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Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (8)

(continuação daqui)

Na Suíça, por exemplo, isto não seria provavelmente construído na capital. (clique na imagem para ver de que se trata)

Centro de Investigação Champalimaud

 

Escolher-se-ia um lugar tranquilo, numa bela encosta , a cerca de meia hora de automóvel de uma cidade maior. De preferência, nas proximidades de uma pequena vila ou aldeia com uma estação de caminho de ferro. (clique na imagem)

Paul Scherrer Institut

(Posso afirmar isto porque lá trabalhei e tive contactos próximos com gente responsável pelo ordenamento do território que conduzia processos de decisão de empreendimentos deste género.)

Por cá "planta-se" mesmo à beira do Tejo, junto à barulhenta Doca-Pesca, num lugar com trânsito intenso, justificando essa localização com paleio deste teor:

O Centro Champalimaud ficará implantado na zona ribeirinha de Pedrouços. É um local privilegiado, perto da Torre de Belém, e onde o rio se encontra com o Oceano Atlântico e de onde os navegadores portugueses partiram há cinco séculos em busca do ‘desconhecido’. A presença de um centro de investigação científica de excelência e de reputação internacional alavanca o legado histórico desta zona e estabelece uma ponte inspiradora entre as “Descobertas” e a sempre actual epopeia das descobertas científicas.

São inúmeros os locais neste país onde este Centro de Investigação poderia localizar-se alternativamente e com vantagens de muitos tipos.

A observação original de Pareto (antes da generalização, por vezes absurda, que alguns lhe deram) era a de que 80% da riqueza mundial estava na posse de 20% da população. Ele referia-se à riqueza medida pelo Produto Nacional Bruto. Mas a mesma proporção se aplicará, por certo e infelizmente, às riquezas mental, cultural e espiritual.
O particular problema português relativamente a esta (quase) invariância é o da esperteza. Os 80% que não possuem qualquer espécie de riqueza são todos espertos e, por isso, dão muito poucas oportunidade aos mental, cultural e espiritualmente ricos para usarem essa riqueza a favor do bem comum, acabando sempre por dar a escolha e o poder aos seus modelos sociais de esperteza – os ricos de dinheiro e àqueles que o parecem, por se pavonearem bem vestidos e bem falantes.

(fim)

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Este postal constitui o último de uma série de textos contendo propostas para um melhor ordenamento demográfico, económico e territorial em Portugal. Ficam aqui em baixo os linques de todos os postais anteriores, para permitir o acesso rápido à série completa.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (1)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (2)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (3)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (4)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (5)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (6)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (7)

 

Descansa em paz, minha amiga Madalena.

Partiste tão de repente que nem deste tempo a muitos dos teus amigos para se despedirem de ti. Mas também viveste assim, sempre cheia de pressa e afazeres. O que torna ainda mais valiosa a tua disponibilidade para me ajudares no dia em que precisei. Obrigado, amiga.
Deixo aqui esta pequena balada em tua memória, neste dia em que o teu corpo desceu à sua última morada. Não sei se tiveste tempo para perceber o quanto Jesus gostava de ti, mas quero acreditar que sim.
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Jesus loved me
This I know
Why on earth did I ever let him go
He was always faithful
He was always kind
But he walked off with this heart of mine
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Para acabar de vez com a mentira da 'ingovernabilidade'.

É preciso desmontar completamente a mentira da "ingovernabilidade" com que o PS e o PSD teimam em assustar os portugueses.

Vejamos, por exemplo, os resultados das últimas eleições na Bélgica (10 Junho 2007):
Nota: clique em cada uma das imagens para ver os quadros e gráficos maiores.

1. Distribuição dos votos entre os partidos concorrentes para a Câmara dos Representantes do Parlamento belga (que corresponde, aproximadamente, à Assembleia da República portuguesa) nas eleições de 2007:

Chambre de Répresentents belge 2007
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2. Comparativo do número de lugares que cada partido obteve na Câmara dos Representantes do Parlamento belga nas eleições de 2003 e nas de 2007 (vejam como os partidos socialistas, que lá são dois, perderam imensos lugares em 2007):
Chambre de Représentants belge - comparatif places 2003-2007
.
3. Composição actual (multipartidária) do governo belga:
Gouvernement belge 2008 - composition ministres
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Isto sim, é democracia representativa - que é aquela em que o maior número possível de cidadãos está representado.
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Alguém acha que falta democracia na Bélgica?

