O bailout à portuguesa ou...
O lixo fica escondido, não desaparece e um dia quando se tira o tapete vê-se.*
1. O financiamento disfarçado do governo ao banco do Estado, a CGD:
A troca de 15% da REN e da AdP por 390 milhões de euros aliviou os rácios de capital da CGD. O banco não divulga o impacto da operação na sua solvabilidade, reafirmando que se "integra na reorganização das participações empresariais do Estado". A Caixa fica com mais fundos para crescer. ... (Jornal de Negócios, Redução da exposição da CGD à REN e AdP liberta capital, Maria João Gago, 03 Outubro 2008)
2. O financiamento do Estado a si mesmo à custa das dívidas por pagar às empresas privadas:
O receio de verem o Estado quebrar os contratos de prestação de serviços como forma de retaliação funcionou como principal motivo dissuasor para as empresas privadas não pedirem para ser incluídas na primeira listagem pública dos credores do Estado. ... (Jornal de Negócios, "Medo de retaliações" afasta empresas da lista de credores, António Larguesa, 03 Outubro 2008)
Agora, uma coisa completamente diferente:
Geralmente esta classe costuma prestar favores especiais aqueles que os pedem, e isto quer dizer duas coisas, primeira: estes pedidos serão exemplarmente atendidos, e segunda: estes pedidos serão cobrados, e se querem um conselho, é bom vocês pagarem quando eles cobrarem. Portanto, se você tem um problema, não tem como resolvê-lo, e precisar de ajuda, venha até a Máfia, eles resolverão o seu caso. ... (A Máfia, in Requiem-fórum de jogos, Sex Jun 20, 2008)
3. A opacidade dos poderes públicos neste país é tal, que os portugueses só virão a saber de uma qualquer falência bancária quando ela for noticiada... no estrangeiro.
*(Correio da Manhã, Mau negócio para o Estado, Armando Esteves Pereira, 14 Julho 2008)
Tags: manipular ocultar operação financeira estado deve governo intimida
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Tenho para mim que a "necessidade" da venda de 15% da REN e da AdP por 390 milhões de euros, da CGD à Parpública, tem mais a ver com a obra pública que o governo quer, aconteça o que acontecer, que arranque em 2009 do que com a "solvabilidade da CGD" ou "mais fundos para crescer". Veremos mais à frente quem vão (ou quem vai) ser as instituições(o Sindicato bancário) que com garantias do Estado vai propiciar a apresentação de propostas.
Cumprimentos
David
Certo. Mas também, pelo sim pelo não, porque pode ser preciso "nacionalizar" alguma entidade de crédito... pelos sinais dados até haverá (pelo menos) um banco português (nacional) que parece estar nessas condições... Espero que esteja a ver qual é. ;)
Abraço.
Assim vai a gestão da coisa pública...