Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis

Arquivo: Agosto 2009

Bancos problemáticos*

zedeportugal 31/08/2009 @ 15:47
*A propósito do post de Ricardo Arroja com este título, no Portugal Contemporâneo.

.

O texto de RA termina com esta pergunta:

E em Portugal, como será que andam os nossos bancos?

Talvez se encontre alguma resposta nesta notícia da Exame Expresso:

Angola tentou comprar 49% do Banif
Acções foram compradas, mas o Estado angolano diz que nunca lhe foram entregues. E o dinheiro está em parte incerta.
Pedro Lima
20:20 Quarta-feira, 26 de Ago de 2009

logotipo banifBanif? Não é aquele do Roque e do Berardo? E, também tem qualquer coisa que tem que ver com tempestade... Não. Ciclone? Também não. Furacão? Sim, sim, é isso:

"Operação Furacão" apanha Joe Berardo e Horácio Roque
29.05.2008 - 08h42 António Arnaldo Mesquita, José Manuel Rocha
(no Público)

Já agora, há um outro banco a operar em Portugal (embora faça parte de um grupo espanhol) que comparo** ao Banif. Trata-se do logotipo banco popularBanco Popular Portugal S.A. -  na verdade, é a nova designação do Banco Nacional de Crédito Imobiliário -, que decidi transformar num case study durante este último ano e sobre o qual escreverei aqui mais, muito brevemente.

**Muito sucintamente, não colocaria as minhas poupanças em nenhum deles.

From the inside out - Everlasting.

zedeportugal 31/08/2009 @ 03:36
Um vídeo lindíssimo ilustrando uma bela música devocional dos Hillsong United.
.
De dentro para fora - Eterno.
.
Mil vezes já (Te) falhei
Mas a tua a Tua misericórdia mantém-se,
E mesmo que volte a tropeçar
Ainda continuarei preso na Tua graça.
...
Eterna, a Tua luz brilhará quando tudo o mais se apagar;
Interminável, a Tua glória vai além de toda a fama,
E o anseio do meu coração é trazer-Te louvor
De dentro para fora, Senhor, a minha alma grita...
.
.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (5)

zedeportugal 29/08/2009 @ 15:42

(continuação daqui)

 

Serviço Nacional de Saúde

E a resposta certa é... maus cuidados de saúde.

Experimentem os governantes a investir na excelência da prestação de cuidados de saúde nas cidades do interior e verão que a parte (cada vez maior) da gente que deles precisa se deslocará para lá.

Como sabe se isso resultará, perguntam os meus leitores?

Claro que resulta! A experiência está feita. Descubram quantas pessoas se deslocam diariamente e se estabelecem por períodos mais ou menos longos na cidade de Coimbra, por causa dos Hospitais da Universidade e de toda a estrutura privada de prestação de cuidados de saúde criada na sua envolvente.

E, a parte mais interessante desta acção, é que não haverá necessidade dos governos andarem a criar falsos empregos subsidiados.

Veja já a seguir porquê.

(continua)

Este texto foi também publicado aqui.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (4)

zedeportugal 29/08/2009 @ 02:06

(continuação daqui)

Temos gente, sim senhor.

Muita gente, boa gente, muito capaz. Gente que até há pouco tempo atrás foi simplesmente esquecida, desaproveitada, e que agora, com a desculpa da “sustentabilidade” da Segurança Social, os socialistas decidiram obrigar a trabalhar quase até à morte.

VelhiceJá perceberam a que grupo populacional me estou a referir: os velhos.

(Desculpem eu não me referir a eles com os termos politicamente correctos com que os socialistas e outros intelectuais(cof, cof) se lhes referem – seniores(?!), idosos, terceira idade – mas já não suporto tanta hipocrisia!)

Mas os velhos não querem instalar-se no interior - dirão.

Para já, é verdade. No entanto, não é muito difícil saber porquê, pois não?

