Uma imagem da (in)capacidade de produzir riqueza em Portugal.
Nota prévia: Este quadro é basicamente o mesmo que o Jorge publicou aqui e aqui - com a origem e os acrescentos que ele próprio indica -, mostrando o contínuo da variação do crescimento do PIB em Portugal entre 1976 e 2009, a que foi acrescentada apenas informação correspondente a alguns períodos de recessão do PIB das principais economias mundiais com início dos EUA.
Algumas extrapolações possíveis directamente a partir do gráfico (pressupondo a correcção dos dados e da sua representação, alguns dos quais não foi possível confirmar):
1) A variação do crescimento do PIB em Portugal é fortemente influenciada pela variação do PIB das principais Economias mundiais, confirmando a extrema abertura e dependência externa da Economia portuguesa*;
2) Os dois valores mais baixos de crescimento do PIB português neste intervalo (1984 e 2009) situam-se ambos em legislaturas do (ou com o) partido socialista;
3) As inflexões positivas (recuperação) da taxa de crescimento da Economia portuguesa situam-se sempre em legislaturas do (ou com o) partido social democrata;
4) A entrada de Portugal no sistema de moeda única europeia não aparenta qualquer expressão na capacidade de criação de riqueza em Portugal;
5) O período de variação positiva mais forte do PIB português corresponde aos governos de iniciativa presidencial, constituídos entre finais de 1978 e 1980.
*a principal razão pela qual será ineficaz a tentativa de retoma económica a partir do investimento em grandes obras públicas, como tem sido afirmado por diversos economistas de diversos quadrantes políticos.
Comentário final: A avaliação de uma prestação de serviço público é feita, não pelas palavras auto-elogiosas, mas pelos resultados obtidos. Seria útil que o actual senhor ministro dos Impostos das Finanças e do Despesismo da Economia pudesse esmiuçar explicar os resultados da sua prestação nesta legislatura aos portugueses.
Este post foi também publicado aqui.
If I was not so perfectly sure of this:
Se eu não tivesse a perfeita certeza disto:
today could have not been a nice day:
hoje podia não ter sido um dia bom:
.
23 Condenação do Farisaísmo (Mc 12,38-40; Lc 11,39-52; 20,45-47) - 1*Então, Jesus falou assim à multidão e aos seus discípulos: 2*«Os doutores da Lei e os fariseus instalaram-se na cátedra de Moisés. 3Fazei, pois, e observai tudo o que eles disserem, mas não imiteis as suas obras, pois eles dizem e não fazem. 4*Atam fardos pesados e insuportáveis e colocam-nos aos ombros dos outros, mas eles não põem nem um dedo para os deslocar. 5*Tudo o que fazem é com o fim de se tornarem notados pelos homens. Por isso, alargam as filactérias e alongam as orlas dos seus mantos. 6Gostam de ocupar o primeiro lugar nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas. 7Gostam das saudações nas praças públicas e de serem chamados 'mestres' pelos homens. 8*Quanto a vós, não vos deixeis tratar por 'mestres', pois um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos.
Propriedades psicológicas das cores: A asfixia cromática.
Too much pink is physically draining and can be somewhat emasculating.
Demasido cor-de-rosa é fisicamente debilitante e pode ser um bocado castrador.

While pink's calming effect has been demonstrated, researchers of color psychology have found that this effect only occurs during the initial exposure to the color. When used in prisons, inmates often become even more agitated once they become accustomed to the color.
Embora o efeito calmante do cor-de-rosa tenha sido demonstrado, investigadores em psicologia das cores constataram que este efeito só ocorre durante o período inicial de exposição à cor. Quando é usado em prisões, os reclusos tornam-se com frequência ainda mais agitados quando se acostumam à referida cor.
Imagem copiada daqui.
Que parte do NÃO é que eles não percebem?

