Mais um ignóbil atentado ambiental patrocinado pelos do costume: o governo SS (sucialista socretino) através da sua extensão MA (ministro do Ambiente).

A am.ma, do blogue A Imagem da Paisagem, explica com clareza no excelente postal A Mata Nacional dos Medos a extensão dos valores patrimoniais, ecológicos e ambientais que vão ser destruídos.
A Mata Nacional dos Medos ou Pinhal do Rei é uma RESERVA BOTÂNICA na área de PAISAGEM PROTEGIDA da Arriba Fóssil da Costa de Caparica. ... Pois é exactamente através desta Mata que se pretende lançar um troço de uma nova via rápida com quatro faixas de rodagem e vedada com rede de malha - Estrada Regional (ER) 377-2, integrada no Plano Estratégico POLIS da Costa de Caparica, com a aprovação do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade - e isto apesar de o respectivo Estudo de Impacto Ambiental admitir que a estrada vai gerar impactos negativos muito significativos e não minimizáveis. ...
Já em Março deste ano, o blogue Almada Terra Portuguesa denunciava este crime ambiental no postal Mata dos Medos - Estrada vai arrasar fauna e floresta de Zona Protegida, expondo as razões que lhe são subjacentes na opinião dos objectores na consulta pública do projecto.
Ainda de acordo com o Estudo de Impacte Ambiental (EIA), na Planta de Síntese de Condicionantes, a área remanescente entre a Alternativa e as casas está reservada a zonas urbanas e urbanizáveis."A estrada tornou-
se uma grande negociata. O ordenamento está forçosamente feito com encomendas urbanísticas"...
Pouco tempo depois, em Abril deste ano, um outro blogue - almadanada - publica diversos postais expondo a situação, entre os quais se destaca o intitulado Câmara de Almada e Ministério do Ambiente Juntos Na Luta da Destruição Ambiental, onde se descrevem quase exaustivamente todos os malefícios desta obra, demonstrando claramente a enormidade do crime ambiental que será perpetrado.
Parques de Campismo localizados eles mesmos no interior da própria PPAFCC com o pretexto de "preservar" a referida Mata, embora tal justificação vá «ROUBAR» À VOLTA DE 50 000 m2 à Erserva Botânica da Mata Nacional dos Medos. Metade para a nova via e a outra metade remanescente para "Zonas Urbanizáveis", tal como consta no PDM da CMAlmada. Esta parte da Mata Nacional do Medos é classificada um estudo encomendado pela própria C.M.Almada à Faculdade de Ciências de Lisboa, como uma zona de "Pinhal Original". ... deslocalização dos parques de campismo previstos que saem de uma zona de acacial ameaçada pelo avanço do mar, para onde o POLIS já prevê 3 Hotéis, e uma vasta zona urbanizável, ... Estes parques estão dimensionados para uma população contígua de 16 320 (?!) que irá localizar-se muito longe da praia para um acesso pedonal dos utentes e destruir outra zona verde importante, o Pinhal do Inglês que se encontra localizado adentro dos limites da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa da Caparica ...a zona remanescente de 24 500m2, entre a Alternativa e as casas poderá ficará afecta pelo PDM de Almada, não à Reserva Botânica mas sim a “Zonas Urbanas e Urbanizáveis” ... com custos zero para a C.M. Almada, a apropriação da mata para os usos que lhe pretende dar há muitos anos...urbanizar. «Salvar a Mancha mais nobre da Mata dos Medos. Os velhos pinheiros mansos que nos contemplam, esperam que não os abandonemos, eles que resistiram ao longo de dois séculos a tantas tempestades e nunca atingidos foram por incêndios , se vejam a breve prazo , sequencialmente , ANIQUILADOS EM 5 MIN POR UMA MOTOSERRA E POR INTERESSES QUE NADA TÊM A VER COM A CONSERVAÇÃO DA NATUREZA ».
O "negócio" do parque de campismo é o mais imediatamente identificável, tendo o seu Estudo de Impacto Ambiental (EIA) sido realizado pela empresa internacional Environmental Resources Management (ERM) no âmbito do programa Polis. Pode descarregar aqui o Resumo Não Técnico do estudo, ou, se preferir a linguagem técnica, o Relatório Síntese respectivo.
Nota: A empresa ERM vem referida aqui: - Slush Funds, Corrupt Consultants and Bidding for Bank Busines - e aqui: - Fuelling Conflict - em termos que colocam muitas duvidas sobre a sua isenção.
Por acaso vi um reportagem no Ecosfera, programa do Canal 2, sobre o assunto. Na minha leitura, o traçado escolhido para essa estrada foi para permitir que se criasse uma faixa com 100 metros de largura onde facilmente se conseguirá autorizar a construção. Já se se tivesse optado por fazer a nova estrada em cima da velha, passando pelo meio da mata, seria muito mais difícil explicar porque se estava a autorizar a construção na orla da mata.
Exactamente. E é também o completo impedimento do livre acesso ao pinhal que a população hoje goza, provavelmente a única razão porque até hoje não houve aí nenhum grande incêndio. O verdadeiro controle do território não é feito pela polícia, mas pela população que lá está presente. Deste modo, mais tarde um grande fogo destruirá uma parte importante do restante pinhal e a construção pode continuar alegremente com ressortes, condomínios e outras coisas privatizações abusivas do domínio público. O povo não tem qualquer futuro neste país, nem mesmo nos municípios de gestão PC.
Esta imagem e o excerto do almadanada são bem elucidativos do disparate que é este troço da nova via e dos verdadeiros interesses que estão em jogo!
(Obrigada pela referência).