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Categoria: ECONOMIA (ERROS)

A evolução de Teixeira dos Santos.

zedeportugal 20/11/2009 @ 02:18

teixeira dos santos afundaPortugal já não tem o pior ministro europeu das Finanças.

Teixeira dos Santos é o pior ministro europeu das Finanças no "ranking" do FT 
18.11.2008 - 15h44
Por PÚBLICO

O país está agora muito mais bem servido: o "novo" ministro das Finanças é apenas com o quarto pior da mesma lista.

Jornal de Notícias
Economia
Teixeira dos Santos classificado como quarto pior ministro
2009-11-17

Não sei bem porquê, isto lembra-me uma velha anedota sobre o processo de recrutamento de funcionários públicos para o Ministério da Finanças na antiga União Soviética, a qual descreve a entrevista de três potenciais candidatos.
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1ª Pergunta: Camarada, qual é o seu maior desejo?
Respostas:
1º candidato – Servir a pátria e o partido!
2º candidato – Servir o povo e a mãe Rússia!
3º candidato – Fazer honestamente e o melhor possível o trabalho que me for confiado.

2ª pergunta: Se um camarada dirigente lhe mandar fazer alguma coisa contrária às orientações partidárias, como procede?
Respostas:
1º candidato – Recuso-me a obedecer e denuncio-o imediatamente ao camarada comissário.
2º candidato – Obedeço e de seguida denuncio-o ao camarada comissário.
3º candidato – Converso com o camarada dirigente para tentar esclarecer a razão da sua escolha contrária às ditas orientações partidárias.

3ª pergunta: Quantos são três mais três? Tem a certeza?
Respostas:
1º candidato – São sete. Sim, tenho a certeza absoluta.
2º candidato – São cinco. Não, podem ser seis são seis ou talvez mesmo sete...
3º candidato – São seis. Sim, tenho a certeza que é esse o resultado da soma referida na questão.

Relatório do entrevistador:
1º candidato – Um patriota. Estúpido mas firme nas suas convicções. Recomendo a sua admissão para o serviço de fiscalização e contencioso da administração fiscal.
2º candidato – Um indivíduo vocacionado para o funcionalismo público. Estúpido mas susceptível de evolução. Recomendo a sua admissão para o serviço de informação ao público do Ministério.
3º candidato – Um tipo perigoso. Inteligente, arrogante, teimoso e potencialmente subversivo. Recomendo a sua não contratação e a sua imediata condução a um interrogatório pela KGB.

Os donos de Portugal e o neo-corporativismo PSS.

zedeportugal 16/11/2009 @ 12:20

(PSS - pseudo-socialista "socratino")

Feitores

Ricardo Salgado elogia supervisão de Constâncio
(António José Gouveia, 03 MAI 08, Sol)

Ricardo Salgado elogia política de grandes obras públicas
(Redacção/RPV, 2009/04/16, Agência Financeira)

O presidente do Banco Espírito Santo (BES) elogiou hoje publicamente o actual ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. ...
("Teixeira dos Santos é dos melhores ministros que Portugal teve", Eudora Ribeiro e Maria Ana Barroso, 27/10/09, Negócios)

... o tráfico de influências subterrâneo, competência na qual Ricardo Salgado é deveras um mestre. De facto, o «capital relacional» do BES é o principal activo do Grupo. Com efeito, passado ano e meio, o Grupo BES passou de vilão (lembram-se dos sobreiros e da Operação Furacão?) a salvador da pátria face aos interesses espanhóis. Aliás, quem andasse com atenção na conversa nos cafés e dos comentários nas tabacarias, notava que a mensagem propalada pelos meios de comunicação social e do PS «profundo» era esta: «Era só o que faltava o Belmiro tornar-se dono do país!». Mal o povão sabe que é o Ricardo Salgado um dos maiores donos de Portugal, com coutadas montadas em que tudo quanto representa poder no país. ...
... sem um mercado com concorrência à séria, não há empreendedorismo livre que grasse e lance raízes profundas. Não há justiça social, porque as oportunidades de criação de valor não são meritocraticamente distribuídas. Não há justiça social no capital humano, porque a escassez destas oportunidades não cria mercados eficientes no aproveitamento do talento. O complexo neo-corporativo dos grupos económicos salazarentos que utiliza o Estado a seu favor para colmatar as suas ineficiências de gestão e a fraca capacidade de criação de valor é o último reduto da luta para a geração de um Portugal mais justo e liberal na distribuição das oportunidades económicas. ...

