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O novo paradoxo macro económico.(2)

(...) Desta perspectiva, o mais recente aumento do apetite pelo risco demonstrado pelos investidores indica que a liquidez está a desempenhar um papel mais importante na determinação dos preços à medida que os investidores se transferem de depósitos para activos de risco mais elevado, à procura de maior retorno. (...)
As autoridades foram bem claras: é muito cedo para por um fim ao período do dinheiro fácil.
Os principais riscos? Por um lado, a recuperação em "W" - que está na base da previsão central da Schroders - pode levar ao arrefecimento dos activos de risco já que faria regressar os receios de um período prolongado de baixo crescimento como aconteceu no Japão. Por outro, existe o perigo de uma bolha nos mercados financeiros, uma vez que as taxas de juros tão baixas forçam um número crescente de investidores a sair de depósitos para opções mais rentáveis. (...)

(Banco central e economia real criam risco de bolha, 05/10/09, OJE/Schroders)
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O preço do petróleo está a subir pelo terceiro dia consecutivo depois de um relatório da indústria ter demonstrado uma descida dos stocks de combustíveis e crude nos EUA, o maior consumidor a nível mundial.
O petróleo ultrapassou a barreira dos 71 dólares por barril depois do Instituto Americano do Petróleo ter indicado que as reservas de «fuel» caíram 2,91 milhões de barris na semana passada, enquanto as de crude recuaram 254 mil barris. (...)

(Petróleo sobe pela 3ª sessão consecutiva, TVI24 - Redacção/MD, 07-10-2009)

Depois não venham os socialistas e quejandos dizer que a culpa é do capitalismo, ou dos mercados (ou outra coisa qualquer, que não o seu próprio ordoliberalismo) e que não se podia prever - ou que ninguém os avisou e voltou a avisar.

Freedom (Liberdade) - Run Kid Run.

"Come to Me, all you who are weary and burdened, and I will give you rest. Take My yoke upon you and learn from Me, for I Am gentle and humble in heart, and you will find rest for your souls. For My yoke is easy and My burden is light."
Matthew 11:28-30
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Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coraçäo; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
Mateus 11:28-30
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5 de Outubro de 2009: Um discurso só com imagens.

(Clique nas imagens pela ordem indicada)

1.Centenário da República

2.Transparência na A.P. - sítio

3.Centenário da República - despesa parcial 2009

4.Henrique Cayatte

5.blogue 5 dias

6.Interrogação   Logótipo do PS

7.A porca da política

A democracia está oficialmente morta na União Europeia.

Democracy R.I.P.O primeiro-ministro Brian Cowen deu crédito aos irlandeses por terem escolhido "permanecer no coração da Europa".
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O desemprego é hoje de 12,6 por cento e 400 mil irlandeses estão inscritos nos centros de emprego. Talvez por isso não seja fácil encontrar festejos longe do Castelo de Dublin. Jackie, cabeleireira de 42 anos, está à espera do autocarro para regressar a casa depois de uma volta de sábado à tarde pelo centro das ruas pedonais e das lojas. Ainda não conhecia os resultados, mas fica aliviada. "Votei "sim" por causa da situação em que estamos. Pensei que era mais seguro."

(Vitória esmagadora do "sim" recebida com alívio numa Irlanda em crise, 03.10.2009, Sofia Lorena (Dublin), Público)
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A Europa vive agora numa Plutocracia Moderna.
(o artigo na Wikipedia em português é muito mau; se puder, leia-o em inglês)
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Os esforços de Raymond Crotty (para assegurar a consulta popular sobre alterações à Constuição irlandesa) foram em vão:
(…) More than 20 years ago the late Raymond Crotty won a case against the Irish Government which meant any EU rules that impacted on Ireland’s constitution must be approved by the people.
Mary Crotty said her father’s win has resulted in less than four million Irish people voting on behalf of half a billion Europeans on the Lisbon Treaty. (…)

(Daughter of referendum case winner urges ‘No’ vote, 30/09/2009, IOL News/Ireland On-Line)
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Numa primeira impressão, os vencedores deste referendo foram estes:
(…) Two multinationals - Ryanair and Intel - are spending huge sums on the campaign to encourage a Yes vote. (…) Between them, Ryanair and Intel have contributed €700,000 to the Yes campaign, and huge contributions from Europe are also pouring in. (…)
(Euro federalists bully us and buy our vote, 27 September 2009, by Tom McGurk, Irish Post)
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Mas se pensarmos mais cuidadosamente, podemos encontrar os verdadeiros vencedores desta votação:
(…) our consistent message is that Europeans must pool their efforts and resources.  We cannot continue to conduct the business of defence in separate national boxes.  The money is just no longer there, even in the biggest national defence budgets. (…)
(European Defence Industry Must Break Out of "National Boxes", EDA Chief Executive Nick Witney says, 9th International Exhibition of Defence & Security Technologies, IDET 2007)
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A Agência Europeia de Defesa (sigla: AED) é um organismo da União Europeia que visa ajudar a promover a coerência em lugar da fragmentação na capacidade de defesa e segurança da Europa, inclusive no que diz respeito a armamentos e equipamento, investigação e operações.
(o artigo na Wikipedia em português é muito mau; se puder, leia-o em inglês)

