(continuação daqui)
Porque evita esta acção a criação de empregos subsidiados?
A resposta é óbvia: Porque gera verdadeiros empregos. Vejamos como.
Basta ter presentes duas ordens de conhecimentos:
1. A Teoria das Elites, de Pareto (é verdade, uma vez mais o Pareto).
2. As cidades portuguesas onde existam universidades e hospitais de dimensão supra-distrital.
A criação de Hospitais Universitários nas maiores cidades do interior deslocará para lá, imediatamente, uma elite e uma
mão-de-obra inicial (digamos assim) – excelentes professores médicos e muitos estudantes.
De seguida, e em consequência, uma massa populacional essencialmente composta por reformados e pensionistas irá deslocar-se para essas cidades e fixar-se aí a pouco e pouco (comodidade), por causa da sua carência (necessidade) e aproveitando a oferta de qualidade (oportunidade).
Finalmente, tenha-se presente que a maioria das pessoas que constitui este último grupo populacional aufere um rendimento fixo e permanente que não depende (directamente) de um emprego. Contudo, o efeito multiplicador de toda a estrutura de serviços criada e do somatório de todos estes rendimentos (ainda que individualmente pequenos) será enorme e criará muito rapidamente um amplo mercado de trabalho.
Antecipo as vossas perguntas: Mas, isto é exequível? Os senhores doutores quererão deslocar-se para fora dos grandes centros urbanos? Não serão necessários investimentos demasiado elevados? Não demora demasiado tempo a por uma coisa destas em andamento?
Leia já a seguir as respostas a todas estas perguntas.
(continua)