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Categoria: POBREZA

O maior mediador imobiliário de Portugal é o fisco.

zedeportugal 02/03/2010 @ 19:14

(Em confirmação deste postal publicado aqui no Jardim há mais de dois anos.)

Uma conhecida  grande empresa de mediação imobiliária em Portugal publicita-se afirmando: Ninguém em Portugal vende mais casas que a (nome da empresa) - Vendemos 2 casas por hora.

Vendemos 2 casa por hora 

Trata-se de  publicidade enganosa, como pode facilmente verificar-se através do texto desta notícia:

...
Desde o início do ano o Fisco vendeu 3.507 casas penhoradas, o que equivale a 90 casas por dia, segundo os dados da Direcção-Geral dos Impostos. O número representa um aumento do ritmo de venda, já que no ano passado, o organismo liderado por Azevedo Pereira vendeu uma média de 72 casas penhoradas por dia.
...

(Fisco vende 90 casas penhoradas por dia, Paula Cravina de Sousa, 09/02/10, Diário Económico)

Feitas as contas, para permitir a comparação,

90 casas/dia : 24 horas = 3,75 casa/hora

o fisco vende aproximadamente 4 casas por hora, o dobro da referida empresa.

Para além duma vergonhosa concorrência desleal num importantíssimo sector comercial, a qual provoca uma enorme distorção no mercado do imobiliário nacional, esta acção do Estado  socialista - através da sua Administração Fiscal - é a continuação do verdadeiro capitalismo de Estado que tem lugar há mais de 30 anos em Portugal.

Não perca um dos próximos postais onde será explicada e devidamente fundamentada esta última afirmação.

Portugal definitivamente apanhado na espiral do sobreendividamento.

zedeportugal 25/02/2010 @ 01:12

Acalmar o mercadoO Estado português emite mais dívida, cada vez mais cara, para suportar as obrigações resultantes da dívida acumulada anterior.

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É o que diz, de facto, a notícia seguinte - embora possa não parecer aos menos atentos:

O Instituto de Gestão do Crédito colocou esta manhã uma emissão de mil milhões de euros em obrigações do tesouro a cinco anos. Os títulos irão pagar um juro de 3,498%, bem acima dos 2,759% da emissão similar realizada em Novembro.
...
A diferença de quase 75 pontos base reflecte o aumento da pressão dos investidores sobre a dívida portuguesa e a situação das contas pública nacionais,
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Esta é a segunda emissão de obrigações em duas semanas, um "timing" que procura aproveitar uma relativa maior acalmia nos mercados,
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A emissão de hoje é a terceira de 2010, depois da colocação de 3.000 milhões numa nova obrigação a dez anos a 10 de Fevereiro.
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Alberto Soares reconheceu ontem que a situação no mercado "é exigente" e que, por isso, é necessário "estar atento às janelas de oportunidade que se abram no mercado".
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o maior receio, de acordo com uma análise recente do Morgan Stanley, é de que algum problema de liquidez pontual leve o País a falhar os pagamentos num momento específico.
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o mês mais crítico será Maio, altura em que Portugal terá de se refinanciar em 4 mil milhões de dólares para pagar juros e obrigações que maturam, isto numa altura em que também outros países estarão no mercado.
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(Portugal paga juro de 3,5% na emissão de mil milhões em obrigações, Nuno  Carregueiro, 24 Fevereiro 2010, Jornal de Negócios)

 

A dívida externa portuguesa vai continuar a crescer 10% ao ano.

zedeportugal 01/02/2010 @ 20:00

Em média.

Constancio sopra

Pensem numa grande família em que os gastos são superiores aos rendimentos há muitos anos. Essa é a imagem da nação portuguesa.

... Daqui a dois anos, diz o banco [de Portugal], a factura anual que Portugal terá de pagar ascenderá a praticamente 10 mil milhões de euros, um valor que poderá contribuir para limitar futuras tentativas dos agentes económicos nacionais de pedir mais crédito ao estrangeiro.
(Endividamento externo volta a bater recordes, 13.01.2010, Público)

Imaginem, agora, que os chefes dessa família só pensam em gastar ainda mais. Essa é a imagem do governo português.

O ministro das Finanças considera que o endividamento externo não é um problema central da economia portuguesa, mas antes um reflexo da fraca competitividade do país, que pode ser melhorada com uma aposta no investimento público. ...
("Investimento público é central" para combater problema do endividamento externo, Pedro Romano, 28 Janeiro 2010, Negócios)

O que deverá fazer cada um dos membros desta família dada como exemplo? Isto é o que cada português(a) tem que pensar muito a sério, mais cedo ou mais tarde - e, quanto mais tarde pior, acreditem.

Bote ao fundo

Internal deficits are sometimes blamed for external deficits, especially if both are chronic.