(continua)

Este texto foi também publicado aqui.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (3)

zedeportugal 27/08/2009 @ 17:16

(continuação daqui)

Balança
.
Antes de apresentar a solução terei, porém, que falar novamente de Pareto.
No caso presente, uma solução só o será de facto se a sua aplicação obedecer ao postulado do Óptimo (ou Eficiência) de Pareto:

Given a set of alternative allocations of, say, goods or income for a set of individuals, a change from one allocation to another that can make at least one individual better off without making any other individual worse off is called a Pareto improvement. An allocation is defined as Pareto efficient or Pareto optimal when no further Pareto improvements can be made.
.
Como já dissemos antes, a Economia precisa de território para se instalar e funcionar. Isto não deveria requerer nenhuma demonstração especial, dado ser a Economia feita por e para as comunidades humanas, e estas necessitarem de espaço para se instalar e para explorar. Contudo, (e ainda a propósito de Pareto e da sua Distribuição) há quem julgue ter descoberto uma Nova Economia na Cauda Longa das curvas da Oferta e da Procura que não precisa de existir no espaço físico, mas apenas no espaço virtual. Estes teóricos, eles próprios com a cabeça já no virtual, deveriam sujeitar-se a (apenas) uma semana experimental em que tentariam sobreviver somente com música, vídeos e... refeições virtuais.
.
Podemos agora voltar à nossa própria questão.
Espaço sem actividade económica é coisa que não falta agora em Portugal – muito graças a... a... inqualificáveis “políticas de desenvolvimento agrícola” subsidiadas pela CEE, agora chamada UE.
.

E gente? Temos gente?

(continua)

Nota: Descubra a resposta no próximo post.

Este texto foi publicado também aqui.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (2)

zedeportugal 26/08/2009 @ 17:49

Densidade populacional em Portugal(continuação daqui)

É simples.

Basta levar os portugueses a ter vontade de ocupar o seu próprio território, emigrar cá dentro, inverter o processo de desertificação populacional do país: Portugal tem agora aproximadamente 80 por cento da sua população em apenas 20 por cento do seu espaço territorial.

(Aplica-se aqui, directamente, o conhecido Princípio de Pareto ou regra dos 80-20.)

Mas, isso é impossível! – dirão alguns dos meus (poucos) leitores.

(Se aquilo que me move fosse um socialista desejo de poder, seria este o momento de parar este texto e declarar: - Caros concidadãos, tenho a solução para este grave problema da sociedade portuguesa, bastando que me elejam com maioria absoluta para que eu possa pô-la em prática.)

Não é. E, eu (como sou parvo) vou postar aqui a solução. A seguir...

(continua)

Nota: Clique na imagem para ver maior.

Este texto foi publicado também aqui.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (1)

zedeportugal 25/08/2009 @ 23:53

Dilema.Mais cedo ou mais tarde (e, quanto .mais tarde pior) algum governo – .quiçá, poderia até ser já o .próximo? – irá perceber a lição que .a História está fartinha de nos dar: .que o crescimento económico de .um país tão pequeno como .Portugal só pode fazer-se à custa .da ocupação de território mais .amplo.

.Mas, cuidado! A diáspora deixou de .ser solução, mesmo aquela que tem .sido tão incentivada pelo actual .governo socialista (espero que brevemente, apenas de má memória) para Angola.

Porquê Angola? É tão simples como isto: porque a nova emigração para a Europa – e quem diz Europa, poderia dizer Austrália, Nova Zelândia, ou qualquer outro país onde as condições existenciais sejam mais favoráveis que por cá  – já não envia para Portugal o seu aforro.

E, porque já não é solução a diáspora? Porque o país se colocou numa situação de dilema fatal: exporta os seus melhores e mais jovens efectivos populacionais para obter capital, mas precisa desesperadamente desses efectivos para construir o seu próprio futuro.

O que fazer, pois, perante este dilema?

(continua)

Nota: Até porque ainda nem sequer falei de Pareto, como terão reparado.

Este texto foi publicado também aqui.

Grandes vitórias do governo socialista...

zedeportugal 25/08/2009 @ 03:08
.
Cartaz desemprego máximo
.
A propósito deste post de Rui A. no Portugal Contemporâneo.
---
Este postal foi publicado primeiro aqui.