(Neo-corporativismo ou a asfixia da competitividade, Ruben Eiras, Março 13, 2007, blog Teoria da Suspiração)

 

O optimismo socialista português começa a mostrar resultados...

zedeportugal 06/11/2009 @ 17:45

PatetaPortugal tem uma das taxas mais baixas de investimento directo estrangeiro, diz estudo da Ernst & Young
06/11/09, 07:24
OJE/Lusa

Imagem de Portugal junto de investidores internacionais piora em 2009, revela estudo
06/11/09, 07:34
OJE/Lusa

O pessimismo alemão também apresenta resultados!

Volte-face na venda da Opel escandaliza analistas alemães e provoca protestos dos trabalhadores
06/11/09, 07:19
OJE/Lusa

...
Fritz Henderson, director-geral da GM, mostrou-se hoje "confiante" no plano de financiamento de reestruturação da Opel, avaliado em três mil milhões de dólares (cerca de dois mil milhões de euros), acrescentando que o grupo tem recursos para reembolsar o empréstimo de 1,5 mil milhões de euros concedido pelo governo alemão, que quer reaver esse montante "até ao fim de Novembro".
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Os norte-americanos sabem muito bem que um dos melhores e mais seguros lugares para investir neste momento é precisamente a Alemanha, com o seu governo de coligação entre democratas cristãos e liberais e toda a sua força industrial agora renovada (purgada) e preparada.
A Alemanha vai ser o primeiro país da união europeia a livrar-se da recessão, e fá-lo-á com a sua Economia reforçada e mais pujante do que antes. Todas as medidas ditas anti-crise da UE tiveram exactamente essa finalidade: tornar a Alemanha a potência económica europeia dominante na emergência pós crise.
Isto, mais ou menos em simultâneo com a entrada em vigor da Constituição Federal para a União Europeia convenientemente disfarçada sob o nome fictício de Tratado de Lisboa... Mas que grande coincidência!
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As ameaças aos cidadãos por parte das empresas monopolistas e de controle estatal em Portugal.

zedeportugal 05/11/2009 @ 13:08

Corporate bulliesO caso da EDP.

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Como vem acontecendo de há vários anos a esta parte e com alguma regularidade, a EDP ataca comercialmente (e literalmente) os seus clientes com pressões, ora positivas (promessas publicitárias), ora negativas (ameaças quanto às condições de prestação do serviço), para que esses mesmos clientes acabem por se sujeitar ao pagamento automático ou, melhor dito, por débito directo autorizado – veja aqui as razões (deles €€€) para tamanha fuçanguice.

 

Como acontece com frequência (e por mais que me queixe não consigo ver isto resolvido) recebi na minha caixa do correio no dia 26 de Outubro de 2009 uma factura da EDP com data limite de pagamento para o dia... 23 de Outubro, o que já significava um pagamento adicional para mim de 1,25 euros de uma coisa a que eles chamam “Mora/Juros atraso de pagamento” mas que é, afinal, um valor fixo que não depende do montante da factura.

 

Normalmente, lá vou eu pagar a coisa e reclamar novamente nos Correios de Portugal (outra empresa que tal) e costuma ficar por aqui. Mas desta vez a coisa foi um pouco mais longe. Apenas dois dias depois, a 28 de Outubro de 2009 recebo, na mesma caixa de correio, uma outra carta da EDP (datada exactamente de 28 de Outubro!) com o seguinte texto em assunto: “Atraso no pagamento. Suspensão do fornecimento de energia eléctrica.”.

 

A isto chama-se actualmente bulliyng comercial e é legalmente penalizado em muitos países civilizados.

 

A EDP é a maior empresa industrial portuguesa e detém o monopólio da distribuição (e o quase monopólio da produção) de electricidade em Portugal.

 

Pergunta-se: - Porque é que uma empresa com 9 milhões e 700 mil clientes e um resultado líquido acumulado de 750 milhões de euros só nos primeiros 9 meses deste ano trata assim os seus clientes – os particulares, aqueles que pagam sempre, ao contrário de muitos institucionais e empresariais (como p. ex. câmaras municipais e empresas públicas) que devem - e por vezes não chegam a pagar - somas enormes?

 

Resposta: - Obviamente, porque não tem concorrência!

 

Os portugueses foram mais uma vez enganados.

