Pareto e a saída do pântano económico em Portugal. (5)
(continuação daqui)
E a resposta certa é... maus cuidados de saúde.
Experimentem os governantes a investir na excelência da prestação de cuidados de saúde nas cidades do interior e verão que a parte (cada vez maior) da gente que deles precisa se deslocará para lá.
Como sabe se isso resultará, perguntam os meus leitores?
Claro que resulta! A experiência está feita. Descubram quantas pessoas se deslocam diariamente e se estabelecem por períodos mais ou menos longos na cidade de Coimbra, por causa dos Hospitais da Universidade e de toda a estrutura privada de prestação de cuidados de saúde criada na sua envolvente.
E, a parte mais interessante desta acção, é que não haverá necessidade dos governos andarem a criar falsos empregos subsidiados.
Veja já a seguir porquê.
(continua)
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Quando li a parte anterior a esta, pensei que o problema em deslocar os velhos para essas zonas do país seria mesmo a falta de acesso a cuidados de saúde. (a minha tia-avó que mora em Torre Moncorvo que o diga...)
Quando queria ir para Medicina, o meu Pai, que na altura morava em Portalegre (nós somos de Leiria), falava-me das facilidades em comprar casa e nos subsídios que o estado pagaria (ou algo do género) aos médicos e enfermeiros que quisessem fixar-se no interior.
Estou curiosa pela parte seguinte, pois não estou a ver como é que se alicia gente mais nova a fixar-se em partes do país para cuidar de velhos.
Só se abrissem universidades de Medicina (e aumentassem o número de vagas para esse curso) por esses lados. Eu preferia ficar por aqui, ainda que fosse em zonas de calor no Verão e frio no Inverno, do que ir, como estou a planear, para a Hungria gastar dez mil euros de propinas anuais.
Mas isto sou eu a divagar. Desculpe lá a intromissão.