Jésus, sois mon centre (sê o centro em mim).

zedeportugal 23/08/2009 @ 10:06
Jésus, sois le centre, sois ma lumière,
Sois ma source, Jésus.
Jésus, sois le centre, sois mon espoir,
Sois mon chant, Jésus.

Sois le feu dans mon cœur,
Sois le vent dans mes voiles,
Sois la raison de ma vie,
Jésus, Jésus.

Jésus, sois ma vision, sois mon chemin,
Sois mon guide, Jésus.
Jésus, sois le centre, sois ma lumière,
Sois ma source, Jésus.
.
.

A falsa solução da crise financeira na Europa,

zedeportugal 22/08/2009 @ 04:00

ou a velha (e nunca aprendida) lição de que os problemas não se resolvem pela aparência, mas apenas agindo na essência.

.

Regulators close 2 banks in Florida, 1 in Oregon, marking 72 US bank failures this year
Associated Press
Last update: August 7, 2009 - 10:46 PM

U.S. regulators close three banks
Fri Aug 14, 2009 10:08pm EDT

US regulators close Colonial
By Julie MacIntosh, Henny Sender and Saskia Scholtes in New York
Published: August 15 2009 00:52 | Last updated: August 15 2009 00:52

Aug 14, 2009 6:47 pm US/Eastern
Regulators Close Dwelling House Savings & Loan

Mas não nos fiquemos por alguns artigos mais recentes e vejamos a lista completa das falências de bancos e outras instituições financeiras nos EUA, aqui.

O que terá a dizer sobre isto o simplório simplex que escreveu esta simplexidade*.
E, havido este singelo momento de devaneio, passemos ao essencial.

A pergunta lógica a fazer em seguida é: Porque acontece isto nos Estados Unidos da América e não na Europa?

Exploremos algumas das razões que podem dar respostas plausíveis:
Algumas dessas razões podem encontrar-se neste artigo da BBC News publicado em 5 de Outubro do ano passado, German bank at risk of collapse:

The leaders also issued a joint call for a G8 summit "as soon as possible" to review the rules governing financial markets.
They decided instead to seek a relaxation of the EU rules governing the amount of money individual states can borrow.
...
UK Prime Minister Gordon Brown, meanwhile, called on European leaders to send the message that "no sound, solvent bank should be allowed to fail through lack of liquidity".

Traduzindo e topicalizando:
1. Ignorar as regras da UE que determinam o montante máximo de empréstimos que cada país pode contrair;
2. Alterar as regras dos mercados financeiros;
3. Injectar liquidez em qualquer banco considerado solvente (mas não verificado, como se viu no caso do BPN).

Contudo, só isto não poderia explicar a quase absoluta ausência de falências bancárias nos países da UE. Como mantém a Europa esta liquidez, que aparentemente excede a produção de moeda pelo BCE?
A resposta a estas perguntas poderá estar subjacente a esta notícia que se reporta ao conhecido caso do departamento de justiça dos EUA contra o banco suíço UBS:

Putting figures on the secret banking industry is as precise a business as the old game of pinning the tail on the donkey, but experts reckon that Switzerland is home to about a third of the world's $11 trillion or so in clandestine wealth.
What this week's announcement adds up to is a small but significant crack in the giant black box that is Swiss banking.

Como se pode ler em cima, as autoridades norte americanas calculam em 11 triliões de dólares – pela escala numérica europeia, 11 biliões de dólares – os montantes depositados em contas reservadas de bancos europeus para fugir aos impostos nos EUA. Desses, calculam que apenas 1/3 esteja em contas suíças, o que significa que muito deste dinheiro estará em contas de outros países, que não forçosamente paraísos fiscais, como por exemplo o Liechtenstein, o Luxemburgo e a Bélgica (para só mencionar os suspeitos do costume).

Mas... que problema pode estar por detrás desta constatação?