Em 29 de Maio de 2005 o povo francês rejeitou a ratificação do “Tratado que Estabelece uma Constituição para a Europa”, com uma maioria de 55% de votos NÃO no referendo nacional então realizado. (1)
Três dias mais tarde o povo holandês confirmaria esta rejeição da ratificação do dito “Tratado” Constitucional, com uma maioria de 61% de votos NÃO no seu próprio referendo nacional. (2)
Não contentes com este resultado, os “europeístas” constituíram o chamado Grupo Amato, oficialmente designado Comité de Acção para a Democracia Europeia, um grupo de políticos “sábios”(!?) que começaram a re-escrever a Constituição Europeia NÃO oficialmente, isto é, sem qualquer mandato oficial da instâncias europeias. O resultado desta iniciativa “altruísta” seria aquilo que agora é conhecido como Tratado de Lisboa, (como sabem, grandemente patrocinado pelo vaidoso licenciado em engenharia socialista, que encheu a boca – e sabe-se lá o que mais – com a promoção da coisa), o qual não sendo um texto constitucional concede a si mesmo a faculdade de nisso se transformar com toda a facilidade e sem qualquer consulta popular - plebiscito ou referendo. (3, 4)
Para conseguirem levar a cabo este verdadeiro golpe de Estado (ou melhor, golpe de Estados) os governos de todos os países da EU acordaram em não realizar qualquer referendo nacional sobre o assunto, com uma única excepção (e para grande desgosto dos “comissionistas” da união): o governo irlandês não pôde fazê-lo por ser formalmente proibido na Constituição do país – através de uma norma resultante de uma decisão do Supremo Tribunal da Irlanda. (5)
Em 12 de Junho de 2008, a maioria do povo irlandês (53,5%) responderia NÃO à proposta de emenda da sua constituição que permitiria a ratificação do Tratado de Lisboa também pela Irlanda. (6)
O POVO IRLANDÊS FOI O ÚNICO A SER CONSULTADO E DISSE NÃO.
Segundo o anterior comissário europeu Charlie McCreevy, 95% dos Estados membros da União Europeia teriam que recusar o Tratado de Lisboa se realizassem referendos nacionais. (7)
Esta é ou não é uma Europa sem democracia?
Mas, tal como os parasitas, eles são muito persistentes e... lá estão a obrigar a Irlanda a novo referendo. Em resposta, eu adiro sem qualquer hesitação ao movimento NO means NO (NÃO quer dizer NÃO). Peço a todos os meus leitores que apreciem a questão e considerem a hipótese de o fazer também, dirigindo-se a esta página* (para esclarecimento) e assinando/divulgando a petição dirigida ao povo irlandês, pedindo-lhe que vote maioritariamente NÃO... OUTRA VEZ!
* Bastará um único pedido aqui na caixa de comentários e eu traduzirei com todo o gosto a página de esclarecimento e publicarei essa tradução neste meu blogue pessoal.
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (8)
(continuação daqui)
Na Suíça, por exemplo, isto não seria provavelmente construído na capital. (clique na imagem para ver de que se trata)
Escolher-se-ia um lugar tranquilo, numa bela encosta , a cerca de meia hora de automóvel de uma cidade maior. De preferência, nas proximidades de uma pequena vila ou aldeia com uma estação de caminho de ferro. (clique na imagem)
(Posso afirmar isto porque lá trabalhei e tive contactos próximos com gente responsável pelo ordenamento do território que conduzia processos de decisão de empreendimentos deste género.)
Por cá "planta-se" mesmo à beira do Tejo, junto à barulhenta Doca-Pesca, num lugar com trânsito intenso, justificando essa localização com paleio deste teor:
O Centro Champalimaud ficará implantado na zona ribeirinha de Pedrouços. É um local privilegiado, perto da Torre de Belém, e onde o rio se encontra com o Oceano Atlântico e de onde os navegadores portugueses partiram há cinco séculos em busca do ‘desconhecido’. A presença de um centro de investigação científica de excelência e de reputação internacional alavanca o legado histórico desta zona e estabelece uma ponte inspiradora entre as “Descobertas” e a sempre actual epopeia das descobertas científicas.
São inúmeros os locais neste país onde este Centro de Investigação poderia localizar-se alternativamente e com vantagens de muitos tipos.
