O alucinado europeísmo.
Porque há coisas que é preciso ler para crer.
Os textos reproduzidos em baixo são todos copiados das caixas de comentários dos postais celtic tiger e referendo, ambos postados no blogue Portugal Contemporâneo ontem, 14 de Junho de 2008.
Nota: Reparem nas horas, que indicam que o comentador passou o dia inteiro a escrever coisas deste teor! Um europeísta a tempo inteiro?
O que muitos criticam é que se permaneça dentro da UE SÓ PARA EMPATAR a maioria. Quem não aceita a vontade de 99% dos cidadãos europeus deve sair. É simples. E as regras que permitem chantagens destas de minorias irresponsáveis devem ser alteradas. O Tratado de Lisboa fá-lo em parte, ao exigir apenas a maioria qualificada para um grande numero de questões (e não a unanimidade). Uma União a 27 NÂO PODE FUNCIONAR com a regra da unanimidade sem se paralisar ou autodestruir. [...] Logo, um país como a Irlanda perante uma medida da União com a qual não concorda, só tem dois caminhos a seguir: ou o ponto é essencial para os seus interesses e, não conseguindo negociar uma alteração, DEVE ABANDONAR A UNIÂO (acertando as contas à saída), o que os empatas irlandeses não fizeram, ou o ponto é considerado acessório e a medida é acatada, mesmo a contragosto.É como nos casamentos... A puta céltica devia era já ter saído de casa. Ninguém a impede de o fazer. Nem se devia aliás ter casado, porque um casamento é incompatível com egoísmos randianos, e exige capacidade de compromisso e de alcançar consensos. Repito, o caso irlandês, se acabar mal, É A MAIOR BURLA DA HISTÒRIA: mais de 60 biliões de euros. O que é moralmente condenável. Pessoas ou países egoistas podem existir legitimamente, é claro. MAS ESSES NÂO ENTRAM EM UNIÔES a pedir de mão estendida durante décadas... Trabalham sozinhos, desenrascam-se, e depois podem legitimamente ser egoístas porque não devem nada a ninguém. Mas a filosofia da UE não é essa...nem gentalha desse género faz cá falta. E quanto a retaliações: são também Realpolitik, ou esta só existe para países chulos? Se as regras mudam, então valem para todos, não? A UE não poderá ser egoista (realista) com países chulos ? Ora essa. Até tinha o direito de embargar económicamente a Irlanda depois de expulsa enquanto esta não lhe devolvesse os 60 biliões... Ou os embargos são prerrrogativa exclusiva do Império Cóboi para roubar petróleo aos mais fracos? Sempre os double standards caracteristicos da neoconeirice...
Euroliberal
Anonymous | 06.14.08 - 11:50 am | #
A Irlanda tem 4 milhões de habitantes, isto é, menos de 0,8% da população da União de cerca de 500 milhões. Os 22% de bandalhos irlandeses que votaram não são portanto apenas 0, 15 dos cidadãos comunitários!!! VAMOS DEIXAR QUE O,15% DOS CIDADÃOS DA EUROPA BLOQUEIAM A VONTADE DOS 99,85% RESTANTES, QUE JÁ RATIFICARAM OU VÃO RATIFICAR ATRAVÉS DOS DOS SEUS PARLAMENTOS (ÚNICA FORMA DEMOCRÁTICA DE O FAZER) O TRATADO? Essa é a questão...
Euroliberal
Anonymous | 06.14.08 - 12:34 pm | #
As questões como a do aborto são diferentes, são mais referendáveis, porque toda a gente sabe o que é o aborto e tem uma opinião sobre a sua criminilização ou não. Agora questões técnicas de como governar a Europa, não estão ao alcance de qualquer um. E sobretudo não se pode admitir a chantagem de ultra-miniorias intoxicadas pela neoconeiragem empatem a Europa contra a maioria esmagadora dos cidadãos europeus que querem a Europa FORTE. A haver referendo só é aceitável um referendo federal, com circulo único, efectuado no mesmo dia em TODOS os países e para TODOS os cidadãos europeus. Aí os egoístas anti-europeus ficariam isolados e seriam esmagados...referendos nacionais só promovem egoísmos nacionais e servem como arma de arremesso em lutas internas. Em França e nos outros países votou-se em tudo no referendo menos na Constituição que era desconhecida dos votantes. Foi o medo à concorrência dos emigrantes polacos e dos têxteis chineses que tudo decidiu...para a populaça burra. Ora, quem decide deve pôr o interresse colectivo europeu acima de tudo. Isso é que é fazer política.