UBS clients can report their accounts to the IRS until Sept. 23. Those voluntary disclosures helped widen the IRS net.
“As more Americans voluntarily come into compliance and face their financial obligations, more leads are being developed and new investigations are initiated,’’ acting US Attorney Jeffrey Sloman said.

É muito simples. À medida que o dinheiro for ficando visível, o interesse dos seus proprietários em mantê-lo na Europa desaparece. A maior parte destas contas europeias, que estavam em bancos ainda não acusados pela administração norte americana, já terão por esta altura zarpado para outros lugares e continentes, ou estarão em vias disso.
Ora, o resultado imediato desta acção será um decréscimo muito rápido e acentuado da liquidez nos países da Europa, agravado pelo facto de, em muitos casos, os bancos estarem a esconder este sangramento para não se colocarem à mercê das questões judiciais que daí resultariam.

E, a crise financeira voltará a agravar-se. Ou pensam que é por acaso que, ao contrário dos socretinos por aí andam (ainda), o senhor Trichet recomenda prudência (mesmo pressionado por Bernanke ao contrário) e a senhora Merkel faz estas declarações. Ora ora...

 

Nota: Este texto foi também publicado aqui.

---

*O mau neologismo simplex - tão ao gosto destes maviosos e loquazes nerd-socialistas – expressa muito bem a qualidade do que vai nas suas elementares cabecinhas.

Caminhada. (2)

zedeportugal 20/08/2009 @ 01:51

Faz hoje 2 anos que este blogue teve início.

(veja aqui o 1º postal, ainda no 1º alojamento)

 

Deserto

clique na imagem para ver a sua origem

 

Caminhando com Cristo no deserto, porque o deserto é o lugar e o tempo da grande luta espiritual de Jesus contra o mal, contra o inimigo de Deus e do Homem que não vem senão para roubar, matar e destruir (João 10, 10).

Roubar a esperança, matar as crianças e destruir o fruto do trabalho honesto: que bons servos do inimigo têm sido estes a quem o povo entregou o poder!

Não vos equivoqueis, porém, quanto aos motivos desta luta:

- Pois, embora vivamos numa natureza frágil, não lutamos por motivos humanos. As armas do nosso combate não são de origem humana, mas, por Deus, são capazes de destruir fortalezas. Destruímos os sofismas e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus e cativamos todo o pensamento para o conduzir à obediência a Cristo. (II Coríntios 10, 3 a 5)

- Porque não é contra os seres humanos que temos de lutar, mas contra os Principados, as Autoridades, os Dominadores deste mundo de trevas, e contra os espíritos do mal que estão nos céus. (Efésios 6, 12)

 

Caminhada. (1)

zedeportugal 18/08/2009 @ 00:41
***
.
cruzei o deserto e deserto também estava o meu coração. não carregava amuletos, somente a fé. horas intermináveis deixaram as marcas que hoje carrego na alma.
poema de Sérgio Almeida
.
***
.

Como la brisa (Espìritu de Dios)

zedeportugal 17/08/2009 @ 04:47

abro el corazon y las ventanas

cuando empieza la mañana

por si quieres hoy venir
eres como el viento que no avisa
cuando sopla y trae la brisa
ven y sopla sobre mi
y mi corazon vuelve a latir
y se renueva si estas aqui
y mi corazon vela por ti
porque te espera
vuelve a venir
.
.
espìritu de dios ven a mi vida
como lluvia que tardo
y al desierto vida dio
desciende sobre mi como la brisa
que destile sobre mi
tu poder en mi haz fluir
.

Os números do artigo ‘A política económica desastrosa de Sócrates’

zedeportugal 15/08/2009 @ 18:33

no jornal i de 12 de Agosto de 2009.

 

Gráfico dívida pública 1973-2008

 

Alexandre Relvas, gestor de empresas, presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro, homem do PSD (obviamente), veio a público, muito bem documentado, divulgar alguns números demonstrativos do falhanço da política económica do actual governo socialista:

 

De 2005 a 2008 Portugal cresceu todos os anos claramente abaixo da União Europeia. Temos vindo a empobrecer em termos relativos desde 2005. O crescimento potencial da economia desceu para menos de 1%, o mais baixo da União.

