsculo) para a divulgação da sua causa e para a participação na sua luta por uma Verdadeira Justiça Social.

MayDay blog sticker

.........MayDay sticker blog

Participe nesta luta, divulgue esta causa. Use os stickers e linque: www.maydaylisboa.net

"Desde a organização do MAYDAY do ano passado, os grupos Precários Inflexíveis e FERVE não pararam de agir, reunir, dar entrevistas, recolher testemunhos e estar atentos às irregularidades laborais. A questão da precariedade deve estar presente todos os dias para podermos saber o que é, o que se passa e como é que devemos exigir aos nossos dirigentes que se debrucem seriamente sobre este problema cada vez mais premente.
Devido à abrangência da precariedade, isto é, pelo facto da condição precária atingir vários sectores laborais, fazendo com que não tenha havido uma verdadeira solidariedade, um verdadeiro corpo de precários organizados, há que contemplar o facto que estamos todos ameaçados a maior ou menor prazo! Esta ameaça não é pontual, porque atinge cada vez mais trabalhadores! Esta ameaça não é inócua e não diz respeito apenas a uns quantos! Temos de deixar de pensar em termos particulares. Temos de pensar numa dimensão maior, porque isto vai envolver as gerações futuras!
Devemos exigir direitos que sejam justos! Devemos exigir que sejam contempladas, analisadas e resolvidas todas as questões que envolvem a Segurança Social, a Saúde, os Subsídios de férias, de Desemprego, os assuntos relativos aos compromissos laborais, sociais e fiscais das entidades patronais para com o Trabalhador e o Estado.
Devemos exigir um sistema de descontos na Segurança Social mais equitativo que contemple a situação laboral do trabalhador precário, isto enquanto trabalhador independente/ a recibo verde, e do agregado familiar, assim como a participação das várias entidades patronais que contratam a recibo verde. ..." (Brevemente... Precári@s nas Caldas)

*Até os antigos romanos eram mais justos que estes pseudo-socialistas: não cobravam impostos aos pobres!

A "justiça social" do actual governo socialista!

zedeportugal 01/04/2008 @ 17:33

Com amigos destes os portugueses não precisam de inimigos.

“...O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje, no Parlamento, que a descida do IVA é mais justa socialmente do que uma redução do IRS, porque abrangerá o sector da população que tem mais fracos rendimentos. ...” (Descer IVA é socialmente mais justo que IRS, diz Sócrates, Diário Digital, DD/Lusa, 28-03-2008)

Quando se pensa já ter ouvido (quase) tudo e que dificilmente alguma afirmação surpreenderá, aparece o sr. José Sousa, sinistro executor da coisa pública, a dizer uma nova barbaridade. Em que escola ou fonte terá este sr. colhido tal ideia? Terá havido algures no seu tortuoso percurso académico uma disciplina de “Economês” Técnico? Na doutrinação socialista (coisa que diz ser) não foi com certeza!

Como é possível alguém afirmar que uma descida de um imposto sobre o consumo é mais “justa socialmente” do que uma descida de um imposto sobre o trabalho? O que entenderá este sr. por justiça social?

Moderna justiça social...ista!

Tratando-se de uma afirmação feita relativamente a uma questão económica, transcreve-se de seguida a formulação económica do conceito, de molde a tornar evidente o logro da afirmação produzida:

“... (justiça social é) justa distribuição da renda (rendimento, remuneração) ou riqueza, de acordo com as necessidades e a capacidade das pessoas; aumento do nível de renda das massas; ...”.

Nunca como antes foram tão significativas – especialmente na caracterização das intenções - as palavras da encíclica Rerum Novarum:

“... os erros que provocam o mal social, exclui o socialismo como remédio e expõe de modo preciso e actualizado a doutrina católica sobre o trabalho, o direito de propriedade, o princípio da colaboração em contraposição à luta de classes, sobre o direito dos mais fracos, sobre a dignidade dos pobres e as obrigações dos ricos, o direito de associação e o aperfeiçoamento da justiça pela caridade. ...”.

“... Em 2007, a banca pagou menos 156 milhões de IRC, apesar de os lucros terem aumentado 9%. O aumento das provisões, o planeamento fiscal e as novas regras de contabilidade explicam a redução acentuada. ...” (Bancos pagam menos 29% de impostos, Maria A. Barroso, Diário Económico, Edição Impressa – Finanças, 01-04-2008)

Disse “socialmente mais justo”? Diz-se “socialista”?

A palavra socialismo jamais voltará a significar o mesmo para os portugueses. Os verdadeiros socialistas, que ainda os haverá(?), permitem que este bando use a designação e o partido para as suas malfeitorias?

Com amigos destes o povo não precisa de inimigos.

Pensamentos do dia:

“And people wonder why politicians give themselves a bad name?” [E as pessoas perguntam-se porque darão os políticos má fama a si mesmos?] (Ian Dale's Diary, Wednesday, January 09, 2008)

“Deixai-os: são cegos a conduzir outros cegos! Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão nalguma cova.»”. (Mateus 15, 14)