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A propósito das declarações de Marinho Pinto...

... sobre "a existência de corrupção no Estado"

 

e das declarações de Paulo Morais sobre a "promiscuidade entre privados e Estado".

A Voz do Povo mostra, dizendo que até "custa a acreditar".

Para suportar estas notícias dizem as gentes que é preciso "ter estômago". Prepare-se, pois, o dito:

Promiscuidade

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Do Melhor Linkk | del.icio.us

Comentários(4) »

  1. Curiosa — 18-02-2008 - 01:26:35 GMT -1

    A partir do momento em que Marinho Pinto afirmou que a investigação de Pedofilia na Casa Pia, foi orientada pela Polícia Judiciária para "decapitar o Partido Socialista", afirmando também que se acusou e prendeu "impunemente pessoas que estavam inocentes", perdeu a credibilidade para se manifestar imparcialmente, como deveria fazer tendo em conta o cargo que ocupa.
    Tal como um jumento, dá umas no cravo e outras na ferradura.

  2. am.ma — 18-02-2008 - 10:27:35 GMT -1

    Não há estômago que resista - isto é nojento!

  3. zedeportugal — 18-02-2008 - 10:31:25 GMT -1

    Percebo o que diz, cara Curiosa. Mas, a exemplo de Cassandra quando predizia a queda de Tróia, uma verdade pode ser impossível de aceitar e, no entanto, continua a ser verdade.
    Tente entender-me, por favor. Os crimes de abuso praticados sobre os alunos da Casa Pia não deixam de ser crimes graves, independentemente da razão e do móbil que levou à sua denúncia. God has sometimes mysterious ways of showing the truth.

  4. Curiosa — 19-02-2008 - 04:00:49 GMT -1

    Caro Zé, entendo-o perfeitamente.

    A meu ver, Marinho Pinto, ocupando o cargo que ocupa, deverá fundamentar as declarações que faz. A corrupção está à vista, alguns processos existem, agora a forma como são conduzidos, e a legislação que dá as pinceladas da impunidade é outra história, como bastonário poderia focar isso, e fê-lo, assim como o fez sobre o Processo Casa Pia.
    Todavia, a sua postura é contraditória, e sendo ele advogado e bastonário, tem acesso e capacidade para se pronunciar sobre este processo (e muitos mais), que muitos de nós não têm. Em nenhum acórdão foi pronunciada a inocência dos investigados, e ele sabe-o bem. Se ele tem conhecimento de outros envolvidos, que denuncie.
    Ao pronunciar-se nos termos em que o fez, deu tiros nos próprios pés, e retirou a si mesmo parte da credibilidade que tinha.
    Pode ser que me engane (prefiro pensar que sim), mas vai no mesmo caminho que os seus ntecessores.

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