Ajuda internacional no Haiti:

zedeportugal 30/01/2010 @ 20:46
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Sem título - Miung Lae
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Correm, têm sete ou oito anos, acompanham o ritmo do camião das Nações Unidas: "Água!, água!", gritam num espanhol que nos soa a português. São os primeiros a tentar, mas não são os únicos.
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Aqui vale a lei do mais forte. ...

(Guerra humanitária no Haiti, 2010-01-28, João Guerreiro, JN)
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Pôr o estróina a gerir o orçamento?

zedeportugal 12/01/2010 @ 16:28
1ª páginaQue família ou empresa dariam a gestão do seu orçamento e património ao parente ou administrador mais estróina?

Nenhuma, dirão - pelo menos em seu perfeito juízo. Isso seria o descalabro!

Então, porque fazem os portugueses e portuguesas repetidamente, insistentemente, essa escolha?

 

Relatório Saer: Grandes investimentos públicos "dificilmente serão imediatamente justificáveis"
Lisboa, 12 Out de 2009 (Lusa) - Visão

Ministro das Obras Públicas admite contenção no investimento e lamenta atraso do novo aeroporto
07/01/10, OJE/Lusa

Nota: Recomendo a leitura deste texto do Rui Botelho Rodrigues no seu novo blogue Sem Governo.

O filho do carpinteiro e os cardeais.

zedeportugal 26/12/2009 @ 00:54

Na madrugada de ontem, dia de Natal, contrariamente ao que é costume havia uma televisão acesa na sala onde me encontrava a passar a consoada. Estava sintonizada no canal que transmitia em directo as celebrações natalícias no Vaticano.

Vaticano - S. PedroSem tomar muita atenção, fui contudo olhando para o sumptuoso interior da catedral de S. Pedro, para as vestes púrpura e alvo-douradas dos cardeais, para a riquíssima ambiência criada para a ocasião.

O filho do carpinteiroSubitamente, atingiu-me como uma pancada a lembrança daquilo que estava ali a ser comemorado: o nascimento de alguém a quem viria a ser dado o nome de Jesus, filho humilde de um pobre carpinteiro e de uma simples mulher chamada Maria, no interior de um estábulo com animais, nos arredores de uma pequena cidade chamada Belém, situada na Judéia – actual Cisjordânia.

O mesmo Jesus que 30 anos depois iria aplicar a Si mesmo as palavras iniciais do capítulo 61 do lívro do profeta Isaías: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me a proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; a mandar em liberdade os oprimidos, ...» (cf. Lucas 4, 18-19).

E aqueles que ali estavam visíveis no pequeno ecrã eram, nem mais nem menos, os discípulos dos discípulos desse Jesus que os enviou em serviço aos povos “depois de lhes ter dado as seguintes instruções: (...) Recebestes de graça, dai de graça. Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos; nem alforge para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado; pois o trabalhador merece o seu sustento.” (Mateus 10, 5-10)

Então, a minha mente e a minha alma perturbaram-se com tão evidente hipocrisia.
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Os faz-de-conta-que-são-socialistas que governam

zedeportugal 26/11/2009 @ 17:45

Socialismoesta espécie de país estão convencidos que se expulsarem os sem-abrigo eles deixarão de existir!

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Um dos voluntários da Comunidade Vida e Paz conta-me que os novos ocupantes dos ministérios do Terreiro do Paço deram ordens para que as carrinhas que fazem as rondas noturnas (distribuindo mais que alimentos…) deixassem de parar por ali. Era debaixo das arcadas do Terreiro do Paço que muitos sem-abrigo se acolhiam para passar a noite, mas agora tiveram de encontrar novos abrigos.
É certo que a notoriedade arquitectónica do espaço é maculada pela presença destes indesejáveis – pelo menos assim parecem pensar os novos mandantes dos ministérios ali residentes. ...

(Solidariedade, publicado em Novembro 26, 2009, no Insurgente)

Estou indignado.

Se não fosse tão avesso ao uso de palavrões estava agora capaz de dizer, m**da para eles.

17 de Outubro - Dia Mundial Para a Erradicação da Pobreza.

zedeportugal 17/10/2009 @ 12:42
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Alguns linques para sítios de organizações que desenvolvem acções de combate à pobreza:

Desafio Miqueias

Desafio 2015

Pobreza Zero

Plataforma Portuguesa das Organizações Não Governamentais para Desenvolvimento
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O socialismo 'da treta' e o aumento da pobreza em Portugal.

zedeportugal 16/10/2009 @ 17:53

Treta de eliteEnquanto a comunicação social e a blogosfera se entretêm com as parvoíces que disse uma qualquer actriz brasileira loura há muito tempo atrás (quem terá encomendado esta manobra de diversão?), a realidade quotidiana dos portugueses continua a degradar-se a passos largos.