De acordo com o World Economic Forum, Portugal perdeu competitividade. Passámos do 24º lugar do ranking internacional em 2004 para o 43º lugar em 2008.

Apesar desta evolução, as empresas aumentaram o seu endividamento, assim como as famílias. O endividamento das empresas passou de 110% do produto interno bruto em 2004 para 140% em 2008 e o das famílias, de 80% para 96% do PIB.

O endividamento externo também aumentou todos os anos ao longo desta legislatura. O défice externo, que foi de 6,1% do PIB em 2004, passou para 10,5% em 2008 e o endividamento externo de 69% do PIB em 2004 para 97,2%. O país viveu assim sempre acima das suas possibilidades, apesar do fraco crescimento económico.

Desde 2007, o país tem tido sempre mais de 400 mil desempregados, sendo a taxa de desemprego superior a 7%, apesar da promessa eleitoral de criação de 150 mil novos empregos.

A carga fiscal passou de 34,9% do PIB em 2004 para 37,5% em 2008. Face ao seu nível de vida, os portugueses pagam um nível de impostos 24,8% superior à média europeia, valor este que era de 18% em 2004.

O Estado também se endividou ao longo da legislatura. A dívida pública, que era de 58,3% do PIB, em 2004 passou para 66,4% em 2008.

 

Como seria de esperar, a reacção socialista não tardou. Carlos Santos, economista, Professor na UCP, homem do PS (obviamente), viria a publicar em resposta, poucas horas mais tarde, um texto de sua autoria em vários blogues socialistas (SIMplex, O valor das ideias, Câmara de Comuns) “O PSD e a demagogia das críticas à política económica: os erros de Alexandre Relvas”.

Esperar-se-ia um contraditório, um desmentido dos números apontados por Relvas, mas afinal o resultado é este:

 

Alexandre Relvas diz que José Sócrates não cumpriu a promessa da criação de 150000 novos empregos. Pois não. ...

Alexandre Relvas diz que o défice externo subiu para 10,8% em 2008! Pois subiu! Tem toda a razão. ...

O Dr. Relvas diz que a dívida pública subiu para 66% em 2008. E mais uma vez tem razão. ...

 

Os números são uma arma terrível contra a demagogia. É que não há volta a dar-lhes: 37,5% de alguma coisa é sempre maior do 34, 9% da mesma coisa, e a coisa é, no caso, a carga fiscal dos portugueses. Do mesmo modo, 66,4%  de uma coisa é também sempre maior do que 58,3% da mesma coisa, e a coisa é, neste caso, a dívida pública portuguesa.

Quanto aos 133 mil empregos que, afirma o Dr. Carlos Santos, “no final do primeiro trimestre de 2008, de acordo com o INE, já tinham sido criados”, só pode tratar-se de um número quântico principal (dado ser o único, ao que sei, que “pode tomar como valor qualquer número positivo”), pois o número de desempregados inscritos em Centros de Emprego era, de acordo com os números do IEFP, de 486 mil em Novembro de 2004 e de 489 mil no final de Junho de 2009. Ora, isto significa em cálculo aritmético simples (486000-489000=-3000) mais 3 mil pessoas desempregadas (e registadas nos Centros de Emprego).

E este números nem sequer tomam em consideração que a população activa diminuiu no intervalo de tempo indicado e não incluem mais alguns milhares de desempregados colocados à pressa em múltiplos programas de formação do IEFP nos últimos meses.

Daqui só pode concluir-se uma de duas coisas: ou o governo apresenta números falsos quando afirma ter criado 133 mil empregos, o que seria impensável por parte de um governo da República, ou o governo utiliza um número quântico principal, n, “cujo valor define a energia do átomo de hidrogénio”.

Isto já não é “programa tecnológico”; trata-se, como podem constatar, de um “programa científico” que o PS certamente se prepara para aplicar aos portugueses já a partir de Outubro próximo, caso os portugueses voltem a votar neles.

