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Categoria: TERRITÓRIO

Agora, só falta aqui é... cimento!

zedeportugal 24/10/2009 @ 18:47
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Como é curta a memória deste povo!
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O vídeo de anúncio do documentário Pare, Escute, Olhe foi encontrado aqui, no blogue Risco Contínuo.

No mesmo blogue, recomenda-se também a leitura do postal Iniciativa de aplaudir!...
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Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (8)

zedeportugal 15/09/2009 @ 02:20

(continuação daqui)

Na Suíça, por exemplo, isto não seria provavelmente construído na capital. (clique na imagem para ver de que se trata)

Centro de Investigação Champalimaud

 

Escolher-se-ia um lugar tranquilo, numa bela encosta , a cerca de meia hora de automóvel de uma cidade maior. De preferência, nas proximidades de uma pequena vila ou aldeia com uma estação de caminho de ferro. (clique na imagem)

Paul Scherrer Institut

(Posso afirmar isto porque lá trabalhei e tive contactos próximos com gente responsável pelo ordenamento do território que conduzia processos de decisão de empreendimentos deste género.)

Por cá "planta-se" mesmo à beira do Tejo, junto à barulhenta Doca-Pesca, num lugar com trânsito intenso, justificando essa localização com paleio deste teor:

O Centro Champalimaud ficará implantado na zona ribeirinha de Pedrouços. É um local privilegiado, perto da Torre de Belém, e onde o rio se encontra com o Oceano Atlântico e de onde os navegadores portugueses partiram há cinco séculos em busca do ‘desconhecido’. A presença de um centro de investigação científica de excelência e de reputação internacional alavanca o legado histórico desta zona e estabelece uma ponte inspiradora entre as “Descobertas” e a sempre actual epopeia das descobertas científicas.

São inúmeros os locais neste país onde este Centro de Investigação poderia localizar-se alternativamente e com vantagens de muitos tipos.

A observação original de Pareto (antes da generalização, por vezes absurda, que alguns lhe deram) era a de que 80% da riqueza mundial estava na posse de 20% da população. Ele referia-se à riqueza medida pelo Produto Nacional Bruto. Mas a mesma proporção se aplicará, por certo e infelizmente, às riquezas mental, cultural e espiritual.
O particular problema português relativamente a esta (quase) invariância é o da esperteza. Os 80% que não possuem qualquer espécie de riqueza são todos espertos e, por isso, dão muito poucas oportunidade aos mental, cultural e espiritualmente ricos para usarem essa riqueza a favor do bem comum, acabando sempre por dar a escolha e o poder aos seus modelos sociais de esperteza – os ricos de dinheiro e àqueles que o parecem, por se pavonearem bem vestidos e bem falantes.

(fim)

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Este postal constitui o último de uma série de textos contendo propostas para um melhor ordenamento demográfico, económico e territorial em Portugal. Ficam aqui em baixo os linques de todos os postais anteriores, para permitir o acesso rápido à série completa.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (1)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (2)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (3)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (4)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (5)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (6)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (7)

 

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (7)

zedeportugal 10/09/2009 @ 17:45

(continuação daqui)

Tudo o que descrevi no texto anterior é, não só perfeitamente exequível, mas também razoavelmente simples de concretizar. Respondendo às questões colocadas:

1ª. Se os senhores Professores Doutores portugueses não quiserem aproveitar a excelente oportunidade de fazer parte de um grupo de investigadores de excelência, não faltarão senhores Professores Doutores espanhóis que não desperdiçarão essa oportunidade.

2ª. Os investimentos são muito moderados, pois as estruturas de base já existem. Basta adaptá-las e equipá-las de forma faseada, à medida que os alunos e as valências forem progredindo e aumentando de número.

3ª. Existindo as estruturas, esta acção pode ser posta em prática muito rapidamente. Bastará um ano, se houver vontade política (e um ministro que não seja gago), para criar e aprovisionar com o essencial os novos cursos e departamentos nas universidades. Bastarão cinco anos para começarem a praticar os primeiros estagiários.

DiscriminaçãoMuito importante: Os novos cursos deverão ser de acesso universal ao contrário deste, aprovado por este governo – como não podia deixar de ser. Estas criaturas quase não fizeram outra coisa durante toda a legislatura: criar regimes de excepção e legislação de aplicação particular ou restrita, o que é gerador de grande injustiça e desigualdade entre os cidadãos.