"Os portugueses continuam a empobrecer". A conclusão é da Assistência Médica Internacional de acordo com dados recolhidos no primeiro semestre do ano. Assistência Médica Internacional (AMI) diz que há uma nítida tendência para um crescente número de casos de pobreza e que a grande maioria das pessoas que pede auxílio encontra-se em plena idade activa, entre os 21 e os 59 anos de idade. ... (Pobreza em Portugal não pára de crescer, 2009-10-15, JN)

E porquê?

Desemprego e sobre-endividamento são as causas que estão por detrás da maioria dos novos casos da Cáritas. “O mais preocupante é que este problema tende a crescer e a agravar-se nos próximos meses”, reconheceu José Alves, responsável da Cáritas Diocesana de Aveiro, destacando os casos em que o chefe de família tinha um pequeno negócio que acaba por falir. “São famílias que, na maioria, eram financeiramente suportadas pelo pequeno negócio e que, de uma hora para a outra, se vêem sem nada e cheias de dívidas. Como não têm direito a subsídio de desemprego, é o caos”, refere. ... (Pobreza: Cada vez há mais famílias aflitas, 2009-10-16, Diário de Aveiro)

A actividade económica em Portugal está exangue. Os números dos casos de carência económica grave e das falências são assustadores.

A razão porque os efeitos da recessão não foram tão drasticamente visíveis em Portugal como noutros países é resultado do estado prévio quase inanimado da sua Economia, facto que foi muito bem aproveitado pelos anteriores (e próximos) primeiro-ministro e ministro da Finanças para demagogicamente fazerem crer que o país “não estava a sofrer como outros os efeitos da crise”. O arrefecimento de um organismo já frio é muito menos visível e doloroso que o arrefecimento de um organismo que estava quente; o problema é que esse organismo super arrefecido poderá nunca mais aquecer – a esse estado chama-se comatoso.

O que faz o governo entretanto?

As escolas do 1.º ciclo vão começar a distribuir até final do mês frutas e produtos hortícolas às crianças, ao abrigo de uma portaria que visa contribuir para a promoção de hábitos de consumo de alimentos benéficos para a saúde. A medida, de que vão beneficiar perto de 500 mil alunos, custará ao Estado cinco milhões de euros. ... (Escolas do 1.º ciclo vão distribuir frutas e legumes a 500 mil crianças, 13/10/2009, Público)

Com milhares de famílias em situação de desemprego, seguramente com crianças a passar fome, o paternal e todo poderoso Estado socialista gasta 5 milhões de euros a dar fruta aos meninos na Escola, em vez de investir na criação de condições de subsistência para essas famílias. Eis o paradigma económico socialista: gastar em vez de investir.

É revoltante e uma enorme injustiça para aqueles que lutam para conseguir suprir as necessidades dos seus filhos, e é também uma péssima lição de Economia às crianças, que passarão a desvalorizar tanto a fruta como o trabalho necessário para a obter.

Quem manda redigir e aprova esta portaria (deveria chamar-se, com toda a propriedade, porcaria) demonstra uma enorme ignorância pedagógica, didáctica e social. Só um indivíduo muito ignorante (ou muito estúpido) pode pensar que as boas práticas alimentares se conseguem à custa da distribuição gratuita – duas vezes por semana!  de um determinado tipo de alimentos na Escola.

Os maus hábitos alimentares vêm de casa, por más escolhas, maus exemplos, carências económicas e culturais. E, já agora, o que diz a portaria sobre a venda nos recintos escolares, nos bares e em máquinas automáticas, de uma imensa variedade de má comida (junk food)?

É isto o socialismo “da treta” – mais pragmaticamente explicado aqui.

Tem que dar-se razão ao que escreve Vasco de Graça Moura aqui.

 

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (4)

zedeportugal 29/08/2009 @ 02:06

(continuação daqui)

Temos gente, sim senhor.

Muita gente, boa gente, muito capaz. Gente que até há pouco tempo atrás foi simplesmente esquecida, desaproveitada, e que agora, com a desculpa da “sustentabilidade” da Segurança Social, os socialistas decidiram obrigar a trabalhar quase até à morte.

VelhiceJá perceberam a que grupo populacional me estou a referir: os velhos.

(Desculpem eu não me referir a eles com os termos politicamente correctos com que os socialistas e outros intelectuais(cof, cof) se lhes referem – seniores(?!), idosos, terceira idade – mas já não suporto tanta hipocrisia!)

Mas os velhos não querem instalar-se no interior - dirão.

Para já, é verdade. No entanto, não é muito difícil saber porquê, pois não?

(continua)

Este texto foi também publicado aqui.