Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis

Categoria: DESEMPREGO

EDP vai criar cerca de 5 mil postos de trabalho

zedeportugal 19/11/2009 @ 19:27
e investir, até 2012 e através da EDP Renováveis, mais 4 mil milhões de dólares (2,67 mil milhões de euros).
Mais ainda, por cada 100 megawatts (MW), serão criados mais 800 empregos indirectos.

(EDP investe mais 4 mil milhões até 2012 nos EUA, 18-11-2009, Portugal Diário)

.

Boas notícias para os desempregados... nos Estados Unidos da América.

.

EDP porreiro pá!

O socialismo 'da treta' e o aumento da pobreza em Portugal.

zedeportugal 16/10/2009 @ 17:53

Treta de eliteEnquanto a comunicação social e a blogosfera se entretêm com as parvoíces que disse uma qualquer actriz brasileira loura há muito tempo atrás (quem terá encomendado esta manobra de diversão?), a realidade quotidiana dos portugueses continua a degradar-se a passos largos.

"Os portugueses continuam a empobrecer". A conclusão é da Assistência Médica Internacional de acordo com dados recolhidos no primeiro semestre do ano. Assistência Médica Internacional (AMI) diz que há uma nítida tendência para um crescente número de casos de pobreza e que a grande maioria das pessoas que pede auxílio encontra-se em plena idade activa, entre os 21 e os 59 anos de idade. ... (Pobreza em Portugal não pára de crescer, 2009-10-15, JN)

E porquê?

Desemprego e sobre-endividamento são as causas que estão por detrás da maioria dos novos casos da Cáritas. “O mais preocupante é que este problema tende a crescer e a agravar-se nos próximos meses”, reconheceu José Alves, responsável da Cáritas Diocesana de Aveiro, destacando os casos em que o chefe de família tinha um pequeno negócio que acaba por falir. “São famílias que, na maioria, eram financeiramente suportadas pelo pequeno negócio e que, de uma hora para a outra, se vêem sem nada e cheias de dívidas. Como não têm direito a subsídio de desemprego, é o caos”, refere. ... (Pobreza: Cada vez há mais famílias aflitas, 2009-10-16, Diário de Aveiro)

A actividade económica em Portugal está exangue. Os números dos casos de carência económica grave e das falências são assustadores.

A razão porque os efeitos da recessão não foram tão drasticamente visíveis em Portugal como noutros países é resultado do estado prévio quase inanimado da sua Economia, facto que foi muito bem aproveitado pelos anteriores (e próximos) primeiro-ministro e ministro da Finanças para demagogicamente fazerem crer que o país “não estava a sofrer como outros os efeitos da crise”. O arrefecimento de um organismo já frio é muito menos visível e doloroso que o arrefecimento de um organismo que estava quente; o problema é que esse organismo super arrefecido poderá nunca mais aquecer – a esse estado chama-se comatoso.

O que faz o governo entretanto?

As escolas do 1.º ciclo vão começar a distribuir até final do mês frutas e produtos hortícolas às crianças, ao abrigo de uma portaria que visa contribuir para a promoção de hábitos de consumo de alimentos benéficos para a saúde. A medida, de que vão beneficiar perto de 500 mil alunos, custará ao Estado cinco milhões de euros. ... (Escolas do 1.º ciclo vão distribuir frutas e legumes a 500 mil crianças, 13/10/2009, Público)

Com milhares de famílias em situação de desemprego, seguramente com crianças a passar fome, o paternal e todo poderoso Estado socialista gasta 5 milhões de euros a dar fruta aos meninos na Escola, em vez de investir na criação de condições de subsistência para essas famílias. Eis o paradigma económico socialista: gastar em vez de investir.

É revoltante e uma enorme injustiça para aqueles que lutam para conseguir suprir as necessidades dos seus filhos, e é também uma péssima lição de Economia às crianças, que passarão a desvalorizar tanto a fruta como o trabalho necessário para a obter.

