O vigésimo quinto dia de Abril.
Homenagem aos portugueses que quiseram conquistar a liberdade.
Depois... bem, depois vieram os oportunistas, os das organizações e negociaram o que não conquistaram, em nome de um povo que não os escolheu. Enfim, o costume, como os professores tão bem ficaram a saber recentemente.
Sou grato, profundamente grato àqueles que nada tomando para si me permitiram viver em liberdade durante cerca de 30 anos, entre 1975 e 2005. Todos os portugueses deveriam ser gratos. Portugal em 1974 era um país atrasado, isolado, gritante de pobreza e analfabetismo nas classes mais humildes - a maioria da população.
Muitos são os que já nasceram depois desse momento histórico. Outros eram demasiado pequenos para perceberem o que se passou. Muitos outros esqueceram o tempo antes e alguns nunca admitirão que era mau.
Eu não esqueci, não esquecerei até à morte, assim Deus me ajude. Por isso aqui expresso a minha gratidão e deixo a minha homenagem: Bem-hajam capitães.
Bem-hajam também aqueles que tiveram a coragem de, no dia 25 de Novembro, uma vez mais, conquistar o direito de Portugal ser livre de qualquer espécie de ditadura. Porque de esquerda ou de direita, frontais ou dissimuladas, azuis ou cor-de-rosa, todas elas suprimem a liberdade à nação.
Obrigado Senhor, por teres permitido a Liberdade a esta terra, a este povo que a ansiava, durante todo este tempo.
Infelizmente, outros tempos chegam, outras gerações. Gente que não dá valor à liberdade, porque ela nunca lhes faltou e lhes parece coisa certa. Gente que troca a liberdade pelo dinheiro, o ser pelo ter. Gente para quem o bem-estar e a segurança é viver num condomínio fechado com piscina e "spa". Gente para quem qualidade de vida é ter um carro de luxo, roupas e sapatos de marca, telemóveis com internet e televisão, mesmo que para ter tudo isso deixem de ter tempo para apreciar a existência, a sua e a dos seus. Gente arrogante cujo Deus é o dinheiro, que pensa que a vida e a morte lhes pertencem. Que tolos! Só quando ela (a liberdade) lhes faltar, quando vier a angustia da opressão da "gaiola dourada", lhe saberão o verdadeiro valor: mas então será tarde, porque já a perderam.
Até à liberdade última, plena e eterna, aquela que Cristo veio trazer a toda a humanidade.
"Ora, o Senhor é o Espírito e onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade." (2ª Corintios 3, 17)
"Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes, e não vos sujeiteis outra vez ao jugo da escravidão." (Gálatas 5, 1)
"Irmãos, de facto, foi para a liberdade que vós fostes chamados. Só que não deveis deixar que essa liberdade se torne numa ocasião para os vossos apetites carnais. Pelo contrário: pelo amor, fazei-vos servos uns dos outros. É que toda a Lei se cumpre plenamente nesta única palavra: Ama o teu próximo como a ti mesmo. Mas, se vos mordeis e devorais uns aos outros, cuidado, não sejais consumidos uns pelos outros." (Gálatas 5, 13 a 15)
"Aquele, porém, que medita com atenção a lei perfeita, a lei da liberdade, e nela persevera - não como quem a ouve e logo se esquece, mas como quem a cumpre - esse encontrará a felicidade ao pô-la em prática." (Tiago 1, 25)
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