A figura chave do próximo governo,
seja ele qual for, será o ministro da Economia e Finanças – dito assim, sem lapso algum.
Como alguns (poucos?) saberão, a Economia nacional está à beira do ponto de não retorno – e já teria provavelmente claudicado e sido entregue (novamente) nas garras do FMI, não fora a muleta europeia.
Portugal não precisa mesmo (nem nunca precisou, enfim!) é de mais dois ministros como estes que infelizmente tem tido, um das campanhas “allgarve” e “west coast” acompanhado pelo outro “dos impostos”, “da recuperação do défice nem que isso nos mate” e das soluções “de sebenta” para todos os problemas. Se do primeiro já não há mais nada a dizer – após o incidente dos dedinhos – para ilustrar a sua enorme... hum, desadequação(?), do segundo ainda mal se começou a falar – pelo menos nas análises cá de dentro, pois lá de fora o Finantial Times já nos avisou de há muito que tempo que temos “o pior ministro da Finanças europeu”.
Portugal precisa, absolutamente, de alguém que pare a vampirização estatal dos que querem empreender e trabalhar, criar riqueza e emprego; de alguém que promova o primado da Economia “da procura” (market economy) e “da produção” (Econometrics) em vez da Economia “da oferta” (supply-side economics) e “de comando e controle” (centrally planned economy); de alguém que preconize novos paradigmas de desenvolvimento adaptados à realidade portuguesa, em vez dos modelos dos manuais de Economia – porque as receitas dos livros só podem ser cozinhadas quando se possuem todos os ingredientes nas quantidades ali indicadas, coisa que nunca acontece em casa de gente pobre. Sim: nós portugueses (nação e território) não somos ricos – a não ser, talvez?, em ideias – ao contrário do que propalam os políticos do discurso mentiroso e demagógico travestido de optimismo. E, infelizmente, afugentamos sistematicamente para o estrangeiro as pessoas com as melhores ideias...
Nenhuma civilização se desenvolveu, nem poderia fazê-lo, sem resolver os problemas fundamentais da satisfação das necessidades humanas básicas; do mesmo modo, ninguém (em seu juízo perfeito) se dedica à investigação de micro-processadores se não puder garantir o seu sustento (no mínimo, comida e abrigo). Mas, é exactamente isso que tem sido preconizado pelo actual governo socialista para este pobre país. As actividades produtivas de base (agricultura, pescas) são negligenciadas, tal como as indústrias de base, e o governo socialista preconiza “o desenvolvimento” através de muito apregoados e pífios “planos tecnológicos”.
Consigo lembrar-me de 2 ou 3 pessoas capazes de fazer as imprescindíveis mudanças do modelo de desenvolvimento económico em Portugal . Não vou apontar nomes, obviamente, mas alguns saberão quem são os que correspondem ao perfil descrito. Posso, no entanto, acrescentar (embora fosse, provavelmente, desnecessário) que nenhum deles é do partido socialista.
---
Este texto foi publicado primeiro aqui.
Tags: economia real portugal subdesenvolvimento
Do Melhor
Linkk |
del.icio.us














