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Categoria: EDUCAÇÃO

Um livro especial, um amigo, uma edição de autor,

zedeportugal 20/11/2009 @ 18:03

uma bela prenda de Natal para quem tenha gosto pela escrita poética perpassada de alguma erudição literária e filosófica.

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O país era uma prisão perpétua
Com grades de ferro e medo.
Nasceu, enfim, o mês de Abril,
O pai da famosa revolução.
E a liberdade foi a Primavera
Do alvoroço de quem saíu à rua
E amorosamente a guardou.
Dia a dia foi-se aprimorando:
Perdoou a verdugos,
Perseguiu alguns idealistas,
vexou, pilhou, matou,
Proibiu liberdades discordantes,
Condecorou corruptos e libertinos,
Quis trocar o hábito do camisa negra
Por um colete vermelho pintado,
Mas optou por um róseo banquete.
...
A Primavera de Abril (excerto)
Afrânio Rosaes, Dissimetrias, Lisboa 2008
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As memórias reflexivas de uma vida (a do autor), das suas conexas e de um tempo (a segunda metade do séc. XX), contadas de uma forma sentida, analisada, percorrida.
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Livto Dissimetrias - capaNota: O livro só se encontra à venda em quatro livrarias - em Lisboa, na PORTUGAL; em Algés (Miraflores), na OBRAS COMPLETAS; em Vila Real (Trás-os-Montes), na BRANCO e na Papelaria EDUARDO.
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Nota 2: Pode ler-se um poema completo deste livro reproduzido aqui.

O livro mais subversivo do mundo

zedeportugal 22/10/2009 @ 01:35
na opinião de Saramago, o escritor português mais famoso da actualidade.

A Bíblia Sagrada

Não deixe passar a oportunidade para ler uma obra considerada tão polémica:

- Leia online, aqui ou aqui;

- Descarregue parcial ou totalmente daqui para o seu computador e imprima;

- Ou, se não pode ou não tem paciência para ler, descarregue os ficheiros de audio aqui e ouça.

Não há mesmo desculpa nenhuma para deixar de conhecer esta obra tão fundamental.

 

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (8)

zedeportugal 15/09/2009 @ 02:20

(continuação daqui)

Na Suíça, por exemplo, isto não seria provavelmente construído na capital. (clique na imagem para ver de que se trata)

Centro de Investigação Champalimaud

 

Escolher-se-ia um lugar tranquilo, numa bela encosta , a cerca de meia hora de automóvel de uma cidade maior. De preferência, nas proximidades de uma pequena vila ou aldeia com uma estação de caminho de ferro. (clique na imagem)

Paul Scherrer Institut

(Posso afirmar isto porque lá trabalhei e tive contactos próximos com gente responsável pelo ordenamento do território que conduzia processos de decisão de empreendimentos deste género.)

Por cá "planta-se" mesmo à beira do Tejo, junto à barulhenta Doca-Pesca, num lugar com trânsito intenso, justificando essa localização com paleio deste teor:

O Centro Champalimaud ficará implantado na zona ribeirinha de Pedrouços. É um local privilegiado, perto da Torre de Belém, e onde o rio se encontra com o Oceano Atlântico e de onde os navegadores portugueses partiram há cinco séculos em busca do ‘desconhecido’. A presença de um centro de investigação científica de excelência e de reputação internacional alavanca o legado histórico desta zona e estabelece uma ponte inspiradora entre as “Descobertas” e a sempre actual epopeia das descobertas científicas.

São inúmeros os locais neste país onde este Centro de Investigação poderia localizar-se alternativamente e com vantagens de muitos tipos.

A observação original de Pareto (antes da generalização, por vezes absurda, que alguns lhe deram) era a de que 80% da riqueza mundial estava na posse de 20% da população. Ele referia-se à riqueza medida pelo Produto Nacional Bruto. Mas a mesma proporção se aplicará, por certo e infelizmente, às riquezas mental, cultural e espiritual.
O particular problema português relativamente a esta (quase) invariância é o da esperteza. Os 80% que não possuem qualquer espécie de riqueza são todos espertos e, por isso, dão muito poucas oportunidade aos mental, cultural e espiritualmente ricos para usarem essa riqueza a favor do bem comum, acabando sempre por dar a escolha e o poder aos seus modelos sociais de esperteza – os ricos de dinheiro e àqueles que o parecem, por se pavonearem bem vestidos e bem falantes.

(fim)

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Este postal constitui o último de uma série de textos contendo propostas para um melhor ordenamento demográfico, económico e territorial em Portugal. Ficam aqui em baixo os linques de todos os postais anteriores, para permitir o acesso rápido à série completa.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (1)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (2)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (3)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (4)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (5)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (6)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (7)

 

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (7)

zedeportugal 10/09/2009 @ 17:45

(continuação daqui)

Tudo o que descrevi no texto anterior é, não só perfeitamente exequível, mas também razoavelmente simples de concretizar. Respondendo às questões colocadas:

1ª. Se os senhores Professores Doutores portugueses não quiserem aproveitar a excelente oportunidade de fazer parte de um grupo de investigadores de excelência, não faltarão senhores Professores Doutores espanhóis que não desperdiçarão essa oportunidade.

