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Categoria: MASOQUISMO SOCIAL

Palavras duras mas, infelizmente, verdadeiras sobre a lusa gente de agora.

zedeportugal 16/03/2010 @ 20:14
(...)
O lado trágico está aqui: as eleições não se ganham com verdades; ganham-se com mentiras porque os portugueses preferem-nas. E se existiu erro no consulado de Ferreira Leite foi o de sobrevalorizar a maturidade dos portugueses; a crença ingénua de que era possível falar para adultos. Não é. Para regressar ao poder, não basta ao PSD eleger um líder e esperar que o eng. Sócrates caia da cadeira. É preciso nivelar o discurso com a idade mental do eleitorado.

(Creche e aparece, por João Pereira Coutinho, 14 Março 2010, no CM)
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Mentira que mata
"Por causa da mentira, pessoas foram levadas às fogueiras, inocentes foram condenados à morte, países foram tiranizados, crianças foram sacrificadas, pais de família perderam seus empregos, corações foram dilacerados, casamentos foram desfeitos, pessoas enlouqueceram de dor, pobres ficaram mais pobres, ricos ficaram mais ricos... e a lista pode ir aumentando "ad nauseam"."
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"De forma que a mentira, como ordem social, pode praticar impunemente, todos os assassinatos; como utilitarismo, todos os roubos; como senso prático, todas as tolices e loucuras."
Teixeira de Pascoaes, in "A Saudade e o Saudosismo"
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Um sinónimo de mentira é falsidade. Falsidade é a qualidade daquilo que é falso. Aquilo que é falso não tem valor, não vale nada, como toda a gente sabe... Sabe?
Se os portugueses soubessem isto não escolhiam quem mente para conduzir o país. A apreciação do João Pereira Coutinho é, pois, justa e verdadeira. Infelizmente.
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Quando está perdida uma nação?

zedeportugal 13/03/2010 @ 17:27
T. Couture - The Romans of the DecadenceQuando a Economia do país afunda?
Não. As economias funcionam por ciclos e sempre tiveram e terão altos e baixos. Mais cedo ou mais tarde a Economia recuperará.
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Quando os seus habitantes emigram?
Não. Muitos emigrantes poderão mesmo ajudar a tornar uma má Economia em boa, como é o caso do Brasil.

Quando os políticos são muito incompetentes?
Não. Os políticos também acabam sempre por mudar, mesmo em regimes totalitários, embora isso demore mais tempo e seja mais doloroso que nos regimes democráticos ou para-democráticos (socialistas) como o nosso.

Então, quando está perdida uma nação?
Quando os indivíduos que compõem essa nação deixam de saber distinguir a mentira da verdade, os comportamentos contra-naturais dos que são naturais, a selvajaria da justiça. A História ensina, repetidamente, que as nações desaparecem (ou tornam-se decadentes) quando aceitam a imoralidade.

Nota: Reparem que na origem dos dois primeiros casos  noticiosos lincados como exemplo, no texto acima, existe uma personagem em comum: o actual primeiro ministro deste país.

O apelo à lusa inveja: o segredo da governança de Sócrates.

zedeportugal 05/03/2010 @ 20:59

O IntriguistaGosto normalmente de ler o Gabriel Silva no Blasfémias e concordo muitas vezes com o que escreve. Mas não poderia discordar mais deste texto que ele publicou ontem. Por várias razões.
Por um lado,  pela sua forma acintosa, quase odienta. Por outro lado, pela péssima argumentação a que recorre. Senão vejamos.
Quando escreve “A greve de hoje do funcionalismo do Estado é um insulto a quem procura emprego, a quem está desempregado, a quem tem o emprego em risco...”, terá pensado que pode ser considerado um insulto para todos os que não têm um tecto o facto de ele habitar numa casa, para todos aqueles que não tiveram acesso ao ensino o facto de ele ser letrado, para todos os que têm fome o facto de ele comer todos os dias? Desde quando é que a reivindicação de melhores condições existenciais de uns pode ser considerada um insulto à necessidade de outros?
E, quando escreve “... fazem parte da corporação de privilegiados que, independentemente da sua competência ou incompetência, não correm qualquer risco de verem o seu contrato de trabalho em perigo.” terá consciência de que está a fazer uma generalização e que “toda a generalização é uma hipótese” (Poincaré) potencialmente “perigosa” (Dumas)?
O que lhe dá o direito de considerar incompetente uma enorme e diversa quantidade de pessoas só porque elas têm um determinado tipo de vínculo laboral?

