A democracia está oficialmente morta na União Europeia.
O primeiro-ministro Brian Cowen deu crédito aos irlandeses por terem escolhido "permanecer no coração da Europa"....
O desemprego é hoje de 12,6 por cento e 400 mil irlandeses estão inscritos nos centros de emprego. Talvez por isso não seja fácil encontrar festejos longe do Castelo de Dublin. Jackie, cabeleireira de 42 anos, está à espera do autocarro para regressar a casa depois de uma volta de sábado à tarde pelo centro das ruas pedonais e das lojas. Ainda não conhecia os resultados, mas fica aliviada. "Votei "sim" por causa da situação em que estamos. Pensei que era mais seguro."
(Vitória esmagadora do "sim" recebida com alívio numa Irlanda em crise, 03.10.2009, Sofia Lorena (Dublin), Público)
(o artigo na Wikipedia em português é muito mau; se puder, leia-o em inglês)
(…) More than 20 years ago the late Raymond Crotty won a case against the Irish Government which meant any EU rules that impacted on Ireland’s constitution must be approved by the people.
Mary Crotty said her father’s win has resulted in less than four million Irish people voting on behalf of half a billion Europeans on the Lisbon Treaty. (…)
(Daughter of referendum case winner urges ‘No’ vote, 30/09/2009, IOL News/Ireland On-Line)
(…) Two multinationals - Ryanair and Intel - are spending huge sums on the campaign to encourage a Yes vote. (…) Between them, Ryanair and Intel have contributed €700,000 to the Yes campaign, and huge contributions from Europe are also pouring in. (…)
(Euro federalists bully us and buy our vote, 27 September 2009, by Tom McGurk, Irish Post)
(…) our consistent message is that Europeans must pool their efforts and resources. We cannot continue to conduct the business of defence in separate national boxes. The money is just no longer there, even in the biggest national defence budgets. (…)
(European Defence Industry Must Break Out of "National Boxes", EDA Chief Executive Nick Witney says, 9th International Exhibition of Defence & Security Technologies, IDET 2007)
A Agência Europeia de Defesa (sigla: AED) é um organismo da União Europeia que visa ajudar a promover a coerência em lugar da fragmentação na capacidade de defesa e segurança da Europa, inclusive no que diz respeito a armamentos e equipamento, investigação e operações.
(o artigo na Wikipedia em português é muito mau; se puder, leia-o em inglês)
(…) While European defence budgets remain fragmented and massive duplication in research and development exists, the European defence industry has made some moves towards consolidation. British Aerospace was widely expected to merge with Germany’s DASA to form the first major European defence giant. Instead in 1999 BAe merged with another British company, GEC’s defence businesses (GEC-Marconi), to form BAE Systems which has tended to focus on the Anglo-American market. As a result, in 2000, DASA merged with Aerospatiale-Matra to form EADS. Further consolidation of the smaller defence firms cannot be ruled out.
In 2002 the formation of MBDA brought together the product portfolios of Aerospatiale Matra Missiles (of EADS), Alenia Marconi Systems missiles, and Matra BAe Dynamics to form Europe’s No. 1 missile manufacturer and No. 2 globally after Raytheon.
Other major players include:
AgustaWestland
BAE Systems
Dassault Aviation
Diehl BGT Defence
Eurocopter
Eurofighter International
Finmeccanica
Krauss-Maffei
MBDA
Rheinmetall
Rolls-Royce
Saab Bofors Dynamics
Snecma
Thales
ThyssenKrupp Marine Systems
(European Union defence procurement, Wikipedia)
Para completar esta tragédia só faltavam mesmo as brilhantes afirmações a seguir transcritas:
(...) Igualmente extraordinário foi o comentário de José Sócrates – extraordinário e revelador: “Essa notícia é muito importante para nós portugueses, muito importante para a Europa e também muito importante para mim.” (...)
(Editorial: Depois dos álibis, a mais crua realidade, 04.10.2009, José Manuel Fernandes, Público)
Bem dizia Cícero:
Omnium malorum stultitia est mater atque materies.
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Este artigo foi publicado primeiro aqui (totalmente em inglês).
Tags: morte democracia ue imposição plutocracia industrial-militar
Do Melhor
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del.icio.us














Ainda não terminou.
http://www.petitiononline.com/sptklaus/petition.html
http://www.facebook.com/group.php?gid=144395234460
Já tinha visto esta petição, mas não tinha tido tempo para verificar a sua proveniência
Cada vez mais, tento ser prudente nestas coisas.
Mas não é só isso. O António sabe que eu raramente desanimo ou desisto, mas neste caso... que chances tem o homem contra estes "euro-democratas" que quebraram a vontade de um povo que até tem fama de insubmisso?
Enfim, já sei quem é o sueco autor da petição e agradou-me a postura. Talvez amanhã eu faça um post no meu No To Lisbon Treaty - Europa Libera. Até lá vou poderar... para a cama, que estou cansado ;)