Alguém ouviu os belgas queixar-se que se sentem "ingovernados"?

A taxa oficial de desemprego na Bélgica era, em Julho passado, de 8,0%.

A taxa oficial de desemprego em Portugal era, na mesma data, de 9,2%.

Qual dos dois países está melhor governado?

Nota: Este texto foi publicado primeiro aqui.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (7)

(continuação daqui)

Tudo o que descrevi no texto anterior é, não só perfeitamente exequível, mas também razoavelmente simples de concretizar. Respondendo às questões colocadas:

1ª. Se os senhores Professores Doutores portugueses não quiserem aproveitar a excelente oportunidade de fazer parte de um grupo de investigadores de excelência, não faltarão senhores Professores Doutores espanhóis que não desperdiçarão essa oportunidade.

2ª. Os investimentos são muito moderados, pois as estruturas de base já existem. Basta adaptá-las e equipá-las de forma faseada, à medida que os alunos e as valências forem progredindo e aumentando de número.

3ª. Existindo as estruturas, esta acção pode ser posta em prática muito rapidamente. Bastará um ano, se houver vontade política (e um ministro que não seja gago), para criar e aprovisionar com o essencial os novos cursos e departamentos nas universidades. Bastarão cinco anos para começarem a praticar os primeiros estagiários.

DiscriminaçãoMuito importante: Os novos cursos deverão ser de acesso universal ao contrário deste, aprovado por este governo – como não podia deixar de ser. Estas criaturas quase não fizeram outra coisa durante toda a legislatura: criar regimes de excepção e legislação de aplicação particular ou restrita, o que é gerador de grande injustiça e desigualdade entre os cidadãos.

Por outro lado, a fixação da nova população colonizadora (de anciãos) trar-lhe-á também outras vantagens, nada negligenciáveis. Há uma diminuição das despesas para quem habita em pequenas cidades, vilas e aldeias. Muitos produtos e serviços são efectivamente mais baratos. A vida será, eventualmente, um pouco mais rude, mas muitíssimo mais simples e saudável.

O problema é que quem pode continua a tomar decisões absolutamente opostas à boa Economia.

Já seguir darei um exemplo disto – e não são só os poderes públicos, como verão.

(continua)

Este texto foi publicado primeiro aqui.

(mais) Uma oração na tarde.

Ask the Lord for help before it's too late - Pedir ajuda ao Senhor antes que seja demasiado tarde.

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I am free - Eu sou livre.

Who the Son sets free is free indeed - Aquele que Jesus liberta é verdadeiramente livre.

Pois bem, se o Filho vos libertar, sereis realmente livres.(João 8, 34)

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Ser livre é viver sem medo.
Sem medo de não ser capaz de subsistir através do fruto do seu trabalho honesto.
Sem medo daqueles que usam o poder para ameaçar os outros.
Sem medo de lutar pela justiça e pela verdade.
Sem medo de morrer para que outros possam viver em liberdade.
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Coisas que os portugueses têm tido que

aprender da maneira mais difícil:

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- Fascismo, nunca mais!

- Maiorias absolutas, nunca mais!

- Primeiros ministros mentirosos, nunca mais!

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A TVI/Media Capital em troca de... ?

Bend overConfesso que fiquei bastante confuso com a notícia da suspensão(?) do Jornal Nacional da TVI. E, também, não gosto de saltar para as conclusões (tradução literal da expressão inglesa jump to conclusions).

Por um lado, parecia-me improvável que o socialismo governante fosse tão estúpido ao ponto de forçar uma decisão destas, neste preciso momento – embora eu saiba, por experiência própria, que estas criaturas fizeram anteriormente coisas tanto ou mais maldosas e improváveis que esta, sem que alguém acreditasse que tal era possível.
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Por outro lado, não conseguia perceber a lógica masoquista desta decisão da administração da TVI. A agravar esta confusão ainda, o jogo do empurra entre as administrações da TVI e da Prisa quanto à responsabilidade da decisão.