(…) While European defence budgets remain fragmented and massive duplication in research and development exists, the European defence industry has made some moves towards consolidation. British Aerospace was widely expected to merge with Germany’s DASA to form the first major European defence giant. Instead in 1999 BAe merged with another British company, GEC’s defence businesses (GEC-Marconi), to form BAE Systems which has tended to focus on the Anglo-American market. As a result, in 2000, DASA merged with Aerospatiale-Matra to form EADS. Further consolidation of the smaller defence firms cannot be ruled out.
In 2002 the formation of MBDA brought together the product portfolios of Aerospatiale Matra Missiles (of EADS), Alenia Marconi Systems missiles, and Matra BAe Dynamics to form Europe’s No. 1 missile manufacturer and No. 2 globally after Raytheon.
Other major players include:
AgustaWestland
BAE Systems
EUFOR
Dassault Aviation
Diehl BGT Defence
Eurocopter
Eurofighter International
Finmeccanica
Krauss-Maffei
MBDA
Rheinmetall
Rolls-Royce
Saab Bofors Dynamics
Snecma
Thales
ThyssenKrupp Marine Systems

(European Union defence procurement, Wikipedia)

Para completar esta tragédia só faltavam mesmo as brilhantes afirmações a seguir transcritas:
(...) Igualmente extraordinário foi o comentário de José Sócrates – extraordinário e revelador: “Essa notícia é muito importante para nós portugueses, muito importante para a Europa e também muito importante para mim.” (...)
(Editorial: Depois dos álibis, a mais crua realidade, 04.10.2009, José Manuel Fernandes, Público)

Bem dizia Cícero:
Omnium malorum stultitia est mater atque materies.

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Este artigo foi publicado primeiro aqui (totalmente em inglês).

Um comentário final aos resultados das legislativas 2009.

A justeza das escolhas do povo ou a surpreendente sabedoria do inconsciente colectivo.

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Como já havia referido aqui, em condições de livre escolha (ou, pelo menos, com condicionamentos moderados) observa-se com frequência uma inexplicável sabedoria nas escolhas colectivas dos povos. Terá sido, uma vez mais, o caso? Vejamos:

1. É justo ou não que um partido que não muda o seu discurso, a sua imagem e a sua liderança há... - há quanto tempo é secretário-geral Jerónimo de Sousa? - tenha sempre aproximadamente o mesmo número de votos?
A CDU aumentou um pouco a sua votação. O bom resultado eleitoral nas Europeias e a forte contestação a muitas acções do governo poderiam fazer pensar num resultado melhor. E assim seria, provavelmente, sem a concorrência directa do BE, em especial nos votos dos mais jovens. De qualquer forma, as eleições legislativas não são o ponto forte da CDU, ao contrário das autárquicas que se aproximam e nas quais – estou convicto – esta força política vai recuperar muitas das Câmaras que perdeu anteriormente para o PS.
2. É justo ou não que um partido que aproveitou (diria mesmo explorou) o enorme descontentamento (diria mesmo revolta) dos jovens com a situação de precariedade laboral para que cada vez mais predominantemente são empurrados, tenha tido mais cerca de 200.000 votos que nas eleições anteriores?
O BE teve um bom resultado eleitoral e constitui agora, cada vez mais, uma poderosa força de protesto, pois esse é o principal suporte da sua acção política, fruto da vontade colectiva da maioria dos seus militantes e apoiantes.
3. É justo ou não que um partido que assumiu com tanta coerência e determinação a defesa dos interesses da sua clientela eleitoral tenha aumentado a sua votação em cerca de 500.000 votos?
O CDS foi o partido que mais fez crescer a sua votação relativamente às eleições legislativas anteriores e, também, relativamente às previsões das sondagens - os “sondageiros” nunca mais aprendem que a maioria das pessoas que votam CDS não respondem a inquéritos por telefone sobre a sua vida e as suas preferências.
4. É justo ou não que o partido liderado agora pela militante que tanto desdenhou e criticou o anterior presidente, por este ter obtido 28,7% dos votos expressos nas legislativas anteriores, tenha agora obtido 29,1% desses mesmos votos?
O PSD foi, ou melhor, continuou a ser um partido derrotado. O que os números dizem é que nunca chegou a recuperar da má imagem que criou para si mesmo a partir da legislatura de Barroso.
5. Finalmente, é justo ou não que o partido do poder tenha perdido aquilo que o tornou (e que ainda perdura) a mais perigosa ameaça à liberdade individual e colectiva da nação desde o período da ditadura? É justo ou não que o povo obrigue agora este partido e, especialmente, este líder arrogante a governar em minoria, suportando as consequências da sua anterior (muito má) legislatura e suportando o desgaste para a imagem dos ditos a que isso inelutavelmente conduzirá?