2ª. Os investimentos são muito moderados, pois as estruturas de base já existem. Basta adaptá-las e equipá-las de forma faseada, à medida que os alunos e as valências forem progredindo e aumentando de número.

3ª. Existindo as estruturas, esta acção pode ser posta em prática muito rapidamente. Bastará um ano, se houver vontade política (e um ministro que não seja gago), para criar e aprovisionar com o essencial os novos cursos e departamentos nas universidades. Bastarão cinco anos para começarem a praticar os primeiros estagiários.

DiscriminaçãoMuito importante: Os novos cursos deverão ser de acesso universal ao contrário deste, aprovado por este governo – como não podia deixar de ser. Estas criaturas quase não fizeram outra coisa durante toda a legislatura: criar regimes de excepção e legislação de aplicação particular ou restrita, o que é gerador de grande injustiça e desigualdade entre os cidadãos.

Por outro lado, a fixação da nova população colonizadora (de anciãos) trar-lhe-á também outras vantagens, nada negligenciáveis. Há uma diminuição das despesas para quem habita em pequenas cidades, vilas e aldeias. Muitos produtos e serviços são efectivamente mais baratos. A vida será, eventualmente, um pouco mais rude, mas muitíssimo mais simples e saudável.

O problema é que quem pode continua a tomar decisões absolutamente opostas à boa Economia.

Já seguir darei um exemplo disto – e não são só os poderes públicos, como verão.

(continua)

Este texto foi publicado primeiro aqui.

Evolução do ensino em Portugal desde 69.

zedeportugal 23/07/2009 @ 18:18
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Ensino: evolução 1969-2009
Sem comentários!
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“Mais alunos, mais sucesso”?

zedeportugal 31/10/2007 @ 04:21

A demagogia galopante do PM e da Dona Lurdes.

 

1º tempo: a demagogia

 

“«Mais alunos e mais sucesso»

2007/10/30 | 13:40 || Hugo Beleza

Resultados 2006/07 do Ensino Secundário são «históricos», diz ministra da Educação que se queixa de um orçamento quase dedicado a pagar salários. Sócrates afirmou que «solução não é pôr dinheiro em cima dos problemas» e que não há memória de tanto ter mudado na Educação.

Insucesso escolar diminuiu para 25%...” [leia o resto]

 

 

2º tempo: a resposta

 

“COMENTÁRIOS DOS LEITORES

...

Henrique Raimundo Silva

2007-10-30 15:03

o sucesso do laxismo

Parece-me que este sucesso, se deve ao baixar da fasquia da exigência, e, ao deixar de haver chumbos por faltas, até vai acabar o analfabetismo em Portugal, continuando a baixar a despesa ao mesmo tempo com a educação.

...

Miguel Pais

2007-10-30 14:56

Tudo falso. É o resultado do facilitismo.

Todos temos a consciência que estes resultados são falsos, nem os dirigentes do Ministério são competentes, nem os professores estão motivados, nem os pais estão interessados. Estes resultados aparecem por um abaixamento de exigência e for um facilitismo que melhora estatísticas e nunca o pais.

O facilitismo resulta do modelo em que Sócrates "fez" a sua "licenciatura", sem estudar, nem por lá os pés.

As facilidades não ajudam ninguém, nem os próprios, pois se todos conseguem o mesmo sem esforço, quando procuram emprego nada os distingue, ..., talvez uma cunha!!! Que é os sistema antigo.

Pensávamos que se pretendia encontrar os melhores.

ASSIM NÃO VAMOS A LADO NENHUM.

...” [leia o resto]

 

 

3º tempo: a demonstração

 

É preciso ser muito pouco inteligente para pensar que se podem enganar os outros indefinidamente. É preciso ser muito ignorante para não conhecer a famosa frase do 16º presidente dos Estados Unidos (no tempo em que os EU ainda tinham presidentes inteligentes), Abraham Lincoln: “You can fool some of the people all of the time, and all of the people some of the time, but you can not fool all of the people all of the time.” (Vocês podem enganar algumas pessoas o tempo todo, e todas as pessoas durante algum tempo, mas não conseguirão enganar toda a gente sempre.)

 

 

4º tempo: a conclusão

 

Os portugueses começam a perceber que têm estado a ser enganados, vigarizados e explorados por incompetentes mal-intencionados. Finalmente! A credulidade e a paciência deste povo mereciam uma condecoração – deixo aqui esta singela sugestão ao PR.

 

"Salmo 36 (35) A JUSTIÇA E A GRAÇA

Salmo individual de súplica. Compõe-se de uma parte sapiencial (1-5), onde se medita sobre a maneira como a maldade domina o homem mau e se instala no seu coração, e uma outra (6-12) em que o salmista exprime a sua fé em Deus como forma de vencer o mal.

1Ao director do coro. Do servo do SENHOR. De David.
2O ímpio tem a lei do pecado no coração.
Para ele não há temor de Deus.
3Ilude-se a si próprio,
para não descobrir nem odiar o seu pecado.
4As palavras da sua boca são falsas e mentirosas,
deixou de ser honesto e de fazer o bem.
5No seu leito maquina a iniquidade;
anda pelo mau caminho
e não quer renunciar ao mal.
...
13Eis como caem por terra os malfeitores,
abatidos, para não mais se levantarem."