A liberalização do mercado de energia eléctrica em baixa tensão em vez de trazer a preconizada concorrência entre diversos fornecedores, trouxe um aprofundar do monopólio da EDP com o chamado MIBEL (Mercado Ibérico de Electricidade) e o OMIP (Operador do Mercado Ibérico de Energia- pólo português).

 

Resultado: os portugueses são mal servidos, maltratados, indecentemente enganados e pagam uma das energias eléctricas mais caras da Europa.

 

Quando é que os portugueses e, especialmente, as portuguesas, perceberão que isto tem que mudar? Que um governante ou um gestor público têm que ser mais que um fato de marca ou uma atitude dominadora? Que a competência, a honestidade e o sentido de serviço são absolutamente imprescindíveis àqueles a quem o povo soberano outorga o poder de tomar as decisões que moldam o destino do país?

 

Agora, só falta aqui é... cimento!

zedeportugal 24/10/2009 @ 18:47
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Como é curta a memória deste povo!
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O vídeo de anúncio do documentário Pare, Escute, Olhe foi encontrado aqui, no blogue Risco Contínuo.

No mesmo blogue, recomenda-se também a leitura do postal Iniciativa de aplaudir!...
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O socialismo 'da treta' e o aumento da pobreza em Portugal.

zedeportugal 16/10/2009 @ 17:53

Treta de eliteEnquanto a comunicação social e a blogosfera se entretêm com as parvoíces que disse uma qualquer actriz brasileira loura há muito tempo atrás (quem terá encomendado esta manobra de diversão?), a realidade quotidiana dos portugueses continua a degradar-se a passos largos.

"Os portugueses continuam a empobrecer". A conclusão é da Assistência Médica Internacional de acordo com dados recolhidos no primeiro semestre do ano. Assistência Médica Internacional (AMI) diz que há uma nítida tendência para um crescente número de casos de pobreza e que a grande maioria das pessoas que pede auxílio encontra-se em plena idade activa, entre os 21 e os 59 anos de idade. ... (Pobreza em Portugal não pára de crescer, 2009-10-15, JN)

E porquê?

Desemprego e sobre-endividamento são as causas que estão por detrás da maioria dos novos casos da Cáritas. “O mais preocupante é que este problema tende a crescer e a agravar-se nos próximos meses”, reconheceu José Alves, responsável da Cáritas Diocesana de Aveiro, destacando os casos em que o chefe de família tinha um pequeno negócio que acaba por falir. “São famílias que, na maioria, eram financeiramente suportadas pelo pequeno negócio e que, de uma hora para a outra, se vêem sem nada e cheias de dívidas. Como não têm direito a subsídio de desemprego, é o caos”, refere. ... (Pobreza: Cada vez há mais famílias aflitas, 2009-10-16, Diário de Aveiro)

A actividade económica em Portugal está exangue. Os números dos casos de carência económica grave e das falências são assustadores.

A razão porque os efeitos da recessão não foram tão drasticamente visíveis em Portugal como noutros países é resultado do estado prévio quase inanimado da sua Economia, facto que foi muito bem aproveitado pelos anteriores (e próximos) primeiro-ministro e ministro da Finanças para demagogicamente fazerem crer que o país “não estava a sofrer como outros os efeitos da crise”. O arrefecimento de um organismo já frio é muito menos visível e doloroso que o arrefecimento de um organismo que estava quente; o problema é que esse organismo super arrefecido poderá nunca mais aquecer – a esse estado chama-se comatoso.

O que faz o governo entretanto?

As escolas do 1.º ciclo vão começar a distribuir até final do mês frutas e produtos hortícolas às crianças, ao abrigo de uma portaria que visa contribuir para a promoção de hábitos de consumo de alimentos benéficos para a saúde. A medida, de que vão beneficiar perto de 500 mil alunos, custará ao Estado cinco milhões de euros. ... (Escolas do 1.º ciclo vão distribuir frutas e legumes a 500 mil crianças, 13/10/2009, Público)

Com milhares de famílias em situação de desemprego, seguramente com crianças a passar fome, o paternal e todo poderoso Estado socialista gasta 5 milhões de euros a dar fruta aos meninos na Escola, em vez de investir na criação de condições de subsistência para essas famílias. Eis o paradigma económico socialista: gastar em vez de investir.

É revoltante e uma enorme injustiça para aqueles que lutam para conseguir suprir as necessidades dos seus filhos, e é também uma péssima lição de Economia às crianças, que passarão a desvalorizar tanto a fruta como o trabalho necessário para a obter.

