Eleições europeias:
perguntas-chave para esclarecimento dos eleitores.
O gratuito Meia Hora publicava ontem (1 de Junho de 2009) o resultado de um questionário a cinco dos cabeças de lista portugueses às eleições para o parlamento europeu.
Nota: O jornal só se encontra disponível on-line em formato pdf: pode descarregá-lo aqui.
Do conjunto de perguntas e respostas faz-se aqui destaque das seguintes:
Meia Hora (2ª pergunta): Acha que devem ser dados mais ou menos poderes ao Parlamento Europeu?
Vital Moreira: O Tratado de Lisboa aumenta consideravelmente os poderes do Parlamento Europeu e estou desde o início com o Tratado de Lisboa.
Paulo Rangel: Naturalmente, acho que devem ser dados mais poderes. O primeiro passo desse reforço de poderes deve ser a entrada em vigor do Tratado de Lisboa. Aí já se consagra um reforço substancial dos poderes do Parlamento.
MH (3ª p): É a favor da criação de um exército europeu?
VM: O Tratado de Lisboa prevê uma cooperação reforçada para a criação de uma força de defesa comum no seio da União.
PR: Sou favorável a um reforço da política europeia de defesa. Penso que, para já, poderia criar-se uma força armada unicamente para usar em missões de paz (e de protecção civil) internacional.
MH (5ª p): Qual a sua posição em relação à entrada da Turquia na União Europeia?
VM: Sim, se e quando cumprir os critérios de adesão, o que não se afirma previsível nos próximos anos.
PR: O PSD apoia a adesão, mas reconhece que o estado em que se encontra o país implicará negociações muito longas. Achamos que deviam iniciar-se já negociações para parcerias de cooperação reforçada com a Turquia.
Qual é mesmo a diferença de posições destes dois candidatos?
- Ambos pretendem a entrada imediata em vigor do Tratado de Lisboa, sem referendo popular;
- Ambos defendem a criação de forças armadas da união europeia, sem consulta popular e antes da existência de um verdadeiro Estado Federal que garanta a isenção do seu controle;
- Ambos preconizam a adesão da Turquia à união, desde que seja dia de S. Nunca (à tarde, porque de manhã não lhes dá jeito nenhum).
Pois é! Parecem duas versões da mesma música, repetitiva e de fraca qualidade monofónica.
Aqueles que quiserem que o seu voto faça alguma diferença irão votar num dos outros candidatos. Aqui no Jardim não se tomam partidos (literalmente) mas aconselham-se aqueles que são de esquerda a votar num dos partidos da esquerda (mesmo esquerda) e os que são de direita a votar num dos partidos de direita (mesmo direita).
É urgente mudar esta música. Ou, pelo menos, pô-la a tocar em estereofonia.
Tags: ue eleições parlamento posições mudança
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Que clones, estes dois. Já percebi porque é que não se pegam na campanha eleitoral com estas temáticas.
Pois é! Zé ...
parecem clonados mas efectivamente não são. Essas são as aparentes semelhanças. E as diferenças, onde estão?! ... ou você julga mesmo, mesmo que os acordes dos 2ºs e dos 3ºs violinos é exactamente o mesmo? Não acredito! se bem que até possa estar de acordo consigo quanto ao facto de a música não prestar.
Abraço
David Oliveira
Então o vital deve ter razão quando diz que não quer debates. Debater o quê?
Daniel, se me permite meter a colherada: os acordes dos 2º e 3º violinos são, musicalmente, os mesmos com eventuais inversões :-) (Piada de ocasião, não leve a mal.)
Decididamente, tenho muita dificuldade em entender que música fazem esses acordes...
Caro senhor Ramiro Lopes Andrade,
Penso que deve ser do seu conhecimento que a utilização das maiúsculas em textos corridos significa gritar.
Como o autor deste blogue não gosta de gritos "em sua casa", apaguei o comentário que aqui deixou, todo em maiúsculas, tal como apagarei todos os que fizer nos mesmos termos.
Se quiser fazer o favor de "falar baixinho", isto é, usar textos em minúsculas sem palavrões e injúrias, então terei muito gosto em que comente.
Cumprimentos.