Quem manda redigir e aprova esta portaria (deveria chamar-se, com toda a propriedade, porcaria) demonstra uma enorme ignorância pedagógica, didáctica e social. Só um indivíduo muito ignorante (ou muito estúpido) pode pensar que as boas práticas alimentares se conseguem à custa da distribuição gratuita – duas vezes por semana!  de um determinado tipo de alimentos na Escola.

Os maus hábitos alimentares vêm de casa, por más escolhas, maus exemplos, carências económicas e culturais. E, já agora, o que diz a portaria sobre a venda nos recintos escolares, nos bares e em máquinas automáticas, de uma imensa variedade de má comida (junk food)?

É isto o socialismo “da treta” – mais pragmaticamente explicado aqui.

Tem que dar-se razão ao que escreve Vasco de Graça Moura aqui.

 

Uma imagem da (in)capacidade de produzir riqueza em Portugal.

zedeportugal 25/09/2009 @ 18:27

Nota prévia: Este quadro é basicamente o mesmo que o Jorge publicou aqui e aqui - com a origem e os acrescentos que ele próprio indica -, mostrando o contínuo da variação do crescimento do PIB em Portugal entre 1976 e 2009, a que foi acrescentada apenas informação correspondente a alguns períodos de recessão do PIB das principais economias mundiais com início dos EUA.

 

(450x398) Variação crescimento PIB Portugal 76-2009

clique na imagem para ver maior
.

Algumas extrapolações possíveis directamente a partir do gráfico (pressupondo a correcção dos dados e da sua representação, alguns dos quais não foi possível confirmar):

1) A variação do crescimento do PIB em Portugal é fortemente influenciada pela variação do PIB das principais Economias mundiais, confirmando a extrema abertura e dependência externa da Economia portuguesa*;

2)  Os dois valores mais baixos de crescimento do PIB português neste intervalo (1984 e 2009) situam-se ambos em legislaturas  do (ou com o) partido socialista;

3) As inflexões positivas (recuperação) da taxa de crescimento da Economia portuguesa situam-se sempre em legislaturas do (ou com o) partido social democrata;

4) A entrada de Portugal no sistema de moeda única europeia não aparenta qualquer expressão na capacidade de criação de riqueza em Portugal;

5) O período de variação positiva mais forte do PIB português corresponde aos governos de iniciativa presidencial, constituídos entre finais de 1978 e 1980.

*a principal razão pela qual será ineficaz a tentativa de retoma económica a partir do investimento em grandes obras públicas, como tem sido afirmado por diversos economistas de diversos quadrantes políticos.

Comentário final: A avaliação de uma prestação de serviço público é feita, não pelas palavras auto-elogiosas, mas pelos resultados obtidos. Seria útil que o actual senhor ministro dos Impostos das Finanças e do Despesismo da Economia pudesse esmiuçar explicar os resultados da sua prestação nesta legislatura aos portugueses.

Este post foi também publicado aqui.

Coisas que os portugueses têm tido que

zedeportugal 06/09/2009 @ 09:53

aprender da maneira mais difícil:

.

- Fascismo, nunca mais!

- Maiorias absolutas, nunca mais!

- Primeiros ministros mentirosos, nunca mais!

.

Grandes vitórias do governo socialista...

zedeportugal 25/08/2009 @ 03:08
.
Cartaz desemprego máximo
.
A propósito deste post de Rui A. no Portugal Contemporâneo.
---
Este postal foi publicado primeiro aqui.

Os números do artigo ‘A política económica desastrosa de Sócrates’

zedeportugal 15/08/2009 @ 18:33

no jornal i de 12 de Agosto de 2009.

 

Gráfico dívida pública 1973-2008

 

Alexandre Relvas, gestor de empresas, presidente do Instituto Francisco Sá Carneiro, homem do PSD (obviamente), veio a público, muito bem documentado, divulgar alguns números demonstrativos do falhanço da política económica do actual governo socialista:

 

De 2005 a 2008 Portugal cresceu todos os anos claramente abaixo da União Europeia. Temos vindo a empobrecer em termos relativos desde 2005. O crescimento potencial da economia desceu para menos de 1%, o mais baixo da União.