Quem manda redigir e aprova esta portaria (deveria chamar-se, com toda a propriedade, porcaria) demonstra uma enorme ignorância pedagógica, didáctica e social. Só um indivíduo muito ignorante (ou muito estúpido) pode pensar que as boas práticas alimentares se conseguem à custa da distribuição gratuita – duas vezes por semana!  de um determinado tipo de alimentos na Escola.

Os maus hábitos alimentares vêm de casa, por más escolhas, maus exemplos, carências económicas e culturais. E, já agora, o que diz a portaria sobre a venda nos recintos escolares, nos bares e em máquinas automáticas, de uma imensa variedade de má comida (junk food)?

É isto o socialismo “da treta” – mais pragmaticamente explicado aqui.

Tem que dar-se razão ao que escreve Vasco de Graça Moura aqui.

 

O novo paradoxo macro económico.(2)

zedeportugal 07/10/2009 @ 11:45
(...) Desta perspectiva, o mais recente aumento do apetite pelo risco demonstrado pelos investidores indica que a liquidez está a desempenhar um papel mais importante na determinação dos preços à medida que os investidores se transferem de depósitos para activos de risco mais elevado, à procura de maior retorno. (...)
As autoridades foram bem claras: é muito cedo para por um fim ao período do dinheiro fácil.
Os principais riscos? Por um lado, a recuperação em "W" - que está na base da previsão central da Schroders - pode levar ao arrefecimento dos activos de risco já que faria regressar os receios de um período prolongado de baixo crescimento como aconteceu no Japão. Por outro, existe o perigo de uma bolha nos mercados financeiros, uma vez que as taxas de juros tão baixas forçam um número crescente de investidores a sair de depósitos para opções mais rentáveis. (...)

(Banco central e economia real criam risco de bolha, 05/10/09, OJE/Schroders)
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O preço do petróleo está a subir pelo terceiro dia consecutivo depois de um relatório da indústria ter demonstrado uma descida dos stocks de combustíveis e crude nos EUA, o maior consumidor a nível mundial.
O petróleo ultrapassou a barreira dos 71 dólares por barril depois do Instituto Americano do Petróleo ter indicado que as reservas de «fuel» caíram 2,91 milhões de barris na semana passada, enquanto as de crude recuaram 254 mil barris. (...)

(Petróleo sobe pela 3ª sessão consecutiva, TVI24 - Redacção/MD, 07-10-2009)

Depois não venham os socialistas e quejandos dizer que a culpa é do capitalismo, ou dos mercados (ou outra coisa qualquer, que não o seu próprio ordoliberalismo) e que não se podia prever - ou que ninguém os avisou e voltou a avisar.

Uma imagem da (in)capacidade de produzir riqueza em Portugal.

zedeportugal 25/09/2009 @ 18:27

Nota prévia: Este quadro é basicamente o mesmo que o Jorge publicou aqui e aqui - com a origem e os acrescentos que ele próprio indica -, mostrando o contínuo da variação do crescimento do PIB em Portugal entre 1976 e 2009, a que foi acrescentada apenas informação correspondente a alguns períodos de recessão do PIB das principais economias mundiais com início dos EUA.

 

(450x398) Variação crescimento PIB Portugal 76-2009

clique na imagem para ver maior
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Algumas extrapolações possíveis directamente a partir do gráfico (pressupondo a correcção dos dados e da sua representação, alguns dos quais não foi possível confirmar):

1) A variação do crescimento do PIB em Portugal é fortemente influenciada pela variação do PIB das principais Economias mundiais, confirmando a extrema abertura e dependência externa da Economia portuguesa*;

2)  Os dois valores mais baixos de crescimento do PIB português neste intervalo (1984 e 2009) situam-se ambos em legislaturas  do (ou com o) partido socialista;

3) As inflexões positivas (recuperação) da taxa de crescimento da Economia portuguesa situam-se sempre em legislaturas do (ou com o) partido social democrata;

4) A entrada de Portugal no sistema de moeda única europeia não aparenta qualquer expressão na capacidade de criação de riqueza em Portugal;

5) O período de variação positiva mais forte do PIB português corresponde aos governos de iniciativa presidencial, constituídos entre finais de 1978 e 1980.

*a principal razão pela qual será ineficaz a tentativa de retoma económica a partir do investimento em grandes obras públicas, como tem sido afirmado por diversos economistas de diversos quadrantes políticos.

