Solidariedade em dia de luta MayDay.
Apelo à acção, campanha Trabalho Decente Vida Decente - Call to action, campaign Decent Life Decent Work.
Sobre este assunto espreitem o excelente postal da am.ma, Acerca do trabalho precário, no blogue A Imagem da Paisagem e não deixem de participar. A luta não acaba no final da parada Mayday. A luta continua enquanto persistir a injusta exploração, a minha e a do meu semelhante, através do mundo, do tempo e das gerações.
Aquilo porque devemos lutar é muito maior do que cada um de nós, maior do que os movimentos a que cada um pertence (Ferve, Precários Inflexíveis, ABIC, Lisboa em Alerta, ...), maior do que as manifestações MayDay que vão ter lugar hoje em várias cidades da Europa.
Aquilo porque temos de lutar tem vários nomes: Vida, Dignidade, Esperança, Paz e Justiça Social.
A paz é muito mais do que a ausência da guerra. Ao partir para a luta faço-me acompanhar por dois pensamentos de S. Tomás de Aquino: "O bem universal triunfa sobre todo o bem particular" e "Aquele que procura o bem comum da multidão procura por consequência o seu próprio bem".
Entrada do texto da petição Decent Work Decent Life:
Apesar do desenvolvimento económico mundial, a maior parte da população não vê qualquer melhoria nas suas vidas.
A par do desemprego aberto significativo, há muita gente subempregada ou que não é paga pelo trabalho executado. Metade dos trabalhadores no mundo ganha menos de 2 dólares por dia, 12,3 milhões de mulheres e homens trabalham em regime de escravidão, 200 milhões de crianças com menos de 15 anos trabalham em vez de irem à escola, 2,2 milhões de pessoas morrem anualmente devido a acidentes e doenças relacionados com o trabalho. Tanto nos países desenvolvidos, como nos países em vias de desenvolvimento, as pessoas trabalham mais por menos dinheiro e há cada vez mais pessoas – cuja esmagadora maioria são mulheres – forçadas a viverem na chamada economia informal, sem protecção social nem direitos e com empregos precários. Entretanto, as empresas utilizam a ameaça da externalização para reduzir os salários, e o “jogo de forças” pelos direitos, como o direito à negociação colectiva e à greve. Os sindicalistas que combatem estas tendências são despedidos, ameaçados, presos e mesmo mortos.
Só um sistema internacional baseado na solidariedade e no respeito pelos direitos das pessoas, como o prevêem as convenções das Nações Unidas e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), pode pôr termo a estas tendências. Apelamos aos nossos governos que assinem estas convenções, as implementem urgentemente e coloquem o trabalho decente no centro das suas decisões políticas.
Tags: mayday trabalho decente vida decente luta vida dignidade paz justiça social
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Obrigada, Zé de Portugal por esta referência tão elogiosa e também pelo apoio incondicional a esta luta contra a precaridade do trabalho. Como diz o texto da petição, «todas as pessoas têm direito ao trabalho». O trabalho não deve escravizar ou amesquinhar o Homem - deve antes dignificá-lo!