Este texto foi publicado primeiro aqui.

(boas) Lições de Economia política - 1

zedeportugal 12/08/2009 @ 02:04

Schumacher’s Teachings*

H. Bosh -The Pedlar (Homo Viator) - 1505

«Homo viator

“It is when we come to politics,” Schumacher insisted, “that we can no longer postpone or avoid the question regarding man's ultimate aim and purpose.” If one believes in God one will pursue politics “mindful of the eternal destiny of man and of the truths of the Gospel”. However, if one believes “that there are no higher obligations”, it becomes impossible to resist the appeal of Machiavellianism—“politics as the art of gaining and maintaining power so that you and your friends can order the world as they like it”(2). Once one accepted that man was created by God with a designated purpose, politics, economics and art had value only for the end of helping man reach a higher plane of existence, which should be his goal (2).

By the end of the fifties Schumacher had reached the conclusion that man was homo viator (a pilgrim on a journey). He believed that it was the failure to recognize this fact which led to society's ills (2).»

 

Tradução expedita:

Homo viator

"É quando chegamos à política", insistiu Schumacher, "que não podemos continuar a adiar ou evitar a pergunta sobre o objectivo último e a derradeira finalidade do ser humano". Se alguém crê em Deus irá seguir a política "atento ao destino eterno do Homem e das verdades do Evangelho ". No entanto, se alguém acredita "que não existem obrigações maiores", torna-se impossível resistir ao apelo do Maquiavelismo - " a política como arte da conquista e manutenção do poder, para que ele próprio e os seus amigos possam arranjar o mundo a seu bel-prazer"(2). Uma vez aceite que o Homem foi criado por Deus com um designado propósito, a política, a economia e a arte têm valor apenas pela sua finalidade de ajudá-lo a chegar a um plano superior de existência, o qual deve ser o seu objectivo (2).

No final dos anos cinquenta Schumacher tinha chegado à conclusão de que o homem foi [sempre] homo viator (um peregrino numa viagem). Ele acreditava que foi a incapacidade de reconhecer este facto que levou aos males da sociedade (2).

 

*na Wikipedia

Este texto foi também publicado aqui.

A figura chave do próximo governo,

zedeportugal 10/08/2009 @ 10:16

seja ele qual for, será o ministro da Economia e Finanças – dito assim, sem lapso algum.

 

Unidade industrial

Como alguns (poucos?) saberão, a Economia nacional está à beira do ponto de não retorno – e já teria provavelmente claudicado e sido entregue (novamente) nas garras do FMI, não fora a muleta europeia.

Portugal não precisa mesmo (nem nunca precisou, enfim!) é de mais dois ministros como estes que infelizmente tem tido, um das campanhas “allgarve” e “west coast” acompanhado pelo outro “dos impostos”, “da recuperação do défice nem que isso nos mate” e das soluções “de sebenta” para todos os problemas. Se do primeiro já não há mais nada a dizer – após o incidente dos dedinhos – para ilustrar a sua enorme... hum, desadequação(?), do segundo ainda mal se começou a falar – pelo menos nas análises cá de dentro, pois lá de fora o Finantial Times já nos avisou de há muito que tempo que temos “o pior ministro da Finanças europeu”.

Portugal precisa, absolutamente, de alguém que pare a vampirização estatal dos que querem empreender e trabalhar, criar riqueza e emprego; de alguém que promova o primado da Economia “da procura” (market economy) e “da produção” (Econometrics) em vez da Economia “da oferta” (supply-side economics) e “de comando e controle” (centrally planned economy); de alguém que preconize novos paradigmas de desenvolvimento adaptados à realidade portuguesa, em vez dos modelos dos manuais de Economia – porque as receitas dos livros só podem ser cozinhadas quando se possuem todos os ingredientes nas quantidades ali indicadas, coisa que nunca acontece em casa de gente pobre. Sim: nós portugueses (nação e território) não somos ricos – a não ser, talvez?, em ideias – ao contrário do que propalam os políticos do discurso mentiroso e demagógico travestido de optimismo. E, infelizmente, afugentamos sistematicamente para o estrangeiro as pessoas com as melhores ideias...