Comentário final: A avaliação de uma prestação de serviço público é feita, não pelas palavras auto-elogiosas, mas pelos resultados obtidos. Seria útil que o actual senhor ministro dos Impostos das Finanças e do Despesismo da Economia pudesse esmiuçar explicar os resultados da sua prestação nesta legislatura aos portugueses.

Este post foi também publicado aqui.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (8)

zedeportugal 15/09/2009 @ 02:20

(continuação daqui)

Na Suíça, por exemplo, isto não seria provavelmente construído na capital. (clique na imagem para ver de que se trata)

Centro de Investigação Champalimaud

 

Escolher-se-ia um lugar tranquilo, numa bela encosta , a cerca de meia hora de automóvel de uma cidade maior. De preferência, nas proximidades de uma pequena vila ou aldeia com uma estação de caminho de ferro. (clique na imagem)

Paul Scherrer Institut

(Posso afirmar isto porque lá trabalhei e tive contactos próximos com gente responsável pelo ordenamento do território que conduzia processos de decisão de empreendimentos deste género.)

Por cá "planta-se" mesmo à beira do Tejo, junto à barulhenta Doca-Pesca, num lugar com trânsito intenso, justificando essa localização com paleio deste teor:

O Centro Champalimaud ficará implantado na zona ribeirinha de Pedrouços. É um local privilegiado, perto da Torre de Belém, e onde o rio se encontra com o Oceano Atlântico e de onde os navegadores portugueses partiram há cinco séculos em busca do ‘desconhecido’. A presença de um centro de investigação científica de excelência e de reputação internacional alavanca o legado histórico desta zona e estabelece uma ponte inspiradora entre as “Descobertas” e a sempre actual epopeia das descobertas científicas.

São inúmeros os locais neste país onde este Centro de Investigação poderia localizar-se alternativamente e com vantagens de muitos tipos.

A observação original de Pareto (antes da generalização, por vezes absurda, que alguns lhe deram) era a de que 80% da riqueza mundial estava na posse de 20% da população. Ele referia-se à riqueza medida pelo Produto Nacional Bruto. Mas a mesma proporção se aplicará, por certo e infelizmente, às riquezas mental, cultural e espiritual.
O particular problema português relativamente a esta (quase) invariância é o da esperteza. Os 80% que não possuem qualquer espécie de riqueza são todos espertos e, por isso, dão muito poucas oportunidade aos mental, cultural e espiritualmente ricos para usarem essa riqueza a favor do bem comum, acabando sempre por dar a escolha e o poder aos seus modelos sociais de esperteza – os ricos de dinheiro e àqueles que o parecem, por se pavonearem bem vestidos e bem falantes.

(fim)

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Este postal constitui o último de uma série de textos contendo propostas para um melhor ordenamento demográfico, económico e territorial em Portugal. Ficam aqui em baixo os linques de todos os postais anteriores, para permitir o acesso rápido à série completa.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (1)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (2)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (3)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (4)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (5)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (6)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (7)

 

Bancos problemáticos*

zedeportugal 31/08/2009 @ 15:47
*A propósito do post de Ricardo Arroja com este título, no Portugal Contemporâneo.

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O texto de RA termina com esta pergunta:

E em Portugal, como será que andam os nossos bancos?

Talvez se encontre alguma resposta nesta notícia da Exame Expresso:

Angola tentou comprar 49% do Banif
Acções foram compradas, mas o Estado angolano diz que nunca lhe foram entregues. E o dinheiro está em parte incerta.
Pedro Lima
20:20 Quarta-feira, 26 de Ago de 2009

logotipo banifBanif? Não é aquele do Roque e do Berardo? E, também tem qualquer coisa que tem que ver com tempestade... Não. Ciclone? Também não. Furacão? Sim, sim, é isso:

"Operação Furacão" apanha Joe Berardo e Horácio Roque
29.05.2008 - 08h42 António Arnaldo Mesquita, José Manuel Rocha
(no Público)

Já agora, há um outro banco a operar em Portugal (embora faça parte de um grupo espanhol) que comparo** ao Banif. Trata-se do logotipo banco popularBanco Popular Portugal S.A. -  na verdade, é a nova designação do Banco Nacional de Crédito Imobiliário -, que decidi transformar num case study durante este último ano e sobre o qual escreverei aqui mais, muito brevemente.

**Muito sucintamente, não colocaria as minhas poupanças em nenhum deles.