Ao contrário de Gabriel Silva, estou bem contente por haver ainda um pequeno grupo de pessoas que pode usar o constitucional e socialista direito à greve para lutar contra este governo incompetente, falsamente socialista e de pendor totalitário-empresarial. Sim, porque o direito à greve pressupõe que não possa ser “dispensado” imediatamente a seguir quem a faz.
Não faço aqui a apologia nem o detrimento do funcionalismo público ou do exercício do direito à greve. Tudo o que escrevo são meras constatações e a única conclusão que consigo tirar disto é a daquela velha cesárea táctica: (alguém está a) dividir para reinar.
Enquanto a sociedade portuguesa se deixar dividir por este grupo de espertalhaços correligionários de Sócrates, ele continuará a ter o poder... para continuar impunemente a exercitar a sua enorme capacidade de demolir os portugueses, individual e colectivamente.

Declaração de interesses: Não sou funcionário público e tenho algumas (fortes) razões de queixa contra alguns funcionários públicos e o seu instituto, o funcionalismo (que já me foi causador de prejuízos grandes).

Um retrato cru de quem (se) tem governado (em) Portugal.

zedeportugal 17/02/2010 @ 22:23
...
Da segunda maioria absoluta ― a de José Sócrates ― saiu não já o yuppie do status económico-empresarial, mas o jovem Chico-esperto formado na juventude partidária, o Zé Carioca português, o citadino que vive de expedientes políticos, o fura-bolos, o desenrascado, o trapaceiro que não olha a meios para atingir os seus fins sem grande trabalho, o indivíduo sem escrúpulos que não enjeita uma qualquer oportunidade para se encostar a quem quer que seja para trepar na vida ― nem que tenha que fazer que conta que a humilde e analfabeta mãe “é uma parente muito afastada”.
De certa forma, aconteceu um fenómeno de Trickle-down effect segundo Georg Simmel: a moda do yuppie filho do papá rico do tempo de Cavaco Silva, descambou num yuppie que veio da merda do tempo de José Sócrates que subiu na vida à custa do chico-espertismo e do oportunismo político.
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Sócrates chico-esperto modelo

...
A forma de falar e de “enrolar”, a colocação e o tom de voz, os gestos do discurso e o discurso dos gestos, o ar de malandreco que tem o condão de transformar a mentira em apenas um pequeníssimo detalhe que corrobora a verdade da sua boa-fé, a personalidade de borracha que o protege de qualquer queda ético-moral ― estes são os atributos do chico-espertismo do Zé Carioca português que segue o exemplo do seu líder político.

Tirado daqui.

Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.

zedeportugal 09/02/2010 @ 01:05

Tirando dos pobres para dar aos ricos

“Estava há dias a falar com um amigo meu nova-iorquino que conhece bem Portugal.
Dizia-lhe eu à boa maneira do “coitadinho” português:
Sabes, nós os portugueses somos pobres …
Esta foi a sua resposta:
Como podes tu dizer que sois pobres, quando sois capazes de pagar por um litro de gasolina, mais do triplo do que pago eu?
Quando vos dais ao luxo de pagar tarifas de electricidade e de telemóvel 80% mais caras do que nos custam a nós nos EUA?
Como podes tu dizer que sois pobres quando pagais comissões bancárias por serviços e cartas de crédito ao triplo que nós pagamos EUA? Ou quando podem pagar por um carro que a mim me custa 12.000 US Dólares (8.320 EUROS) e vocês pagam mais de 20.000 EUROS, pelo mesmo carro? Podem dar mais de 11.640 EUROS de presente ao vosso governo do que nós ao nosso.
Nós é que somos pobres: por exemplo em New York o Governo Estatal, tendo em conta a precária situação financeira dos seus habitantes cobra somente 2% de IVA, mais 4% que é o imposto Federal, isto é 6%, nada comparado com os 20% dos ricos que vivem em Portugal. E contentes com estes 20%, pagais ainda impostos municipais.
Além disso, são vocês que têm ” impostos de luxo” como são os impostos na gasolina e gás, álcool, cigarros, cerveja, vinhos etc, que faz com que esses produtos cheguem em certos casos até certos a 300% do valor original., e outros como imposto sobre a renda, impostos nos salários, impostos sobre automóveis novos, sobre bens pessoais, sobre bens das empresas, de circulação automóvel.
Um Banco privado vai à falência e vocês que não têm nada com isso pagam, outro, uma espécie de casino, o vosso Banco Privado quebra, e vocês protegem-no com o dinheiro que enviam para o Estado. E vocês pagam ao vosso Governador do Banco de Portugal, um vencimento anual que é quase 3 vezes mais que o do Governador do Banco Federal dos EUA…
Um país que é capaz de cobrar o Imposto sobre Ganhos por adiantado e Bens pessoais mediante retenções, necessariamente tem de nadar na abundância, porque considera que os negócios da nação e de todos os seus habitantes sempre terão ganhos apesar dos assaltos, do saque fiscal, da corrupção dos seus governantes e autarcas. Um país capaz de pagar salários irreais aos seus funcionários de estado e da iniciativa privada.
Os pobres somos nós, os que vivemos nos USA e que não pagamos impostos sobre a renda se ganhamos menos de 3.000 dólares ao mês por pessoa, isto é mais ou menos os vossos 2.080 €uros. Vocês podem pagar impostos do lixo, sobre o consumo da água, do gás e electricidade. Aí pagam segurança privada nos Bancos, urbanizações, municipais, enquanto nós como somos pobres nos conformamos com a segurança pública.
Vocês enviam os filhos para colégios privados, enquanto nós aqui nos EUA as escolas públicas emprestam os livros aos nossos filhos prevendo que não os podemos comprar.
Vocês não são pobres, gastam é muito mal o vosso dinheiro.
Vocês, portugueses ou são uns estúpidos ou uns mansos.”