Euroliberal
Anonymous | 06.14.08 - 3:18 pm | #
Não vejo, pois, onde esteja o sufoco ou papão centralista. A UE é um exemplo de liberdade... Apenas é necessário um pouco de bom senso e de espírito de compromisso (afectio societatis, diz-se em direito das sociedades)... Chantagens à irlandesa, com explosões de alegria exuberantes depois de terem dado a bofetada numa Europa que os encheu de euros ao longo de três décadas, são perigosíssimas para a coesão da EU. Podem levar os principais contribuintes líquidos a concluir: "ai isto é assim? Então a partir de agora, não há União e será cada um por si e que ganhe o mais forte". Como antes de 1945...
Euroliberal
Anonymous | 06.14.08 - 7:12 pm | #
Ninguém obriga ninguém, ninguém empata ninguém (Amigo não empata amigo, não é?)e ninguém é obrigado a continuar numa União com cujos princípios fundamentais não concorda, a porta de saída está sempre aberta...não somos nem queremos ser como os EUA... Esta é que me parece ser a boa solução. Penso eu de que...
Euroliberal
Anonymous | 06.14.08 - 7:21 pm | #
A Europa não é um self-service, onde só se come o que se quer... pode-se discutir a ementa com os outros comensais, mas uma vez esta elaborada, só há duas alternativas: ou se come a papinha toda, ou se abandona o restaurante de vez. Os direitos não podem ser dissociados dos deveres de responsabilidade para com a comunidade, como quer a filosofia eduquesa-relativista-hedonista. Na Europa há um dever de solidariedade. São as regras da casa. Quem quer só chular e furtar-se às contrapartidas, deve ser convidado a sair...ou ser corrido a pontapés no cu pela porta fora...
Euroliberal
Anonymous | 06.14.08 - 7:38 pm | #
E poderiamos pensar que sem EU, a Alemanha, de novo a maior potência europeia, poderia ser hoje tentada, numa lógica maquiavélica ou de Realpolitik, a alargar-se a bem ou a mal, para as "suas" Alsácias, Lorenas, Silésias, Pomerânias, Sudetas, Prússia Oriental, und so weiter... [...] Não há qualquer pendor imperialista ou coercivo na UE. Bem pelo contrário. Só que a casa europeia não pode ser uma casa da Joana onde os esforços e negociações de uma década possam ser "mortos" numa noite por 0,15% da sua população. Isso não é próprio da gente razoável e civilizada que pretendemos ser...
Euroliberal
Anonymous | 06.14.08 - 9:33 pm | #
Já agora, acrescento que a ideia do referendo europeu não é original (minha). Já a li em muitos artigos e declarações de outros europatriotas (hum, soa bem...)
Euroliberal
Anonymous | 06.14.08 - 9:45 pm | #
Tags: europa obcessão insanidade tratado imposição
Do Melhor
Linkk |
del.icio.us














Não há qualquer pendor imperialista ou coercivo na UE
Ainda me estou a rir!
É claro que não: aliás, só estão a renegociar o modo como a Irlanda aceitará a Constituição Europeia, e a equacionar obrigá-la a fazer um novo referendo, por pura magnanimidade. Quanto a não se predisporem sequer a criar um novo estatuto, fazendo da Constituição um dado adquirido irrevogável, é também isso uma demonstração de que não há coacção na UE. Nem por sombras. Está-se mesmo a ver.
PS - Usei propositadamente o termo Constituição neste comentário, porque dizer que um porco é uma mula não muda nada na sua essência. As coisas são o que são, de nada adiantando mudar-lhes o nome: prova material disso é o PM, que durante anos foi chamado de Engenheiro - não se tornou no que não era, por muito que isso fosse repetido.
Este sujeito, o tal de (euro)LIBERAL (?!), deveria:
1º- Consultar um dicionário para aprender o que significa a palavra liberal.
2º- Mudar de pseudónimo, para outro mais consentâneo com a sua personalidade.
3º- Mudar-se rapidamente para outro lado (Quem está mal, muda-se!).
4º- Pelo caminho, aproveitar para ler por exemplo a Declaração Universal dos Direitos do Homem ou o Sermão de Santo António aos Peixes.
Mas alguém perguntou aos cidadãos da União Europeia qual era a vontade de 99% dos cidadãos europeus? Devo andar muito distraída, porque sinceramente não dei por nada...
Eh eh eeh
Eu escrevo - literalmente - livros nas caixas postais dos blogs dos outros. ehehe Escapaste!