Nenhuma civilização se desenvolveu, nem poderia fazê-lo, sem resolver os problemas fundamentais da satisfação das necessidades humanas básicas; do mesmo modo, ninguém (em seu juízo perfeito) se dedica à investigação de micro-processadores se não puder garantir o seu sustento (no mínimo, comida e abrigo). Mas, é exactamente isso que tem sido preconizado pelo actual governo socialista para este pobre país. As actividades produtivas de base (agricultura, pescas) são negligenciadas, tal como as indústrias de base, e o governo socialista preconiza “o desenvolvimento” através de muito apregoados e pífios “planos tecnológicos”.

Consigo lembrar-me de 2 ou 3 pessoas capazes de fazer as imprescindíveis mudanças do modelo de desenvolvimento económico em Portugal . Não vou apontar nomes, obviamente, mas alguns saberão quem são os que correspondem ao perfil descrito. Posso, no entanto, acrescentar (embora fosse, provavelmente, desnecessário) que nenhum deles é do partido socialista.

---

Este texto foi publicado primeiro aqui.

 

Jesus, I surrender (all to you) / entrego-me (todo a Ti).

zedeportugal 09/08/2009 @ 13:18
I'm giving You my heart and all that is within,
I lay it all down for the sake of You my King.
Im giving you my dreams, Im laying down my rights,
Im giving up my pride for the promise of new life.
And I surrender
All to You, all to You.
Im singing You this song, Im waiting at the cross,
And all the world holds dear, I count it all as loss;
For the sake of knowing You, for the glory of Your name,
To know the lasting joy, even sharing in Your pain.
.
.
Dou-Te o meu coração e tudo o que está nele,
E tudo isso abandono por causa de Ti meu Rei.
Dou-Te os meus sonhos, prescindo dos meus direitos,
Desisto do meu orgulho pela Tua promessa de Vida.
E eu me entrego,
todo a Ti, Todo a Ti.
Canto-Te esta canção, espero-Te junto da cruz
e tudo o que o mundo aprecia, eu dou como perdido.
Para poder conhecer-Te, pela glória do Teu Nome,
Para conhecer a eterna alegria, mesmo partilhando a Tua dor.
.

Rubini confirma a previsão económica aqui do Jardim.

zedeportugal 07/08/2009 @ 12:14

Um título talvez um bocadinho presunçoso e capcioso, mas verdadeiro.

 

Se quiserem dar-se ao trabalho de ler este postal da autoria da fantástica equipa do Um Jardim no Deserto (I, me and myself), e em seguida este texto de Tavares Moreira no Quarta República, poderão comprovar a veracidade do afirmado no título.

Roubini

Afinal, parece que Nuriel Rubini anda muito mais orientado do que a fabulosa equipa do Um Jardim no Deserto sugeria aqui... ;)

 

Nota: O prolongamento da crise mundial também já tinha sido previsto por Krugman, ao compará-la com a recessão prolongada da Economia japonesa. Outro que deve vir ler (subrepticiamente) os postais cá do Jardim...

Complemento (para mentes brilhantes) aqui.

Os negócios do Estado socialista consigo mesmo.

zedeportugal 05/08/2009 @ 17:12

E quem paga, quem é?
É sempre o mesmo, é o Zé*

Corru_ps braga

A Câmara de Braga decidiu ontem, por inesperada unanimidade pré-eleitoral, exercer o direito de preferência para a compra do antigo Quartel da GNR, no Campo da Vinha, perante a intenção do Estado de o vender (a ele próprio, via Estamo) por 1,86 milhões de euros.
A deliberação segue-se à «intimação urgente» da Direcção-Geral do Tesouro, exigindo uma resposta no prazo de dez dias à edilidade, apesar de o contrato promessa de compra e venda do imóvel ter sido celebrado em Dezembro de 2008. Ou seja, só passados oito meses, o Estado acordou com a urgência da sua obrigação legal de informar a Câmara de Braga…
1

E quem ganha, minha gente?
A banca, como é evidente!