A observação original de Pareto (antes da generalização, por vezes absurda, que alguns lhe deram) era a de que 80% da riqueza mundial estava na posse de 20% da população. Ele referia-se à riqueza medida pelo Produto Nacional Bruto. Mas a mesma proporção se aplicará, por certo e infelizmente, às riquezas mental, cultural e espiritual.
O particular problema português relativamente a esta (quase) invariância é o da esperteza. Os 80% que não possuem qualquer espécie de riqueza são todos espertos e, por isso, dão muito poucas oportunidade aos mental, cultural e espiritualmente ricos para usarem essa riqueza a favor do bem comum, acabando sempre por dar a escolha e o poder aos seus modelos sociais de esperteza – os ricos de dinheiro e àqueles que o parecem, por se pavonearem bem vestidos e bem falantes.
(fim)
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Este postal constitui o último de uma série de textos contendo propostas para um melhor ordenamento demográfico, económico e territorial em Portugal. Ficam aqui em baixo os linques de todos os postais anteriores, para permitir o acesso rápido à série completa.
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (1)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (2)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (3)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (4)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (5)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (6)
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (7)
Descansa em paz, minha amiga Madalena.
Deixo aqui esta pequena balada em tua memória, neste dia em que o teu corpo desceu à sua última morada. Não sei se tiveste tempo para perceber o quanto Jesus gostava de ti, mas quero acreditar que sim.
This I know
Why on earth did I ever let him go
He was always faithful
He was always kind
But he walked off with this heart of mine
Para acabar de vez com a mentira da 'ingovernabilidade'.
Vejamos, por exemplo, os resultados das últimas eleições na Bélgica (10 Junho 2007):
Nota: clique em cada uma das imagens para ver os quadros e gráficos maiores.
1. Distribuição dos votos entre os partidos concorrentes para a Câmara dos Representantes do Parlamento belga (que corresponde, aproximadamente, à Assembleia da República portuguesa) nas eleições de 2007:
Alguém acha que falta democracia na Bélgica?
Alguém ouviu os belgas queixar-se que se sentem "ingovernados"?
A taxa oficial de desemprego na Bélgica era, em Julho passado, de 8,0%.
A taxa oficial de desemprego em Portugal era, na mesma data, de 9,2%.
Qual dos dois países está melhor governado?
Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (7)
(continuação daqui)
Tudo o que descrevi no texto anterior é, não só perfeitamente exequível, mas também razoavelmente simples de concretizar. Respondendo às questões colocadas:
1ª. Se os senhores Professores Doutores portugueses não quiserem aproveitar a excelente oportunidade de fazer parte de um grupo de investigadores de excelência, não faltarão senhores Professores Doutores espanhóis que não desperdiçarão essa oportunidade.
2ª. Os investimentos são muito moderados, pois as estruturas de base já existem. Basta adaptá-las e equipá-las de forma faseada, à medida que os alunos e as valências forem progredindo e aumentando de número.
3ª. Existindo as estruturas, esta acção pode ser posta em prática muito rapidamente. Bastará um ano, se houver vontade política (e um ministro que não seja gago), para criar e aprovisionar com o essencial os novos cursos e departamentos nas universidades. Bastarão cinco anos para começarem a praticar os primeiros estagiários.
Muito importante: Os novos cursos deverão ser de acesso universal ao contrário deste, aprovado por este governo – como não podia deixar de ser. Estas criaturas quase não fizeram outra coisa durante toda a legislatura: criar regimes de excepção e legislação de aplicação particular ou restrita, o que é gerador de grande injustiça e desigualdade entre os cidadãos.
Por outro lado, a fixação da nova população colonizadora (de anciãos) trar-lhe-á também outras vantagens, nada negligenciáveis. Há uma diminuição das despesas para quem habita em pequenas cidades, vilas e aldeias. Muitos produtos e serviços são efectivamente mais baratos. A vida será, eventualmente, um pouco mais rude, mas muitíssimo mais simples e saudável.
O problema é que quem pode continua a tomar decisões absolutamente opostas à boa Economia.
Já seguir darei um exemplo disto – e não são só os poderes públicos, como verão.
(continua)
Este texto foi publicado primeiro aqui.


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