Categoria: PRECARIEDADE
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (1)
.Mais cedo ou mais tarde (e, quanto .mais tarde pior) algum governo – .quiçá, poderia até ser já o .próximo? – irá perceber a lição que .a História está fartinha de nos dar: .que o crescimento económico de .um país tão pequeno como .Portugal só pode fazer-se à custa .da ocupação de território mais .amplo.
.Mas, cuidado! A diáspora deixou de .ser solução, mesmo aquela que tem .sido tão incentivada pelo actual .governo socialista (espero que brevemente, apenas de má memória) para Angola.
Porquê Angola? É tão simples como isto: porque a nova emigração para a Europa – e quem diz Europa, poderia dizer Austrália, Nova Zelândia, ou qualquer outro país onde as condições existenciais sejam mais favoráveis que por cá – já não envia para Portugal o seu aforro.
E, porque já não é solução a diáspora? Porque o país se colocou numa situação de dilema fatal: exporta os seus melhores e mais jovens efectivos populacionais para obter capital, mas precisa desesperadamente desses efectivos para construir o seu próprio futuro.
O que fazer, pois, perante este dilema?
(continua)
Nota: Até porque ainda nem sequer falei de Pareto, como terão reparado.
Este texto foi publicado também aqui.
A figura chave do próximo governo,
seja ele qual for, será o ministro da Economia e Finanças – dito assim, sem lapso algum.
Como alguns (poucos?) saberão, a Economia nacional está à beira do ponto de não retorno – e já teria provavelmente claudicado e sido entregue (novamente) nas garras do FMI, não fora a muleta europeia.
Portugal não precisa mesmo (nem nunca precisou, enfim!) é de mais dois ministros como estes que infelizmente tem tido, um das campanhas “allgarve” e “west coast” acompanhado pelo outro “dos impostos”, “da recuperação do défice nem que isso nos mate” e das soluções “de sebenta” para todos os problemas. Se do primeiro já não há mais nada a dizer – após o incidente dos dedinhos – para ilustrar a sua enorme... hum, desadequação(?), do segundo ainda mal se começou a falar – pelo menos nas análises cá de dentro, pois lá de fora o Finantial Times já nos avisou de há muito que tempo que temos “o pior ministro da Finanças europeu”.
Portugal precisa, absolutamente, de alguém que pare a vampirização estatal dos que querem empreender e trabalhar, criar riqueza e emprego; de alguém que promova o primado da Economia “da procura” (market economy) e “da produção” (Econometrics) em vez da Economia “da oferta” (supply-side economics) e “de comando e controle” (centrally planned economy); de alguém que preconize novos paradigmas de desenvolvimento adaptados à realidade portuguesa, em vez dos modelos dos manuais de Economia – porque as receitas dos livros só podem ser cozinhadas quando se possuem todos os ingredientes nas quantidades ali indicadas, coisa que nunca acontece em casa de gente pobre. Sim: nós portugueses (nação e território) não somos ricos – a não ser, talvez?, em ideias – ao contrário do que propalam os políticos do discurso mentiroso e demagógico travestido de optimismo. E, infelizmente, afugentamos sistematicamente para o estrangeiro as pessoas com as melhores ideias...
Nenhuma civilização se desenvolveu, nem poderia fazê-lo, sem resolver os problemas fundamentais da satisfação das necessidades humanas básicas; do mesmo modo, ninguém (em seu juízo perfeito) se dedica à investigação de micro-processadores se não puder garantir o seu sustento (no mínimo, comida e abrigo). Mas, é exactamente isso que tem sido preconizado pelo actual governo socialista para este pobre país. As actividades produtivas de base (agricultura, pescas) são negligenciadas, tal como as indústrias de base, e o governo socialista preconiza “o desenvolvimento” através de muito apregoados e pífios “planos tecnológicos”.
Consigo lembrar-me de 2 ou 3 pessoas capazes de fazer as imprescindíveis mudanças do modelo de desenvolvimento económico em Portugal . Não vou apontar nomes, obviamente, mas alguns saberão quem são os que correspondem ao perfil descrito. Posso, no entanto, acrescentar (embora fosse, provavelmente, desnecessário) que nenhum deles é do partido socialista.
---
Este texto foi publicado primeiro aqui.
Um acto da mais elementar justiça,
que o Zézito e "sus muchachos" conseguem transformar em "favor" eleitoralista*:
.
No Conselho de Ministros de hoje, o Governo procedeu à alteração que dispensa os contribuintes que não tenham contabilidade organizada para efeitos de IRS do envio, por meios electrónicos, da declaração, anexos e mapas actualmente exigidos na lei.
A medida visa “eliminar obrigações sucessórias que se vieram a revelar desproporcionadas em termos de custo/benefício e sem contrapartida relevante para a administração tributária”, refere o comunicado do Conselho de Ministros. (Governo muda Código do IVA para recibos verdes, 07.05.2009, por João Manuel Rocha, no Público)
*e ainda "ganhar umas massas":
Contudo, uma vez mais e como já vem sendo hábito desta facção que governa o país, nunca nada é aquilo que parece:
No entanto, no dia 14 de Abril de 2009, foram novamente aplicadas coimas às/aos trabalhadoras/es a recibo verde, de 154,50€ por cada ano em falta, pelo facto de não terem entregue alguns anexos da IES-DA, multas estas que não foram ainda revogadas!
Perante este cenário de multas sucessivas, e atendendo ao facto de que as coimas aplicadas a 14 de Abril de 2009 não foram ainda revogadas, o FERVE considera ser da mais elementar justiça que o Governo proceda à anulação destas multas, tal como já havíamos solicitado. (CONSEGUIMOS! - Governo anula obrigatoriedade de entrega da Declaração Anual do IVA! em 07 Maio 2009, no blogue do FERVE)
Mas o Zézito está iludido. É muito tarde para piruetas. Os portugueses podem ser brandos, mas não são estúpidos. Todos aqueles que sofreram as governativas e estatais prepotências, injustiças, perseguições (e já são tantos, caramba!) não se esquecerão de quem lhas fez no dia em que forem às urnas.
Hoje não esquecer: MayDay, MayDay!
Precário(a), temporário(a), estagiário(a), desempregado(a), explorado(a), vai manifestar-te HOJE pelo TEU DIREITO a seres TRATADO COMO UMA PESSOA.
Em Lisboa: concentração ao meio-dia no Largo Luís de Camões. Ainda tens tempo - o desfile é só às 2 e meia da tarde.
No Porto: concentração ao meio-dia na Praça dos Poveiro. Ainda vais a tempo. Leva "morfes" e partilha, porque vai lá haver muita gente gira de certeza.
Se tu não cuidares de ti, quem cuidará?


Do Melhor
Linkk
del.icio.us