A decisão da maioria socialista é acompanhada pelos vereadores da coligação "Juntos por Braga", que desta vez defendem que o executivo deve recorrer a mais um empréstimo bancário para garantir a posse do imóvel, aumentando o endividamento municipal.2

E estes 240 mil?
Serão para algum edil?

Por sua vez, Mesquita Machado e os seus vereadores, para evitar mais uma polémica pré-eleitoral, passaram, de uma penada, um atestado de incompetência aos avaliadores municipais e sancionaram o negócio por mais 240 mil euros do que o valor que estes lhe atribuíram.1

---

*... povinho, uma malta que só faz falta para pagar impostos.

1A compra pré-eleitoral do Quartel da GNR…, José Carlos Lima, 01 Agosto 2009, blog Deste Lado.

2Câmara de Braga unânime na compra do quartel da GNR, Joaquim M. Fernandes, 31-07-2009, Diário do Minho.

Chegou o Opera Unite.

zedeportugal 04/08/2009 @ 04:41
Imagine que pode criar uma enorme Rede Local (LAN - Local Area Network) sem cabos, sem placas de rede, sem configurações de acesso... usando apenas um browser como servidor e a internet como meio.
.
Acha que não é possível? Veja, então, os vídeos seguintes:
.
.
.
O que é possível, para já, fazer com isto? Os serviços pré-definidos anunciados como já funcionando são os seguintes:
.
[1] Partilha de ficheiros (File Sharing), [2] leitor de música/video (Media Player), streaming a partir da sua própria biblioteca, [3] partilha de fotografias (Photo Sharing), [4] alojamento web (Web Server) alojar sítios inteiros que ficam disponíveis para acesso na internet, [5] serviço de chat directo (The Lounge) e, ainda, [6] mensagens ou recados instantâneos (Fridge), uma espécie de post-it virtuais onde os amigos podem deixar mensagens.
.
Poderá este software, com estas funcionalidades, substituir as redes sociais já existentes, como o Twitter e o Facebook, ou os depósitos de música e vídeos, como o You Tube?
.
É muito improvável. Para que serve, então? Para começar, será muito útil a todos aqueles a quem dá muito jeito ter acesso a muita informação espalhada por vários computadores (como por exemplo, o de casa, o do escritório e o portátil) a partir de uma simples sessão de internet. Gente que não tenha os conhecimentos, a paciência ou simplesmente o tempo disponível para configurar um software como o Hamachi - técnicos de informática (que costumam transportar muitas ferramentas em grandes discos portáteis), conferencistas, negociantes, ...
.
Se juntarmos, depois, a tudo isto a utilização do Opera mini, desenvolvido especialmente para funcionar em telemóveis e palm-tops,  então as possibilidades começam a ser muitas e muito interessantes.
.
Uma plataforma peer-to-peer para todos e sem restrições? Bom, parece que não é bem assim... e que tudo passará, afinal, pelos servidores proxy da companhia Opera.
.
E depois, quem é que tem os computadores sempre ligados, com a ligação internet sempre activa e um browser sempre aberto? Só os profissionais (os servidores), espera-se, porque isso é muito pouco recomendável em termos de segurança - e não só.
.
Outras leituras sobre o mesmo tema, ou temas relacionados:
- Opera Unite – A Web Reinventada?
- Opera Unite
- Opera Unite - A Reinvenção da Web?
- Iterasi – A sua Wayback Machine pessoal, agora sem qualquer instalação.
.

Preparação para o combate. (2)

zedeportugal 01/08/2009 @ 00:04

O espírito.

 

 

Capa de livro

Se nos esforçássemos por ficar firmes no combate, como soldados valentes, por certo veríamos descer sobre nós o socorro de Deus. Pois ele está sempre pronto a auxiliar os combatentes confiados em sua graça: Aquele que nos proporciona ocasiões de peleja para que logremos a vitória.