Com este resultado, o PS não perdeu as eleições, mas muito mais do que isso: perdeu o poder, ou melhor, entrou num prolongado e intravável processo de perda do poder semelhante àquele em que o PSD entrou há cinco anos atrás.

 

Capa cd - Falling down

 

Este texto foi publicado primeiro aqui.

Todos os primeiros-ministros 'modernos' e 'europeístas' têm que ser mentirosos?

A Matter Of Trust

Irish PM Brian Cowen has announced there will not be another referendum if Ireland votes 'no' to the Lisbon Treaty tomorrow.
 (...)

 

But hang on, that's exactly what they said last time. Click here to see Dick Roche, Irish Europe Minister, suggesting ahead of the first Irish referendum that it was 'delusional' to say there would be a second referendum. (...)

(By Open Europe blog team, On Thursday, October 01, 2009)

 

Tradução expedita:

O primeiro-ministro irlandês Brian Cowen anunciou que  não haverá outro referendo se a Irlanda votar 'não' ao Tratado de Lisboa amanhã. (...)

Mas, espera aí, isso foi exactamente o que eles disseram da última vez. Clique aqui para ver o Dick Roche, ministro irlandês dos Assuntos Europeus, sugerindo que seria  'delirante' afirmar que poderia haver um segundo referendo. (...)

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Veja ainda este postComo nós todos estamos a pagar a campanha do 'sim' irlandês

Uma oração na manhã (em português).

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Faz hoje 145 anos que foi firmado o verdadeiro Tratado de Lisboa,

aquele que estabeleceu definitivamente, a maior parte das fronteiras entre dois países vizinhos mas soberanos: Portugal e Espanha.

O Tratado de Lisboa (ou Tratado dos Limites de Lisboa, além de Tratado de Tomás) foi um tratado firmado entre as duas monarquias da Península Ibérica em 29 de Setembro de 1864, pelo qual se fixaram definitivamente, em parte, as fronteiras ainda hoje vigentes entre Portugal e Espanha, desde a foz do Rio Minho até à confluência da Ribeira do Caia com o Rio Guadiana (os marcos fronteiriços daí até à foz do Odiana ficaram por assinalar neste primeiro Tratados dos Limites, em virtude de Portugal não reconhecer a ocupação espanhola do município de Olivença; ... (na Wikipedia)

Cento e quarenta e três anos depois, os socialistas usam o mesmo nome num Tratado Constitucional Federalista Europeu que fará desaparecer a soberania de Portugal, cuja ratificação está hoje dependente de um referendo... na Irlanda. Inacreditável!

O Tratado de Lisboa (também denominado Tratado Reformador) é o acordo ratificado pelos 27 Estados-membros da União Europeia, assinado em Lisboa, a 19 de Outubro de 2007, e que substitui a Constituição europeia de 2004. ... (na Wikipedia)

 

Um cartaz que causa indignação.

Este é um cartaz da campanha para o sim irlandês ao referendo para adesão ao tratado constitucional para a União Europeia, eufemísticamente chamado Tratado de Lisboa para satisfazer a vaidade e o ego imenso do chefe do governo socialista que o apadrinhou aqui em Portugal. (clique na imagem para ver a sua origem)

 

Cartaz: Povinho faz o que te mandam.

Tradução do texto no balão: Povinho (arraia miúda, gentinha)! É simples. Façam aquilo que vos mandamos.

 

Isto é ou não é revoltante? Isto é ou não é uma indignidade? Isto é ou não é aviltante? Isto é ou não é uma falta de respeito pelo povo? Isto é ou não é um abuso de poder? Isto é ou não é um exemplo de atropelo à democracia?

Gratitude (Gratidão).

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Oh, the differences that often are between
What we want and what we really need
.
So grant us peace, Jesus, grant us peace
Move our hearts to hear a single beat
Between alibis and enemies tonight
Or maybe not, not today
Peace might be another world away
And if that's the case . . .
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