O péssimo 'campeonato' da política em Portugal.
Eleições 2009: A “federação” do “centrão” só gera corrupção.
Imagine que existiam apenas 5 equipas no campeonato nacional da 1ª divisão de futebol: Porto, Sporting, Benfica, Nacional e Braga. O número de encontros diferentes possíveis seria de apenas 10 e o número de total de jogos de apenas 20.
Todos concordam, certamente, que seria um campeonato muito fraquinho.
Mas isso é exactamente o que acontece no “campeonato da 1ª divisão” na política em Portugal, aquele que se joga no Parlamento. São apenas 5 os “clubes”, a saber: PS, PSD, PCP, BE e CDS.
É preciso aumentar o número de “clubes” neste “campeonato” e as razões são fáceis de encontrar:
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Aumentar “o número de jogos”, isto é, levar a debate um maior número de assuntos da sociedade civil;
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Melhorar a “competitividade do campeonato”, quer dizer, tornar os debates mais diversificados e participados;
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Aumentar a “qualidade dos jogos”, ou seja, tornar cada debate mais intenso e renhido;
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Ampliar o “esforço de participação dos jogadores”, isto é, fazer com que os senhores deputados – muitos dos quais, actualmente, a única coisa que fazem é picar o ponto, levantar o rabo da cadeira nas votações e receber o ordenado – sejam mesmo obrigados a fazer qualquer coisinha para justificar minimamente o chorudo ordenado que recebem;
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Elevar o “número de adeptos do jogo” democrático, o que significa, fazer com que mais cidadãos se sintam representados nos seus interesses;
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Levar “mais gente aos estádios”, quer dizer, aumentar o número de observadores interessados no debate democrático das grandes questões da sociedade;
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Levar “mais gente à modalidade”, ou seja, fazer crescer o número de participantes no jogo da democracia, criando mais e melhores executantes – com todas as vantagens daí resultantes.
Nem todos têm que, ou querem, ser sócios do Futebol Clube do Porto, do Sporting Clube de Portugal ou do Sport Lisboa e Benfica. E, ainda bem, porque senão não existiriam o Leixões, a Académica, o Vitória de Guimarães, o Marítimo, o Paços de Ferreira, e todos os outros clubes.
Enquanto não estiver instaurado em Portugal um sistema político de real e verdadeira representatividade democrática, a única forma de os cidadãos terem os seus interesses minimamente representados e defendidos, nesta democracia dita representativa e não nominal à portuguesa, é usarem os seus votos para fazer eleger o maior número possível de deputados de pequenos partidos, cujo programa se situe o mais próximo possível da sua conveniência – com a garantia acrescida que estes deputados vão mesmo trabalhar e, mais importante ainda, criar as ondas de choque que obrigarão os outros a trabalhar também.
São vários os pequenos partidos a que os eleitores podem dar o seu voto. Vale a pena procurar saber o que defendem, o que se propõem fazer se tiverem deputados eleitos.
Por exemplo ( e isto são apenas exemplos e não são de modo algum recomendações), um cidadão (ou cidadã) que considere o mérito pessoal como valor social mais importante, deve votar MMS – Movimento Mérito e Sociedade. Ou, uma cidadã (ou cidadão) que acredite ser o colectivismo do operariado como a acção política mais necessária, deve votar POUS – Partido Operário de Unidade Socialista.
Fica aqui uma lista (por ordem alfabética) de alguns desses pequenos partidos, sempre que possível com indicação do endereço da respectivo sítio na internet. Vale a pena dar um olhada nos seus programas e nas suas intenções.
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MEP-Movimento Esperança Portugal (http://mep.pt/)
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MMS-Movimento Mérito e Sociedade (http://www.mudarportugal.pt/)
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MPT-Partido da Terra (http://www.mpt.pt)
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PCTP/MRPP-Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (http://www.pctpmrpp.org/)
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PH-Partido Humanista (http://www.movimentohumanista.com/ph/xpagina.php?tema=principal)
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PNR-Partido Nacional Renovador (http://www.pnr.pt/)
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POUS-Partido Operário de Unidade Socialista (http://pous4.no.sapo.pt/)
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PPM-Partido Popular Monárquico (http://www.ppm.pt/)
Os eleitores podem (e devem) mudar este “mau campeonato” com o seu voto.
O verdadeiro poder está nas mãos dos cidadãos eleitores.
Vamos por os políticos a trabalhar e a servir.
Chega de senhores e de cobradores.
Para evitar gastos com coisas destas em tempo de crise:
Tags: legislativas 2009 participar democracia agir mudar
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Um bom post contra a falsa ideologia do voto útil.
Parabéns.