As empresas são organizações que se destinam a criar mais-valia, a dar lucro, pelo que não é compreensível que uma administração (qualquer administração) tome uma decisão que venha provocar um tão óbvio e imediato prejuízo à sua própria empresa. A não ser... que esse prejuízo imediato seja compensado com uma perspectiva (ou promessa) de ganho futuro. Assim já faria sentido.

Contudo, um percurso racional só faz sentido se partir de factos e não de suposições. Vejamos, então, alguns factos conhecidos:

-         A Prisa encontra-se numa difícil situação financeira, com uma dívida de 5 mil milhões de euros e a obrigação de pagar a curto prazo 1, 95 mil milhões de euros.

-         Por isso, no passado Junho a Prisa estava vendedora à PT de 30% da Media Capital – a empresa proprietária da TVI e cujo controle a Prisa detém desde o final de 2006 (mas o negócio não chegaria a realizar-se após as ameaças do próprio executivo socialista que vetaria a decisão dentro da administração da PT).

-         A Media Capital não vendeu uma única acção em bolsa durante vários dias, até ontem ter desvalorizado cerca de 15% após o anúncio da suspensão do Jornal Nacional.

-         No passado dia 5 de Agosto, José Eduardo Moniz sai subitamente da TVI e ocupa a vice-presidência da empresa Ongoing, a qual manifestou o seu interesse para adquirir os 30% da Media Capital que a Prisa pretende alienar, "mas o negócio está, para já, suspenso".

Perante estes factos, parece-me bastante claro que a Prisa está a por a Media Capital a jeito (perdoem-me o vernáculo, mas não há melhor forma de o dizer) para uma OPA. Aliás, tão a jeito, tão a jeito, que irá provavelmente obter uma Takeover (hostil or not).

As constatações finais são: alguém só se põe a jeito assim para outrem muito especial e ninguém se põe tão a jeito sem querer qualquer coisa em troca.

Este texto foi publicado primeiro aqui.

Ilustração de conceitos em 'ao-ar-livres'.

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Cartaz - Determinação
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O debate desta noite noite na TVI, entre o futuro ex-primeiro-ministro e o futuro coligo-me-a-qualquer-um produziu afirmações muito interessantes, de entre as quais se destaca aqui esta (aleatoriamente escolhida):

"Eu não sou optimista nem pessimista, sou determinado".

Adivinhem qual dos dois entrevistados a disse.

Esta imagem foi publicada primeiro aqui.

Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (6)

(continuação daqui)

Porque evita esta acção a criação de empregos subsidiados?

A resposta é óbvia: Porque gera verdadeiros empregos. Vejamos como.

Basta ter presentes duas ordens de conhecimentos:

1. A Teoria das Elites, de Pareto (é verdade, uma vez mais o Pareto).

2. As cidades portuguesas onde existam universidades e hospitais de dimensão supra-distrital.

A criação de Hospitais Universitários nas maiores cidades do interior deslocará para lá, imediatamente, uma elite e uma Seguidoresmão-de-obra inicial (digamos assim) – excelentes professores médicos e muitos estudantes.

De seguida, e em consequência, uma massa populacional essencialmente composta por reformados e pensionistas irá deslocar-se para essas cidades e fixar-se aí a pouco e pouco (comodidade), por causa da sua carência (necessidade) e aproveitando a oferta de qualidade (oportunidade).

Finalmente, tenha-se presente que a maioria das pessoas que constitui este último grupo populacional aufere um rendimento fixo e permanente que não depende (directamente) de um emprego.  Contudo, o efeito multiplicador de toda a estrutura de serviços criada e do somatório de todos estes rendimentos (ainda que individualmente pequenos) será enorme e criará muito rapidamente um amplo mercado de trabalho.

Antecipo as vossas perguntas: Mas, isto é exequível? Os senhores doutores quererão deslocar-se para fora dos grandes centros urbanos? Não serão necessários investimentos demasiado elevados? Não demora demasiado tempo a por uma coisa destas em andamento?

Leia já a seguir as respostas a todas estas perguntas.

(continua)