Por outro lado, a fixação da nova população colonizadora (de anciãos) trar-lhe-á também outras vantagens, nada negligenciáveis. Há uma diminuição das despesas para quem habita em pequenas cidades, vilas e aldeias. Muitos produtos e serviços são efectivamente mais baratos. A vida será, eventualmente, um pouco mais rude, mas muitíssimo mais simples e saudável.

O problema é que quem pode continua a tomar decisões absolutamente opostas à boa Economia.

Já seguir darei um exemplo disto – e não são só os poderes públicos, como verão.

(continua)

Este texto foi publicado primeiro aqui.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (6)

zedeportugal 02/09/2009 @ 15:45

(continuação daqui)

Porque evita esta acção a criação de empregos subsidiados?

A resposta é óbvia: Porque gera verdadeiros empregos. Vejamos como.

Basta ter presentes duas ordens de conhecimentos:

1. A Teoria das Elites, de Pareto (é verdade, uma vez mais o Pareto).

2. As cidades portuguesas onde existam universidades e hospitais de dimensão supra-distrital.

A criação de Hospitais Universitários nas maiores cidades do interior deslocará para lá, imediatamente, uma elite e uma Seguidoresmão-de-obra inicial (digamos assim) – excelentes professores médicos e muitos estudantes.

De seguida, e em consequência, uma massa populacional essencialmente composta por reformados e pensionistas irá deslocar-se para essas cidades e fixar-se aí a pouco e pouco (comodidade), por causa da sua carência (necessidade) e aproveitando a oferta de qualidade (oportunidade).

Finalmente, tenha-se presente que a maioria das pessoas que constitui este último grupo populacional aufere um rendimento fixo e permanente que não depende (directamente) de um emprego.  Contudo, o efeito multiplicador de toda a estrutura de serviços criada e do somatório de todos estes rendimentos (ainda que individualmente pequenos) será enorme e criará muito rapidamente um amplo mercado de trabalho.

Antecipo as vossas perguntas: Mas, isto é exequível? Os senhores doutores quererão deslocar-se para fora dos grandes centros urbanos? Não serão necessários investimentos demasiado elevados? Não demora demasiado tempo a por uma coisa destas em andamento?

Leia já a seguir as respostas a todas estas perguntas.

(continua)

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (5)

zedeportugal 29/08/2009 @ 15:42

(continuação daqui)

 

Serviço Nacional de Saúde

E a resposta certa é... maus cuidados de saúde.

Experimentem os governantes a investir na excelência da prestação de cuidados de saúde nas cidades do interior e verão que a parte (cada vez maior) da gente que deles precisa se deslocará para lá.

Como sabe se isso resultará, perguntam os meus leitores?

Claro que resulta! A experiência está feita. Descubram quantas pessoas se deslocam diariamente e se estabelecem por períodos mais ou menos longos na cidade de Coimbra, por causa dos Hospitais da Universidade e de toda a estrutura privada de prestação de cuidados de saúde criada na sua envolvente.

E, a parte mais interessante desta acção, é que não haverá necessidade dos governos andarem a criar falsos empregos subsidiados.

Veja já a seguir porquê.

(continua)

Este texto foi também publicado aqui.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (2)

zedeportugal 26/08/2009 @ 17:49

Densidade populacional em Portugal(continuação daqui)

É simples.

Basta levar os portugueses a ter vontade de ocupar o seu próprio território, emigrar cá dentro, inverter o processo de desertificação populacional do país: Portugal tem agora aproximadamente 80 por cento da sua população em apenas 20 por cento do seu espaço territorial.

(Aplica-se aqui, directamente, o conhecido Princípio de Pareto ou regra dos 80-20.)

Mas, isso é impossível! – dirão alguns dos meus (poucos) leitores.

(Se aquilo que me move fosse um socialista desejo de poder, seria este o momento de parar este texto e declarar: - Caros concidadãos, tenho a solução para este grave problema da sociedade portuguesa, bastando que me elejam com maioria absoluta para que eu possa pô-la em prática.)

Não é. E, eu (como sou parvo) vou postar aqui a solução. A seguir...

(continua)

Nota: Clique na imagem para ver maior.

Este texto foi publicado também aqui.