De acordo com o World Economic Forum, Portugal perdeu competitividade. Passámos do 24º lugar do ranking internacional em 2004 para o 43º lugar em 2008.

Apesar desta evolução, as empresas aumentaram o seu endividamento, assim como as famílias. O endividamento das empresas passou de 110% do produto interno bruto em 2004 para 140% em 2008 e o das famílias, de 80% para 96% do PIB.

O endividamento externo também aumentou todos os anos ao longo desta legislatura. O défice externo, que foi de 6,1% do PIB em 2004, passou para 10,5% em 2008 e o endividamento externo de 69% do PIB em 2004 para 97,2%. O país viveu assim sempre acima das suas possibilidades, apesar do fraco crescimento económico.

Desde 2007, o país tem tido sempre mais de 400 mil desempregados, sendo a taxa de desemprego superior a 7%, apesar da promessa eleitoral de criação de 150 mil novos empregos.

A carga fiscal passou de 34,9% do PIB em 2004 para 37,5% em 2008. Face ao seu nível de vida, os portugueses pagam um nível de impostos 24,8% superior à média europeia, valor este que era de 18% em 2004.

O Estado também se endividou ao longo da legislatura. A dívida pública, que era de 58,3% do PIB, em 2004 passou para 66,4% em 2008.

 

Como seria de esperar, a reacção socialista não tardou. Carlos Santos, economista, Professor na UCP, homem do PS (obviamente), viria a publicar em resposta, poucas horas mais tarde, um texto de sua autoria em vários blogues socialistas (SIMplex, O valor das ideias, Câmara de Comuns) “O PSD e a demagogia das críticas à política económica: os erros de Alexandre Relvas”.

Esperar-se-ia um contraditório, um desmentido dos números apontados por Relvas, mas afinal o resultado é este:

 

Alexandre Relvas diz que José Sócrates não cumpriu a promessa da criação de 150000 novos empregos. Pois não. ...

Alexandre Relvas diz que o défice externo subiu para 10,8% em 2008! Pois subiu! Tem toda a razão. ...

O Dr. Relvas diz que a dívida pública subiu para 66% em 2008. E mais uma vez tem razão. ...

 

Os números são uma arma terrível contra a demagogia. É que não há volta a dar-lhes: 37,5% de alguma coisa é sempre maior do 34, 9% da mesma coisa, e a coisa é, no caso, a carga fiscal dos portugueses. Do mesmo modo, 66,4%  de uma coisa é também sempre maior do que 58,3% da mesma coisa, e a coisa é, neste caso, a dívida pública portuguesa.

Quanto aos 133 mil empregos que, afirma o Dr. Carlos Santos, “no final do primeiro trimestre de 2008, de acordo com o INE, já tinham sido criados”, só pode tratar-se de um número quântico principal (dado ser o único, ao que sei, que “pode tomar como valor qualquer número positivo”), pois o número de desempregados inscritos em Centros de Emprego era, de acordo com os números do IEFP, de 486 mil em Novembro de 2004 e de 489 mil no final de Junho de 2009. Ora, isto significa em cálculo aritmético simples (486000-489000=-3000) mais 3 mil pessoas desempregadas (e registadas nos Centros de Emprego).

E este números nem sequer tomam em consideração que a população activa diminuiu no intervalo de tempo indicado e não incluem mais alguns milhares de desempregados colocados à pressa em múltiplos programas de formação do IEFP nos últimos meses.

Daqui só pode concluir-se uma de duas coisas: ou o governo apresenta números falsos quando afirma ter criado 133 mil empregos, o que seria impensável por parte de um governo da República, ou o governo utiliza um número quântico principal, n, “cujo valor define a energia do átomo de hidrogénio”.

Isto já não é “programa tecnológico”; trata-se, como podem constatar, de um “programa científico” que o PS certamente se prepara para aplicar aos portugueses já a partir de Outubro próximo, caso os portugueses voltem a votar neles.

Este texto foi publicado primeiro aqui.