Copiado daqui:
Psicótic Coiso disse
8 Fevereiro, 2010 às 1:12 am

Anedotas que se contam por aí.

zedeportugal 08/02/2010 @ 16:53

Laugh/Rir

.RAVE vende TGV português a Obama e Putin

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.Autarcas portugueses pedem demissão de Almunia 

Coisas perigosas que se dizem por aí.

zedeportugal 06/02/2010 @ 13:42

Liberdade do pensamento

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“Precisamos de renunciar a uma pequena parte da nossa liberdade para termos toda a liberdade”

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A ‘coisa nossa’ e a democracia orçamental em Portugal.

zedeportugal 25/01/2010 @ 00:27
Cosa nostraOs capi das duas famílias, a primeira e a terceira, reúnem-se agora diariamente para decidir a partilha das colectas futuras  sob seu controle. Ninguém sabe o que verdadeiramente discutem os capi e os seus estados-maiores e nenhuma informação transpira para o exterior. A segunda família, com o poder disperso por muitos piccoli capi e não tendo um verdadeiro capo di tutti i capi preferiu não participar nestas reuniões, esperando que se mantenham os privilégios e as demarcações territoriais anteriores.

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O texto acima é uma das muitas formas possíveis de caracterizar estas estranhas negociações à porta fechada entre o líder dos nacionais socialistas e o seu homólogo dos nacionais centristas, para a aprovação desse fantástico exercício de futurologia a que os burocratas deram o nome de Orçamento de Estado, e deste em particular que, como toda a gente sabe, irá salvar a nação das garras da pobreza, do desemprego e do opróbio da bancarrota. Ou não...

O que é que isto tem que ver com democracia? Nada.
A propósito, recomendo a leitura do texto de José Adelino Maltez intitulado “Porque hoje é o dia do senhor e não haverá a urgente revolta dos escravos”, publicado aqui e aqui também.

A lição de Sócrates*

zedeportugal 16/01/2010 @ 21:47

Escola salazarista

Hoje o "grande líder" socialista "dedicou a manhã a escolas da Região Norte".

Às tantas, na escola António Sérgio em Vila Nova de Gaia, botou faladura, e disse (conforme pode ouvir-se aqui):

- (ao minuto 00:55) Nunca, nunca, nos últimos 100 anos foi feito tamanho investimento, tamanha concentração de investimento, nas escolas públicas portuguesas.

Como? Esta criatura não terá ouvido falar do Plano dos Centenários ordenado pelo seu histórico homólogo Salazar? Os problemas que se poderiam ter evitado para o país com a simples e popular mezinha da malagueta na língua na infância do mentiroso...

- (aos minutos 01:05 e 01:14) No fundo trata-se de recuperar o tempo perdido. (...) No fundo trata-se de em poucos anos fazer todo o trabalho que está para fazer.

Ah! Cá está a explicação dos actuais problemas na Educação! É preciso recuperar o tempo perdido pelo primeiro ministro anterior, fazer rapidamente todo o trabalho que esse indivíduo se mostrou incapaz de fazer...

*Por analogia com "A lição de Salazar", uma série de sete cartazes editados em 1938 e distribuídos por todas as escolas primárias do país.

Pôr o estróina a gerir o orçamento?

zedeportugal 12/01/2010 @ 16:28
1ª páginaQue família ou empresa dariam a gestão do seu orçamento e património ao parente ou administrador mais estróina?

Nenhuma, dirão - pelo menos em seu perfeito juízo. Isso seria o descalabro!

Então, porque fazem os portugueses e portuguesas repetidamente, insistentemente, essa escolha?

 

Relatório Saer: Grandes investimentos públicos "dificilmente serão imediatamente justificáveis"
Lisboa, 12 Out de 2009 (Lusa) - Visão

Ministro das Obras Públicas admite contenção no investimento e lamenta atraso do novo aeroporto
07/01/10, OJE/Lusa

Nota: Recomendo a leitura deste texto do Rui Botelho Rodrigues no seu novo blogue Sem Governo.